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A era da sensibilidade

por Flávio Bastos

Publicado dia 6/6/2009 em Psicologia

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"A carícia nasce do centro e confere repouso, integração e confiança. Como a ternura, a carícia exige total altruísmo, respeito e renúncia a qualquer outra intenção que não seja a da experiência de querer bem e amar". (Paulo Freire)
As profecias maias, num total de sete, estabelecem o dia 21 de dezembro de 2012 como uma data-referência para que grandes transformações ocorram no planeta Terra, e que a partir dessas mudanças começa a era das mães, da mulher, ou a era da sensibilidade.





 

 

 

 

Se pesquisarmos o significado mais amplo do termo "sensibilidade", encontraremos em seus derivados: emoção, sentimentos de compaixão, simpatia e ternura, a associação da cultura maia à imagem feminina (mulher e mãe).

 

 

 

 

Segundo sugerem as previsões maias, ao estabelecer o ano de 2012 como início da era da sensibilidade, estaríamos atualmente no final da era da insensibilidade, ou seja, na era da impassividade, da omissão, da indiferença, da falta de compaixão e de ternura, quando a imagem do masculino (homem), provavelmente associado à cultura maia como sendo o promotor da violência, das guerras e da destruição, deixaria de existir...

 

 

 

 

A era da insensibilidade criada pela imagem maia do homem forte, agressivo, preparado para a luta, porém, insensível e brutalizado, seria, conforme anuncia o Espiritismo para o início deste milênio, o final da fase planetaria de "provas e expiações"? E a era da mulher-mãe sensível e amorosa denominada era da sensibilidade, seria como informa-nos a doutrina dos espíritos, a nova fase terrena de "regeneração 

 




Na verdade, fica difícil chegarmos a uma conclusão. No entanto, as coincidências relacionadas às previsões maias e às mudanças de vibração energética do planeta para esse início de milênio como afirma o Espiritismo, existem, e não temos como negá-las, principalmente se nos aprofundarmos um pouco mais na análise dos fatos atuais como veremos a seguir.

O desrespeito com o humano e a insensibilidade em relação à preservação da natureza, são fatos inquestionáveis e que podem ser traduzidos pela existência de guerras étnicas, religiosas e por interesses. As grandes inundações começam a ameaçar populações litorâneas a partir do degelo dos polos e geleiras espalhadas pelo planeta. Catástrofes naturais ocorrem com mais frequência do que antes. Tempestades de efeito eletromagnético oriundas do sol, ameaçam paralisar os sistemas de comunicação mundial, confundindo e provocando o caos. Enfim, a poluição do ar, do mar, da terra e das fontes de água potável, assim como a sua escassez, além da devastação das florestas, a caça e a pesca predatórias, contribuem, e muito, para que vislumbremos um quadro preocupante para os próximos anos do planeta Terra. Nesse sentido, as profecias maias, o Espiritismo, o apocalipse bíblico e as previsões científicas, demonstram afinidade e coerência com a situação de alerta e de risco que experienciamos no presente.

Sabemos que na natureza tudo tem o seu ciclo de vida, morte, e novamente vida... a começar pelo micro ao macro sistema. E que com os planetas e estrelas - e o sol é uma delas - ocorrem, eventualmente, grandes transformações baseadas nessa lei cíclica universal. A Terra, nossa morada, já passou por diversos ciclos em função da ação externa, principalmente do sol sobre ela... até chegar ao "momento cósmico" em que a vida proliferou.

No entanto, existe uma lei também física que nos informa o seguinte: "Pra toda ação existe uma reação". E o homem tem agido, ao longo dos séculos, de uma forma um tanto irresponsavel em relação à sua morada terrena, o que tem contribuido para que as forças da natureza em desequilíbrio, reajam da forma como vem reagindo...

Durante os milênios, a vida no planeta Terra caminhou na "corda bamba" que separa o equilíbrio do desequilíbrio. Nos últimos séculos, porém, o homem, imbuído de um sentimento de poder e superioridade, resolveu "abocanhar pedaços" dessa lei de equilíbrio natural, o que lhe trouxe o ônus da sensação de desequilíbrio que experenciamos hoje.

E essa sensação de desequilíbrio pode ser traduzida em uma única palavra: desrespeito, ou seja,  acúmulo de energia negativa resultante da falta de respeito por si mesmo, pelo semelhante e,  como consequência, pelo planeta que nos abriga e pelo qual deveríamos, com reverência, chamá-lo de "Mãe-terra" como faziam os povos primitivos das Américas.

Portanto, conforme as profecias maias, a era da sensibilidade viria resgatar valores humanos e espirituais aos quais o homem, representado pela imagem masculina da "insensibilidade", deixara de dispensar a devida importância, à medida que com o passar dos séculos teria priorizado cada vez mais valores materialistas...

A partir da data-referência maia, a era do predomínio dos sentimentos de amor resgataria o homem da ignorância em que se encontra, aproximando-o da Luz emitida pelo sentimento de compaixão e de ternura da mulher, compreendida também como mãe que acolhe e protege. Seria o renascimento do novo homem através do simbolismo da Mãe-Mulher, o que aproximaria os polos humanos da Criação Divina e restabeleceria o equilíbrio natural e a harmonia na face da Terra.

Psicanalista Clínico e


Dirigente mediúnico espírita



 

 

 

 

Texto revisado por Cris

 

 

 
 
 
 


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Sobre o Autor: Flávio Bastos   
Flavio Bastos é criador intuitivo da Psicoterapia Interdimensional (PI) e psicanalista clínico. Outros cursos: Terapia Regressiva Evolutiva, Psicoterapia Reencarnacionista, Terapia Floral, Psicoterapia Holística, Parapsicologia, Capacitação em Dependência Química, Hipnose e Auto-hipnose e Dimensão Espiritual na Psicologia e Psicoterapia.
E-mail: flavio01bastos@gmail.com
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