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A encruzilhada de Brian Weiss



O Dr. Brian Weiss era um ortodoxo psiquiatra norte americano que atendia seus pacientes através de uma tradicional linha de abordagem de seus problemas. Até que um dia conheceu uma paciente que marcou e transformou para sempre a sua vida profissional e a sua visão de vida.

Na técnica de regressão, Weiss costumava extrair da memória cerebral da pessoa regredida, importantes informações a respeito do seu passado até a situação intra-uterina. Dados que eram significativos se associados ao processo terapêutico.

Um certo dia, porém, Brian surpreendeu-se com a experiência de uma nova paciente. Na regressão, esta pessoa simplesmente ia além da situação intra-uterina. Relatava situações e fatos como se fosse uma vívida protagonista de um filme. Citava nomes e lugares estranhos à vida atual e identificava-se como se tivesse uma outra personalidade.

Esta experiência, no entanto, não chegou a mexer com as convicções do psiquiatra. Sabedor de que a mente humana é uma complexa engrenagem e que pode criar fantasias a respeito de conteúdos recalcados pelo paciente, permaneceu tranquilo e sereno, analisando a situação conforme seus conhecimentos adquiridos, pois tinha consciência de que era um experiente profissional.

Contudo, a paciente retornou para outras consultas e regressões e as experiências de transcendência à situação uterina se repetiam com altos níveis de intensidade emocional. Eram informações precisas que fluiam como uma vertente d´água à flor da terra.

Diagnósticos de esquizofrenia ou paranóia, Brian já havia descartado porque não havia sintomatologia alguma. Ele, inevitavelmente, havia chegado a uma encruzilhada de dúvidas. E foi esta "encruzilhada" que transformou completamente as suas convicções e a vida profissional de Weiss. O até então ortodoxo psiquiatra começava a trilhar um novo caminho rumo a uma nova e mais completa ótica de abordagem no tratamento das psicopatologias: o caminho da aceitação da teoria reencarnacionista.

Porém, a espetacular guinada na vida deste psiquiatra, não trouxera nenhuma novidade ao pré existente conhecimento transcendental do espírito. Há cerca de 4.000 anos a.C. a reencarnação já era naturalmente aceita entre os egípcios, assim como entre todas as civilizações primitivas da história da humanidade. Entre elas, astecas, maias e incas.

A Psicoterapia Reencarnacionista e a Psicologia Transpessoal, métodos de abordagem terapêutica que trabalham com esta premissa da reencarnação, juntamente com a T.V.P. de Brian Weiss, estão aí para provar, através de inúmeras obras editadas, pesquisas e milhares (talvez milhões) de regressões realizadas, que a teoria reencarnacionista que independe de dogma religioso na dinâmica terapêutica, está a um elo de ligar, irremediavelmente, a sólida corrente que unificará, em benefício do próprio homem, as ciências da saúde dentro de uma nova perspectiva científica. Os sinais de mudanças são evidentes e a partir do âmbito da saúde mental, começam a direcionar-se para este "feliz desfecho".

Quando chegarmos a este patamar, nós, psicoterapeutas ou médicos, veremos todas as dúvidas da encruzilhada de Brian Weiss serem dirimidas. Vislumbraremos, como legítima ferramenta na prática consultorial, aquela verdade que está, por imposição da Igreja e da cultura ocidental, à centenas de anos censurada mas latente em nossos inconscientes e no inconsciente coletivo: a nossa verdadeira identidade!

Quando chegarmos a este nível compreenderemos porque o psicólogo norte americano Mark Baker, em seu livro "Jesus, o maior psicólogo que já existiu", promoveu a reconciliação entre Jesus e Freud, buscando no poder do Evangelho uma luz para iluminar os recantos mais obscuros do espírito humano. Ou porque o médico e psicoterapeuta Mauro Kwitko, em seu livro "Doutor, eu ouço vozes!", levantou três questionamentos importantes: "Porque ninguém acredita nos pacientes que vêem seres ou ouvem vozes? Porque isso é considerado um sintoma de esquizofrenia? Porque a psicologia e a psiquiatria não lidam com a reencarnação em seus raciocínios diagnósticos e terapêuticos?"

Somente conseguiremos unir o último elo que falta à corrente da psicoterapia do terceiro milênio, à medida em que nos conscientizarmos de que já não existe mais a "encruzilhada da dúvida" para o profissional da saúde mental, e sim, a exemplo de Brian Weiss e tantos outros, a certeza do caminho a seguir.

Psicoterapeuta Reencarnacionista e Psicanalista Clínico.
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Texto revisado por Cris
Publicado dia 28/2/2006

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Autor: Flávio Bastos   
Flavio Bastos é criador intuitivo da Psicoterapia Interdimensional (PI) e psicanalista clínico. Outros cursos: Terapia Regressiva Evolutiva, Psicoterapia Reencarnacionista, Terapia Floral, Psicoterapia Holística, Parapsicologia, Capacitação em Dependência Química, Hipnose e Auto-hipnose e Dimensão Espiritual na Psicologia e Psicoterapia.
E-mail: flavio01bastos@gmail.com | Mais artigos.

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