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Trecho do livro Nêmesis o Deus Menino


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Bom dia!

Conforme exposto anteriormente, segue trecho do livro de Ficção "Nêmesis o Deus Menino" à disposição no Seven Virtual Book no site  https://www.biblioteca/ 24 horas.com 

... - Ai está o problema! Não daria certo com os estrorianos. O resultado seria desastroso para todos, pois teríamos que retroceder ou avalizar uma batalha de resultados imprevistos. Ai sim estaríamos desrespeitando o regulamento quanto a não intervenção. Jean Serge ou mesmo outro tripulante não poderia contatar com sucesso.

- Quem contataria então?

- Nêmesis!

- Você me confunde! Colocar a nave frente a frente com um antigo, frágil e precário barco de guerra mitoriano?  

- Não! Você será Nêmesis.     

Com uma quase gargalhada, Jean Serge, sem poder conter o riso, retornou hilariante:

- Você quer que montemos um circo usando nosso equipamento sofisticado para a época ante os guerreiros estrorianos?       

- Isso mesmo! Teremos que equipar a Zero com o teletransportador original, e o resto do espetáculo eu dirijo daqui mesmo.            

- Deverá ser uma graça! Um filme, escrito pelo Comandante Cleber, dirigido pelo Comandante Sebástian e tendo como estrelas principais o Comandante Jean Serge e o Dr. Scappello com mais uns dois ou três androides. Que fantástico! Vejo até o título quando passar nos cinemas mitorianos daqui a uns dois mil anos. "Seriam os deuses, astronautas?" Você pirou de vez, meu amigo. Recomendo uma semana de férias em Murdoc em uma praia cheia de garotas bonitas...

... Não adiantou a resistência de Jean Serge. A lógica e o bom senso determinaram que deveriam intervir em benefício do Príncipe e seu reino diferenciado. O dia seguinte foi movimentado, pois os tripulantes preparavam o Zero para zarpar reequipado com instrumentos suplementares determinado por Sebástian Bolívar. A bordo iria o Comandante Jean Serge o Dr. Scappello, o Comandante Sárien e mais dois androides. O mais difícil foi convencer Jean Serge usar um fardamento totalmente atípico: Um saiote branco com pregas até pouco acima do joelho, sandálias douradas com fios trançados até meia perna, e peito nu com apenas um grande medalhão representando o sol preso ao pescoço com uma corrente de ouro. Na cintura, uma espada energética em magnífica bainha presa por um largo cinto dourado. O preparo do barco deu-se rápido, mas a operação atrasou mais um dia para concluírem o fardamento do Comandante, pois o equipamento de respiração foi confeccionado no saiote, e dois tubos transparentes quase invisíveis o ligaria às suas narinas.

- Ficou uma graça! - falou sorrindo Sebástian Bolívar ao ver Jean Serge provando a roupa e complementos. Jean Serge parecia até cômico em sua impotência ante a nova personagem imposta para a missão
- De Comandante a palhaço! - disse triste, mas quase conformado.

- Afinal, se é para o bem de todos...

... - Vou vestir minha fantasia e contatar com o Príncipe herdeiro de Vistor. Está preparado, Sárien?

- Tudo em cima, Jean! Vamos terminar logo com isso, pois faz mais de vinte e duas horas que não dormimos. O príncipe acordou apavorado como se saísse de um longo pesadelo. Ao ver à sua frente aquele garoto vestido de saiote com o grande medalhão no peito nu e envolto em uma forte luz branca indistinta que nunca havia visto antes, tomado de pleno pavor pulou da cama como se fosse um gato e gritou para os guardas de segurança. Não sendo atendido, recuou até encostar-se na parede de sua tenda, e tremendo e assustado perguntou:

- Quem sois? - não obtendo resposta do visitante indagou novamente.
- Sois o enviado dos deuses para levar-me através do barviamin para a terra da escuridão? Sei que morri, pois estava a delirar quando o ministro Ratenis encomendou meu espírito aos deuses da morte! Disse-me que sendo uma criança iria para a terra do mel, mas sei que como principie deverei seguir a saga de meus ancestrais. Estou às ordens! Que os deuses determinem!

- Por que acha que morreu?

- Se vivo estivesse, meus soldados viriam ao meu chamamento! Como morreu meu corpo, não ouvem a vós do espírito.

- Estávamos certos, Jean! Esse povo é bastante mais avançado, pois já dominam a ciência espiritual!

- Você não dorme, Sebástian? - indagou Jean Serge também telepaticamente.
- Você acha que eu perderia qualquer ato do circo com um ator tão espetacular? Vá em frente, amigo! 

- Por que aguardas calado nobre condutor de mortos. Eu senti o estertor da morte e mergulhei nos precipícios da imundície a lutar com monstros de mil vidas. Por que me arrancastes de suas garras para ficar a olhar-me com se houvesse dúvidas onde deverás conduzir-me? Com um sorriso cativante que somente Jean Serge sabia expressar, falou a apavorada criança.

- Príncipe Mitrius, futuro Imperador de Vistor. Como está se sentindo?

- Como um espírito liberto, sem dor, imune às doenças do corpo, constrangido por não conseguir fazer nada ao meu povo. Peço clemência aos deuses, mas fui compungido ao degredo.

- Se por acaso sonhas? - Sonho? Como posso estar sonhando ante a realidade imensurável?

- Escuta-me! Meu nome é Nêmesis, e estou aqui para auxiliar. Os deuses não aceitaram o que aconteceu em seu reino. Em dois dias uma frota estroriana abordará essa ilha e os conduzirão de volta a Vistor. Desalojarão os intrusos e devolverão o trono a quem de direito pela vontade dos deuses. Serás o Imperador.

- Oh, tu que me falas em nome dos deuses.

- E dizendo isso lançou-se em terra aos pés de Jean Serge. - Abençoado seja teu nome!...

... O dia seguinte foi um verdadeiro reboliço no acampamento. Todos os doentes estavam curados, e o Príncipe eufórico contava o sonho que tivera, e a palestra com um enviado dos deuses. Os imortais vieram ao acampamento, curaram os doentes e se comunicaram através do sonho com o Príncipe. Agora era esperar, e ver se a chegada dos estrorianos se confirmaria...

... No outro dia, ao despertarem, deslumbrados divisaram a esquadra que se aproximava da ilha. Em prantos de agradecimento, ajoelharam e agradeceram aos Senhores da Vida a benção recebida. A acolhida foi cordial, e o Comandante da frota ainda aparvalhado, contou o encontro com o poderoso deus Nêmesis que quase os fez naufragar apenas porque duvidaram. Não deveriam brincar com esse deus, pois era severo e impaciente. Fariam tudo que foi determinado, pois enfrentar o Grande Imperador era bem mais racional que o temido deus de Vistor, dos raios, e possivelmente das profundezas infernais...
Texto revisado

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Conteúdo desenvolvido por: Dante Bolivar Rigon   
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