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A infância e o uso do tempo!



Cada vez mais os pais estão se sobrecarregando de atividades para poderem dar conta de seus orçamentos mensais. Isso gera uma exaustão física e emocional. Ao chegarem em casa querem “nada”, ou seja, terem um tempo só para si mesmos. E a atenção a ser dada aos filhos acaba sendo transformada em aquisições de presentes, assim como o preencher o tempo deles com atividades extraescolares.
Aulas de inglês, balé, judô, natação, hipismo, música, canto e outras atividades mais, passam a fazer parte da agenda infantil, preenchendo assim o dia inteiro dessas crianças, algumas das atividades inclusive à noite.
A criança é um livro a ser escrito, uma tela a ser preenchida. Tudo que for dado a ela será absorvido de alguma forma, pode sem boa ou não, mas será absorvida.
Mas quero ressaltar aqui dois aspectos que acabam sendo desconsiderados nesse processo de educação: o tempo necessário de convívio dessas crianças com seus pais e o tempo livre para elas, para que possam dar asas às suas fantasias, possam enfim serem elas mesmas, pois elas também necessitam desse tempo livre.
Os adultos acham lindo crianças superdesenvolvidas, crianças que enquanto eles estão “jogando conversa fora”, se socializando, como se diz hoje em dia, elas permanecem em atividades que não incomodam a esses pais. E os pais ainda recebem na despedida um “seu filho é um encanto; sua filha é uma gracinha, não dão um pingo de trabalho”.

Precisamos lembrar que criança precisa ter infância.

Lembrar também que a “terceirização” do convívio e da educação nunca substituirá, os poucos que sejam, momentos que os filhos passam com os pais. Uma criança que possui tempo para brincar torna-se muito mais criativa e inventiva do que aquela que teve todo o seu tempo estruturado em atividades dirigidas.

A modernidade é um fato. Porém, saber conviver com ela e todas as suas inovações e melhorias é uma necessidade. As pessoas estão se deixando dominar por toda e qualquer tecnologia ou invencionice, como se isso fosse fazer delas as super pessoas. Lembrar que todo extremo é negativo deve ser uma máxima a ser utilizada em cada escolha, em cada decisão.
O equilíbrio nunca se encontra na ponta de uma vara. Ele surge na medida em que o ponto de referência vai se aproximando do meio.
É preciso lembrar destes dois pontos: as crianças precisam conviver um tempo livre com seus pais; e as crianças precisam tem um tempo além de irem à aula, fazerem lições em casa e irem à outras aulas. Lembrem-se disso.
Texto Revisado

 

Publicado dia 26/8/2018
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