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A fé e o perdão!


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“A fé sem o perdão não funciona!”, frase que me fez parar a vibração que fazia e entrar na meditação a respeito do que acabara de ler, reflexão que considero também uma oração. Imediatamente me veio à lembrança inúmeros atendimentos onde o relato da fé era intenso, mas os resultados em termos de bem-estar e mesmo avanço não correspondiam.
Ter fé é crer, é ter a convicção em algo ou alguém. A fé religiosa desenvolve e possibilita o agir moral e ético, determinando uma conduta coerente com valores determinados. O perdão é o desprendimento, o desligar-se do que o magoou ou ofendeu e deixar para trás, não levar consigo o ocorrido. Exercício desafiador, já que há forte tendência de se remoer os acontecimentos por tempos indeterminados.

“A fé sem o perdão não funciona” é uma afirmação impactante, pois bater no peito afirmando-a não quer dizer que se haja de acordo com o dito. Afirmar a fé, mas viver todas as “agruras”, que significam amarguras, dissabores, desgostos não é ter fé.
Quando se tem fé tem-se o coração aberto para o que possa vir e só assim é possível identificar e abraçar as oportunidades que se nos apresentam.
Quando se vive com os ressentimentos, mágoas e tristezas pelo que já aconteceu em nossas vidas, não há brilho no olhar, portanto, não há mais força de atração.
Quando se tem fé e real perdão, e mesmo autoperdão, há total abertura e disponibilidade para o novo, é realmente acreditar que se algo nos foi negado ou tirado, outra situação será colocada no lugar, inclusive melhor do que a anterior. Fé e perdão associados significa a integração completa de nosso mundo interno com nossa experiência com o mundo externo. Exercita no ser humano a aceitação e a esperança, pois as mudanças podem inclusive serem radicais, inesperadas, porém, extremamente construtivas e satisfatórias.

Moça bonita e culta teve seu relacionamento rompido por seu marido por ter ele encontrado outra pessoa a quem se entregou completamente. Ainda jovem e muito atraente, com qualidades excepcionais, dizia que queria que ele fosse feliz, pois acreditava que iria encontrar alguém que a merecesse. Raciocínio perfeito se fosse verdadeiro o seu desapego da dor vivida. Não conseguia parar de pensar na relação antes de sua interrupção e consequentemente vivia comparando tudo e todos com o já vivido, porém, não mais existente.

Quando casada, tinha queixas severas do comportamento de seu ex, mas agora não conseguia se desprender do fato de ter sido deixada. A rejeição doía e pesava mais do que qualquer benefício que sua nova condição pudesse lhe dar. Iniciava suas afirmações com o “eu acredito em deus” e fazia projeções de felicidade. Sua ação reafirmava ser uma fé em sua dor, por isso o deus minúsculo. As palavras não tinham o significado que deveriam ter. Somente no dia em que percebeu o quanto não aceitava ter sido rejeitada e por isso não perdoava é que, primeiro teve uma sensação de esvaziamento, depois percebeu a leveza com que estava saindo do consultório.

Pouco tempo se passou para identificar uma pessoa que já conhecia há bom tempo e que nutria por ela grande afeição. Em determinado momento ela me disse: “Hoje eu sei o que é ser feliz; como pude me agarrar por tanto tempo ao sofrimento?”.
O exemplo da afirmação da fé sem o correspondente perdão está por toda parte. O ex-funcionário que diz ter fé que irá achar um emprego melhor, mas não perdoa seu patrão por tê-lo demitido. Em qualquer lugar que esteja, é o ressentimento que se materializa.
“Doutor, eu não sei o que a vida tem reservado para mim, mas tenho certeza que será algo que vou me dar bem”, foram palavras de uma pessoa muito simples e que havia acabado de ser injustiçada em uma situação que envolvia sua única fonte de renda, de onde tirava o pouco para o sustento de seus filhos. Meses depois ela estava fazendo algo que nunca imaginara fazer e ganhando muito bem. “Como você chegou a isso?”, perguntei. “Apenas acreditei que iria conseguir algo bom e não fiquei agarrada no que tinham me tirado”.
A fé impulsiona, o perdão liberta das amarras e permite o caminhar.

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Conteúdo desenvolvido por: Paulo Salvio Antolini   
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