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A VIDÊNCIA DO SENTIR



Você sabe decifrar as pessoas através do que elas falam, escrevem e agem? Quando se lê um texto com inconsistências, é inevitável para muitos uma exclamação: -"Ih, olha o cara, que inconsistente."

Percebamos como o julgamento é rápido. Quando estamos julgando? Quando estamos decifrando? Podemos decifrar sem julgar? Podemos através da capacidade de amar impessoalmente e agora não vem ao caso se isto é laborioso. Decifrar é descobrir, revelar. E isto pode acontecer através de um tipo de vidência: "a vidência do sentir". Quanto ao julgamento, quantas controvérsias! Quanta dedução, suposição ou imaginação para formar um juízo e criticar ou sentenciar.

Presenciar a ação de uma pessoa, escutá-la ou ler sua mensagem, isto pode ser feito de quatro maneiras distintas: a mente anulando o coração, o coração anulando a mente e quando o coração e a mente estão anulados. A quarta forma é quando a mente e o coração estão alinhados harmoniosamente: somos capazes de entender racionalmente e compreender amorosamente. Isto não significa que temos de compactuar ou endossar o que seja reacionário e revoltoso.

Quando a mente anula o nosso coração, não podemos julgar com equilíbrio, pois o sentir é indispensável para decifrar ou descobrir, do texto ao gestual silencioso. Ou seja, não podemos decifrar o que o outro sente realmente. O egoísmo pode predominar, a ira pode se apresentar e, por mais que a pessoa fale de amor, ela deixa vazar uma inconsistência que compromete seu desempenho na vida. Você olha para ela e sente: - "Tem alguma coisa errada nesta pessoa; ela não sabe que está se revelando de uma forma tão evidente".

Pois é... Você "enxerga" algo que não está visível: a falta de compaixão se revela até no verbo que fala de amor. Você decifra porque sente; o seu coração não está anulado. Você é capaz de discernir dois tipos de silêncio: o mutismo rancoroso e o silêncio impessoal. Isto é a "vidência do sentir". Você é capaz de saber que esta pessoa vai ter problemas de afetividade: um nível de exigência insuportável, gerando solidão afetiva.

E, ao contrário, quando o coração anula a nossa mente, perdemos o fio da racionalidade e vamos mostrar a nossa incoerência em cada atitude e frase proferida ou escrita. Não teremos condição de decifrar as entrelinhas de um texto, as frases irônicas ou fanáticas, as mensagens subliminares de um discurso. Também aí não podemos decifrar o que outro pensa realmente. As pessoas podem julgar assim:

- "Quanta ingenuidade, que alienação, olha só o que o cara sente. Esse dai nunca vai cair na real. É um maluco!" - Se a "vidência do sentir" estiver em conformidade com o amor impessoal, a nossa colocação é diferente. Em vez de julgar, deciframos apenas isto: - "O coração está anulando a mente." - Não deveria nos caber tão pesado fardo: o de julgar a alguém. Quando nos presumimos juízes, a sentença proferida será a mesma sentença em devolução.

E quando o coração e a mente estão anulados? Temperamento variante, frieza e confusão interior comprometerão o desempenho da pessoa em muitos ou em todos os setores de sua vida. Você olha, perscruta, sente e decifra: - "O coração e a mente estão anulados". A "vidência do sentir" não serve apenas como instrumento de "enxergar o invisível". Ligada ao sentimento e à intuição, é mais do que "revelar sem ver" ou "saber sem saber". É prever em cada um o seu "vir-a-ser". Portanto, não é difícil fazer previsões utilizando a "vidência do sentir". Primeiro, existe muito de matemático e lógico no estudo das consequências que uma pessoa vai vivenciar, quando anula o seu coração, a sua mente ou ambos.

O que acontece realmente nesses três casos? A pessoa fecha o seu canal de sintonia com a substância supercriativa - essência divina - e, em vez de trazer harmonia à clara luz da manifestação, ela manifesta o contrário... Em cada atitude... No gestual... Na forma como expressa as suas crenças pessoais... Na maneira de falar dos outros e para os outros, como também de si mesma... Enquanto isto não ofuscar seu egocentrismo ou não lhe afetar o bolso, ela parece estar respaldada pela segurança de um passaporte ilusório. Basta que lhe falte a nutrição de uma atenção contínua, ou os proventos básicos para aquele conforto relativo às necessidades, o seu último castelo de cartas despenca.

Do exposto se infere que, qualquer pessoa razoável procura harmonizar razão e emoção, mas dispensa tudo que seja implacável ou exagerado. Não podemos pender para nenhum dos extremos se quisermos o equilíbrio em todos os setores de nossa vida.

Que se há de fazer em tais casos? Talvez, você não possa resolver o problema de alguém, mas se quiser pode tentar resolver o seu problema de anulação. Qual o primeiro passo?

Descobrir que ponto você está anulando. Como se descobre? Através das conseqüências que você vê em sua própria vida. É solidão afetiva? Sua mente está anulando o seu coração.

Trata-se de relacionamentos tumultuados e transferência fanática para crenças dogmáticas? Seu coração está anulando a sua mente.

É depressão moral, física e financeira? Ambos estão anulados. Identificado o ponto, deu-se o primeiro passo. Qual o segundo passo? Partir direto e reto para um processo de autoconhecimento.

Que tipos de autoconhecimento estão disponibilizados para o seu estilo pessoal? O "científico", o "exotérico" e o "transpessoal". Nenhum é descartável, porque quem manda é a sua idiossincrasia, seu grau de evolução e necessidade. Talvez você aprecie um e outro não.

Que tipo de autoconhecimento praticamos? O "transpessoal" com embasamento científico. Ou seja, aquele que admite corpo, mente e espírito - e Deus faz parte desse processo de autoconhecimento - jamais ignorando os fatores do cérebro. Não existindo pílula pronta, mas entendimento acessível para aqueles que, de fato, têm vontade de melhorar. Você quer melhorar?

M. Nilsa Alarcon e J. C. Alarcon escreveram a Série Atitude em 14 fascículos, que muito tem auxiliado as pessoas em seus próprios lares: Atitude Diária, Vitoriosa, Próspera, Inteligente, Fecunda, Realizadora, Profissional, Amorosa, Transformadora, Missionária, Responsável, Fraternal, Espiritual e Supercriativa.
Publicado dia 17/12/2004
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