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A dor que cura!



Logo que iniciou a sessão, ela me disse: “Fazer terapia mexe com a cabeça da gente, além de nos levar a refletir, desenterra fatos passados e que fizemos por esquecer!” Então, comentei que terapia muitas vezes também é um processo doloroso. Ao que ela respondeu, “mas é a dor que cura!”.

Sim, para todas as afirmações do parágrafo acima. Através dela são “desenterrados” fatos que aprendemos a sufocar, porém, que continuam a agir em nós sorrateiramente, sem que tenhamos consciência do que está nos movendo. Leva sim a muita reflexão, o que significa retomar nossa capacidade de raciocinarmos abertamente e com direção, com foco. Sim para o ser doloroso. Só olharmos que se precisamos sufocar certas passagens de nossa existência, boas elas não eram. E sim para a afirmação que são dores que nos levarão à compreensão e a derradeira “cicatrização dessas feridas”.

São dores porque ocorrem descobertas de situações vividas e que foram deixadas para trás sem terem sido resolvidas. Ao serem identificadas trazem à luz os fatores que estão influenciando nossos comportamentos. São dores muitas vezes intensas, mas os que têm a disposição de olhá-las de frente, encontrarão então o “remédio” que cura.

Entendam “remédio” como expressão da forma como as pessoas passarão a ver suas situações e a consciência então mais ampla de todo o seu contexto, podendo assim, modificá-lo e atingir novos resultados.

Esta mesma cliente falou sobre o quanto viveu anos em função de agradar os outros, não percebendo que cada Sim que deveria ter sido um Não a feria mais e mais. “Eu mesma estava me machucando e não identificava as razões de tamanha tristeza”.

Inúmeros os casos onde a angústia e o desencanto estão apoiados na falta de assertividade, falta da pessoa saber se colocar. Saber se fazer respeitar. Muitas para aprenderem a fazer isso necessitam da ajuda de um processo terapêutico, pois não sentem ter a energia necessária para enfrentarem as pressões que virão se estiverem sós. E também o esclarecimento de conceitos distorcidos que possuem sobre si mesmas e suas ações.

No processo, começam a identificar sua igualdade com os demais, assim como reencontrar suas identidades, buscando então as mudanças em si mesmas e não mais naquelas que as cercam.

Aprendem que existem formas de se expressar onde serão compreendidas, nem sempre aceitas, mas compreendidas. Passam a perceber que somente com uma mudança pessoal, os meios em que vivem passarão a emitir respostas diferentes. Pronto, eis que os meios externos se alteraram.

Quando se pratica a mudança pessoal, poderá ocorrer perdas, porém, ocorrerão também muitos ganhos. O maior deles é a paz interior gerada pelo encontro consigo mesma. Pela identificação de que é um Ser Humano e que merece e deve ser respeitado (a) como tal.


Texto Revisado

Publicado dia 8/11/2018
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