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A egrégora feminina

por Andrea Pavlo

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As mulheres são uma força da natureza. Uma energia incrível (e muito mal compreendida) do mundo. Mal compreendida não, mas deturpada mesmo. Essa deturpação começou quando um homem das cavernas se deu conta de que quem traziam os bebês, os novos seres humanos, à Terra, eram as mulheres. Que quem organizava onde eles iriam dormir, o que iriam comer, se iriam morrer naquele dia, eram as mulheres. Imagina a cara de desespero dele pensando “Essas mulheres vão mandar no mundo, preciso fazer alguma coisa”. Foi lá, deu um tacape na cabeça dela e pensou “Bom, pelo menos eu sou mais forte fisicamente”.

E é claro que não é a verdade. Existem diferentes graus de força, em diferentes gêneros e sexos. Mas por gerações e gerações somos ensinadas que lugar de mulher é na cozinha e todos os clichês machistas que eu não vou continuar escrevendo porque todo mundo já sabe, né! E o machismo dominou o mundo.

Hoje, quando vemos uma mulher ser assassinada por um homem que “não suportou” o fim de relacionamento, sabemos quem são os fracos. E porque esses homens das cavernas – que não são todos, graças a Deus – ainda vivem por aí e fazem o que fazem.

Mas e aí, o que nós mulheres podemos fazer? Simples, união. Uma das características do masculino da qual abrimos mão foi a união. Os homens se juntam e se ajudam e isso faz com que coisas boas aconteçam. As mulheres, por traços culturais, aprendem a competir. A ver quem está mais magra, quem é mais alta, quem em mais gominhos no abdômen. Mas não somos ensinadas a nos unir. Isso por que, se uma mulher sozinha traz uma vida ao mundo, imagina duas, três, quatro, 3 bilhões?

A egrégora do feminino é isso. Ela existe, é real, mas nem todas as mulheres já fazem parte dela. Mulheres precisam se ajudar, principalmente contra o machismo.
Nós educamos os homens. Nós criamos os meninos, que serão os homens do futuro e nossas atitudes é que vão, aos poucos, mudar isso. Quando eu fico brava com o homem que me traiu – e não com a “vagabunda” que ele arrumou – aí eu entendi tudo.
Quando eu falo de uma amiga que vende bolinhos no meu Instagram bombado, quando eu dou emprego a uma mulher – mesmo que ela ainda queira engravidar ou tenha filhos; quando eu ajudo uma mulher a se sentir linda naquele dia ruim, eu estou fazendo parte da egrégora do feminino. E quando isso acontece o mundo anda muito melhor.

Não quero um mundo sem homens, Deus me livre. O mundo não é equilíbrio se não tiver as duas energias. Precisamos deles para nos abrir latas de palmito, trocar as lâmpadas... Espera aí, nada disso. Precisamos da energia deles, assim como eles precisam da nossa. Esse equilíbrio é a nossa paz. É a nossa essência cuidadora, seguidora, é amor. Mas precisamos corrigir o erro histórico de chamar a mulher de “sexo frágil”. O erro histórico de que a nossa força, mais sutil, é fraqueza. Isso, e só isso, nos levará ao sucesso, ao futuro e ao verdadeiro equilíbrio mundial. Força mulherada (e homarada), ainda temos muito chão pela frente!
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Sobre o Autor: Andrea Pavlo   
Psicoterapeuta, taróloga e numeróloga, comecei minhas explorações sobre espiritualidade e autoconhecimento aos 11 anos. Estudei psicologia, publicidade, artes, coaching e várias outras áreas que passam pelo desenvolvimento humano, usando várias técnicas para ajudar as mulheres a se amarem e alcançarem uma vida de deusa.
E-mail: contato@andreapavlo.com
Visite o Site do autor e leia mais artigos.
Publicado dia 3/11/2020 em Psicologia

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