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A ausência do prazer sexual feminino

por Paulo Salvio Antolini

Publicado dia 22/4/2012 em Psicologia

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Foi-me sugerido que falasse sobre este tema: A "anorgasmia - falta de prazer orgásmico após período de excitação normal" - que atinge ainda hoje cerca de 30% da população feminina brasileira. Com causas físicas e orgânicas e com causas psicológicas, nas primeiras, encontram-se as dispareunias, dores que ocorrem durante a relação sexual; também alterações hormonais e debilidades físicas, temporárias ou permanentes.

Porém, o percentual significativo está com as causas psicológicas, que geram essa falta de prazer. E aqui frisamos que o prazer pode ocorrer, mesmo que a mulher não chegue ao orgasmo, ápice da relação sexual. Várias são as causas que alimentam esse bloqueio: educação religiosa castradora; fatores religiosos distorcidos, associados aos conceitos de pecado e "obras do mal"; tabus gerados principalmente por desconhecimentos; crendices. Imaginem-se indo para uma festa, convictos de que estão fazendo algo errado e recriminado. Percebam a ansiedade que isso gera, impedindo que haja a soltura necessária para se aproveitar esses momentos. Por mais que se tente, a pessoa continua em um estado de "prontidão", o que a impede de aproveitar com tranqüilidade o momento.

Ainda há mais: Quem já passou por violência sexual (abuso ou estupro) ou ainda por experiências obstétricas traumáticas podem também sentir a inibição para atingir a soltura necessária.

Há também: baixa auto-estima; auto-exigência exacerbada; dificuldades do cotidiano; idéias pré-concebidas; excessiva preocupação com o desempenho; inseguranças; desconhecimento do próprio corpo.

Acontece que uma causa nunca vem sozinha e, sim, somada. São várias delas atuando ao mesmo tempo. Baixa auto-estima que gera uma preocupação com o próprio desempenho, deixando a pessoa insegura e pronto: não há mais espaço para que ocorra a entrega necessária, sem a qual não há prazer. Aqui se podem fazer todo tipo de combinações e o resultado será o mesmo, o não-prazer.

O primeiro passo para a busca da superação desta dificuldade é afastar-se dos julgamentos, do certo e errado. Ter a consciência de que sentir prazer é um direito do ser humano e não tem conotação de pecado. Geralmente, as mulheres que não sentem prazer desconhecem o próprio corpo, não sabem quais os pontos que mais as excitam. Normalmente, não permitem que seus desejos se manifestem e se isso ocorre, imediatamente buscam sufocá-los, impedindo-lhes de se manifestarem.

Recriminam-se por qualquer fantasia erótica que possam ter e entram em um círculo vicioso do "eu quero", que na verdade é um "eu preciso" e o "eu não consigo", que carrega consigo o "eu não posso". Criam um estado de "desdobramento mental", ficam pensando nas carícias, mas não se entregam como deveriam às que estão recebendo efetivamente.

Para que o prazer possa ser sentido é necessário que as pessoas se entreguem ao que estão fazendo. Não ter medo de perder o controle. Isso não quer dizer que não saibam o momento de parar. Deixar de idealizar o "como deve ser" e apenas viver o que está acontecendo, sem preconceitos ou modelos pré-estabelecidos. Apenas fazer. Ser você mesma. Quando se consegue isso, há uma diminuição considerável das expectativas e, portanto, também das ansiedades que estas mesmas expectativas geravam.

O prazer inicia-se muito antes, começando mesmo na possibilidade do encontro, nas trocas de olhares com seus companheiros e se estendem por todo o tempo de contato. Conversar com o companheiro sobre essa dificuldade pode ajudar na melhora da auto-estima e no cessar do julgamento. Se mesmo assim, a dificuldade continuar, busque um profissional para esclarecer os pontos que a estão prejudicando. Já foi a época em que a mulher servia apenas para procriar. Na inquisição, mulheres que sentiam prazer eram queimadas como bruxas. Hoje elas podem e merecem tê-lo. Mas, acima de tudo, lembrem-se do principal: o sentimento, pois apesar do pensamento moderno pregar contra, o sentimento faz uma grande e positiva diferença.

Texto revisado

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