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Visões

por ALZiRiTA
Visões

Publicado dia 31/5/2012 em Espiritualidade

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Visões em cadeia passam ante meus olhos deixando rastros difusos: 
Vejo-me recostada na cabeceira da minha cama escrevendo avidamente nas folhas do meu diário. As letras deslizam freneticamente como línguas de fogo de um vulcão em ebulição. Aperto meus olhos na tentativa de ler nas páginas amarelecidas as palavras impressas nas folhas sensíveis; e a cada virada de página, deixo-me levar pela emoção ao recordar os sentimentos trancafiados em algum lugar do passado. Com um piscar de olhos sou levada à época de uma juventude distante, onde a duras penas, teci as minhas crenças e os meus valores. Paulatinamente, minha visão antes embaçada, vai-se tornando nítida. Agora consigo ler o que está escrito no meu caderno de sonhos:

"Diário meu, em você depositarei meus devaneios, decepções, amores e desamores, meus segredos e aspirações; enfim, a minha história de vida que, a partir desse momento, começo a registrar em suas páginas. Eis o que me vai à alma, meu amigo:
Em diversas ocasiões, quando reunia os amigos para falarmos da vida, de um modo geral, surgia sempre um questionamento em relação a existência ou não do acaso. Alguns acreditavam, outros não; e quando pediam minha opinão, eu respondia: é um assunto, deveras complexo, prefiro parafrasear meu filósofo querido, Sócrates, que proferiu a célebre frase “só sei que nada sei”. O que posso dizer é... Viver é um constante aprendizado, e que conviver é uma arte, principalmente, a convivência no quesito interpessoal, onde verbalizar os sentimentos é primordial para um relacionamento saudável. Aprendi que, fechando-me egoisticamente como uma concha que aprisiona a pérola indefesa em seu interior, com o intuito de escondê-la dos olhares de cobiça de terceiros, imaginando que poderá perdê-la, é mera ilusão. Porém, o mesmo fiz com meus sentimentos, ao aprisioná-los, com medo de não ser compreendida, ao externá-los, e ser abandonada pelo meu amor. E acredito, também, que as pessoas com as quais me deparo no palco da minha vida, fazem parte do meu show".

Um borbotão de imagens povoa minha mente confusa... Desvio os olhos das páginas do meu diário. Respiro profundamente para acalmar-me. Retomo a leitura:

"Sim, meu amigo, o tempo galopa... um carrossel de emoções e situações inusitadas, eu vivi. Parece que foi ontem... eu, no palco de um teatro, encenando uma tragédia grega, um monólogo, dialogando exaustivamente comigo mesma. De repente - percebi que havia desviado do texto enveredando por caminhos desconhecidos - e que dependia de mim, somente de mim -, terminar com tamanho sofrimento e desgaste emocional. Por fim, retomei o texto e finalmente, sob os aplausos, que alívio senti ao fechar a cortina! Em uma outra peça de teatro, lembro-me que havia em cena um enorme tabuleiro de xadrez, onde uma jovem mulher, atenta às peças expostas analisando as próximas jogadas, confabula: "se não concentrar-me nas jogadas, nas várias possibilidades que existem para alcançar um final feliz - a vitória -, o desfecho será - a derrota -, com as peças, personagens da minha vida, descartadas e solitárias no canto do tabuleiro, e uma voz dizendo-me ao ouvido - perdeu! Não. Não aceito este desfecho. Recuso-me a jogar a toalha! Meu lema é ganhar o jogo da vida!".

Admirando a atitude da jogadora, e para minha surpresa, ao focar meus olhos em seu rosto, reconheci-me! Fiquei orgulhosa de mim. Interessante, como as peças que eu encenei retratam o meu viver, meus questionamentos. Paulatinamente, as visões vão retrocedendo até a cena inicial: eu, jovem, recostada na cabeceira da cama folheando as páginas do meu querido diário.

Finalmente, as visões desaparecem como bolhinhas de sabão que se desmancham no ar.

Volto ao aqui e agora, porém, permanece a saudade daquele tempo... mas, a vida não para e continuo a aprender a jogar o jogo da vida e a aperfeiçoar-me, constantemente, evitando descartar as peças do meu tabuleiro de xadrez, com o objetivo final de alcançar a vitória. E há muito tempo, eu transmito com segurança, clareza e determinação (evitando os ruídos e qualquer tipo de interferências) as minhas ideias, sentimentos e emoções, libertando sem medo ou egoísmo a pérola (meu self), de rara beleza e valor; e quando as visões começam a insinuar-se, recebo-as com afeto, pois todos os mistérios foram esclarecidos e minha alma está livre! Portanto, feliz sou.
Emocionada, lentamente, fecho meu querido e fiel diário.

Texto revisado

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Sobre o Autor: ALZiRiTA   
Musicoterapeuta, Radiestesista e Escritora. Criou o Portal SER - Saúde, Energia & Resgate / Centro de Qualidade de Vida & Desenvolvimento Humano, com a intenção de proporcionar recursos de informação para as pessoas que buscam o autoconhecimento. E-mail: [email protected]
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