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A Função Organizadora dos Sonhos


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A importância dos sonhos esteve muito presente na construção da Teoria Psicanalítica, bem como em diversas outras linhas de conhecimento que tentam explicar o funcionamento da mente humana e suas relações com a transcendência. Neste aspecto, podemos dizer que os sonhos funcionam como uma porta para o que existe além da consciência, além do ego; uma porta para as profundezas de nossas almas onde, ao mesmo tempo, nos conectamos com a eternidade e o infinito das múltiplas dimensões.

Sem nos prendermos a nenhuma teoria em especial, mas aproveitando a veracidade que existe nelas, podemos definir algumas funções dos sonhos. Eles são um vazamento das energias emocionais reprimidas que estão gerando uma pressão intrapsíquica angustiante; são representações simbólicas dos conteúdos que acompanham estas emoções; podem ser vivências espirituais em estado de desdobramento, levando a encontros com outros espíritos; também, um pouco mais raro, podem trazer lembranças de fatos vividos em vidas passadas; mas o seu papel organizador do imaginário que conduz o processo evolutivo do ser humano talvez seja sua função mais importante.

Mesclando um pouco da visão junguiana sobre o inconsciente coletivo com minhas concepções pessoais, podemos dizer que nele gravitam formas pensamento, chamados arquétipos, que norteiam as etapas de desenvolvimento do ser humano. Essas imagens arquetípicas provavelmente não são fixas, mas se apresentam conforme as novas necessidades evolutivas que vão surgindo, na medida em que as etapas anteriores são superadas e novas demandas surgem para a construção de padrões de personalidade mais maduros e conscientes. Esta influência do inconsciente coletivo é criada pelas formas pensamentos que a humanidade projeta, como também pelas formas pensamento que os arquitetos cósmicos projetam, acelerando o desenvolvimento humano. Cada um de nós vai absorvendo delas o quanto é capaz, dentro da sua singularidade, produzindo suas próprias transformações.

Pois nos sonhos, muitos dos conteúdos simbólicos que surgem têm funções organizadoras da vida psíquica do ser humano, tanto para as suas necessidades presentes quanto para suas perspectivas de evolução. Ou seja: os conteúdos simbólicos presentes nos sonhos têm origem no inconsciente individual, com as demandas das histórias reprimidas dessa e de vidas passadas, que ainda permanecem exigindo elaboração, como também se originam do inconsciente coletivo, passando pelo inconsciente individual, atendendo ao imperativo do progresso espiritual que se faz presente através de suas mensagens cifradas.
A ideia dos símbolos como função organizadora do progresso espiritual esteve presente claramente nas parábolas apresentadas por Jesus, quando, através de circunstâncias do cotidiano do povo que o ouvia, ele criava formas pensamento que eram e vem sendo fixadas no inconsciente, através dos tempos, para criar modelos de comportamento organizadores das mudanças que o amadurecimento exige.

Então, quando sonhamos, estamos recebendo informações simbólicas do nosso próprio inconsciente, conectado ao inconsciente coletivo, que introduzem mudanças comportamentais para novas adaptações do ego diante da vida. Com isso, sem percebermos, vamos realizando alterações espontâneas em nós mesmos que seriam muito mais difíceis pelas estratégias educativas pois, tentando impor novas ideias, elas também geram reações de resistência muito maiores.
Acredito que, em especial, neste momento de transição planetária, os arquitetos cósmicos estão projetam mais intensamente formas pensamento que condigam com a evolução que precisamos. Por tudo isso, observar os conteúdos oníricos é um excelente exercício de evolução espiritual. Claro que eles, naturalmente, já exercem tal função. Contudo, quando trazidos para a consciência de forma mais racionalizada, pela elaboração dos seus conteúdos, podem nos levar a um processo mais acelerado de transformação. Aquilo que poderia levar muito tempo para acontecer somente pela educação, pode vir a se manifestar mais rapidamente pela influência desse imaginário.

João Carvalho Neto
Psicanalista, autor dos livros
“Psicanálise da alma” e “Casos de um divã transpessoal”.
www.joaocarvalho.com.br




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Conteúdo desenvolvido por: João Carvalho Neto   
Psicanalista, Psicopedagogo, Terapeuta Floral, Terapeuta Regressivo, Astrólogo, Mestre em Psicanálise, autor da tese “Fatores que influenciam a aprendizagem antes da concepção”, autor da tese “Estruturação palingenésica das neuroses”, do Modelo Teórico para Psicanálise Transpessoal, dos livros “Psicanálise da alma” e “Casos de um divã transpessoal"
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