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Vivendo em uma realidade paralela


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Quando passamos por situações traumáticas em uma separação, nossa alma não suporta a dor que isso causa e escolhe ficar ligada à pessoa, não se separando verdadeiramente. Vou citar o caso de uma cliente, preservando sua identidade.

Maria teve um relacionamento que durou 35 anos. Há 5 anos, após viver um grande período de sofrimento em seu casamento, onde se sentia abandonada e rejeitada pelo marido, ela se separou. Quando pediu a separação para seu marido -vou chamar de João-, ele entrou em desespero e fez de tudo para que ela voltasse atrás em sua decisão. Como para ela essa decisão aconteceu depois de um longo tempo de dor e desesperança, já não havia mais volta. Maria não conseguiu se separar de pronto, durante uns 3 anos eles ainda viveram juntos, numa situação que trazia angústia a todos, inclusive para seus dois filhos, que não reagiram bem com Maria, pois achavam que ela deveria ficar casada com seu pai e acusavam-na de egoísta e insensível ao seu sofrimento. Mas ela não cedeu a essas chantagens emocionais. Antes, João era indiferente, não a procurava para conversar, para sair e muito menos para relações sexuais, ele simplesmente a abandonou; ele se sentia seguro, pois ela estava "sempre à mão", à disposição e "dominada" pela situação e achava que nunca a perderia. Mas após ela pedir separação, pela dor de ser rejeitado, entrou em depressão por 2 anos. Enfim, depois de longo período de dificuldades criadas pelos filhos e pelo marido, finalmente, Maria conseguiu a separação.

Aparentemente, Maria era sempre muito viva e não demonstrava fragilidade ou medo, mas nas profundezas de seu inconsciente, a realidade era outra, pois carregava medos intensos e graves fragilidades e, por isso, escondeu-se da vida dentro desse relacionamento. Com João, ela se sentia protegida e segura. A verdade é que ela era "prisioneira" dele, essa proteção tinha um preço alto, pois ali havia uma condição velada de submissão, ele a anulou totalmente, e com o tempo foi drenando sua energia, mantendo-a alheia à vida. Apesar de estar vivendo numa condição horrível nessa dinâmica oculta, sua situação era extremamente confortável, pois não precisava enfrentar a vida e seus medos.
Maria é uma pessoa sensível, com dons muito "especiais" que lhe conferem capacidades incríveis, mas ela tem medo inconsciente desses dons, pois carrega memórias de vidas passadas, onde, por causa de seus dons sofreu muito ou causou muito sofrimento aos outros, abusando de seu poder.
Por causa disso, ela preferiu viver escondida do mundo para nunca ser "descoberta" e João foi o "carrasco" ideal que a manteve prisioneira, enquanto a protegia dos perigos da vida. Ele nunca foi um homem mau para ela, nunca a agrediu, a condição de carrasco é apenas na realidade oculta. Maria sempre gostou do marido e ele, à sua maneira, também gostava dela e não queria perdê-la.

Com a separação, Maria se sentiu aliviada e feliz. Finalmente, estava experimentando a verdadeira liberdade. Porém, seus velhos medos da vida continuavam, pulsando intensamente e, óbvio, quando se viu sozinha, os medos se intensificaram. Ela não tinha consciência disso.
Eles tinham uma relação simbiótica, não conseguiam viver sem o outro, um dependia intensamente do outro e só se sentiam seguros estando juntos. O rompimento foi extremamente doloroso para ambos e eles só conseguiram se separar, porque, de certa forma, se anestesiaram. Assim, a solução que criaram, em "comum acordo inconsciente", era continuarem a viver juntos, porém não fisicamente, mas em uma realidade paralela.
Captei que eles vivem até hoje, depois de 5 anos de separação, nesse lugar que criaram juntos. Na fisicalidade, eles não têm mais afinidades, mas nesse lugar, eles conservaram tudo o que havia de melhor em cada um e de melhor entre ambos. Ali eles se realizam, se fortalecem e se sentem seguros. Durante estes 5 anos, Maria não se relacionou com nenhum outro homem, ela se fechou em sua solidão e se diz feliz com isso. Isto se explica pelo fato de que ela viveu muito tempo com João e precisava resgatar sua verdadeira identidade, seu poder pessoal, sua força verdadeira e isso, naturalmente, a levou a estar consigo mesma, aprendendo a se conhecer melhor e a gostar de viver em sua própria presença. Isto é saudável até o ponto em que a pessoa não está se escondendo da vida, o que já está se tornando o caso de Maria. Em contrapartida, João, desde a separação, começou compulsivamente a se relacionar com várias mulheres, esteve com todas e nunca esteve de verdade com nenhuma. Maria suporta a sua solidão porque tem essa ligação com João, em que conserva o amor, a leveza e o prazer de estar com ele, não se sentindo sozinha de verdade, mas vivendo anestesiada. João não se fixa em nenhuma mulher, ele as "usa" apenas como um "veículo físico", para poder se "transportar" até Maria; enquanto está com suas mulheres, a conexão real é com Maria. É como se houvesse um modelo holográfico de Maria que João utiliza para "vestir" suas mulheres. Quando elas entram nesse "modelo", assumem a energia de Maria e João sente e aprecia essa energia, enquanto está vivendo experiências com essas mulheres.

Quando Maria soube dessa realidade paralela, tudo fez muito sentido, foi como se ela soubesse disso e estava sendo descoberta. Ela chorou de forma intensa, sentiu uma profunda tristeza e muito medo de ter que sair desse "ninho de amor". A constatação dessa verdade pelo sentir, fez com que Maria tomasse plena consciência dessa realidade. O fato dessas informações terem sido liberadas pelo seu inconsciente significou que havia nela prontidão para mudanças. Já não era mais possível fingir que isso não existia e Maria teve que tomar providências conscientes para dar um fim a essa condição e sair desse lugar e desativá-lo. Para isso acontecer, ela precisou realizar muitos trabalhos internos, sentindo a dor com consciência, percebendo cada vez mais essa conexão, pegando-se em flagrante ao pensar em João, etc. Tudo isso foi liberando a energia de dor e fazendo com que Maria pudesse lidar com seus medos, decidida a enfrentar a vida. Foram feitos vários trabalhos de "conversas telepáticas" com a consciência de João, para esclarecerem suas pendências e para se perdoarem e se libertarem mutuamente; de limpezas energéticas e de cordões relacionais; de esclarecimento e entendimento do significado profundo e espiritual dessa relação; de resgate da parte da alma de Maria que estava nesse lugar; dentre outros. Até que Maria foi conseguindo finalmente aceitar o verdadeiro desligamento de João. Ela está em fase final desse processo, está sensível, se adaptando à nova realidade, mas muito confiante e fortalecida. Sua vida está começando a mudar, pois estando fora da realidade paralela, ela se sente verdadeiramente viva, sente a força da vida e a vontade de se expressar e está encorajada a se abrir para as novas oportunidades, inclusive de relacionamento. A vida voltou para Maria!
Isto é extremamente comum na realidade das pessoas e ocorre também dentro de outros contextos, não somente nos relacionamentos amorosos.

Texto revisado

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Conteúdo desenvolvido por: Teresa Cristina Pascotto   
Atuo a partir de meus dons naturais, sou sensitiva, possuo uma capacidade de percepção extrassensorial em níveis transcendes. Desenvolvi a Terapia Transcendente, a qual objetiva conduzir à Cura Real e à libertação integral do ser. Sou uma pesquisadora do inconsciente profundo, para descobrir seus mistérios e as chaves para a libertação real.
E-mail: crispascotto@hotmail.com | Mais artigos.

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