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A razão ou a emoção?

por Flávio Bastos
A razão ou a emoção?

Publicado dia 23/3/2009 em Psicologia

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A natureza foi sábia em dotar o homem das faculdades da razão e da emoção, porque é através da racionalização que ele busca o "real", ao filtrar as suas emoções nas decisões mais importantes de sua vida. Mas, o que seria da humanidade se fosse somente a razão que comandasse os seus desígnios?

Os sistemas autoritários de governo - e o nazismo foi um deles - eram e ainda são, espelhos do homem extremamente racional, que ao reprimir seus sentimentos e emoções genuínamente humanos, atinge o ponto máximo de sua racionalidade desumana.
No outro extremo, a emoção é aquele conteúdo psíquico que se expressa livremente por intermédio de um sentimento que experenciamos conscientemente ou que encontra-se reprimido até o momento de sua liberação.

A Inquisição da Idade Média foi outra experiência que mostra-nos que quando o homem se julga "dono da razão" ele persegue, expulsa, julga, aprisiona e mata em nome daquilo que acredita ser o caminho da verdade absoluta.

O psicopata, outro exemplo, age friamente baseado no instinto de destruição, em que o racional, muitas vezes meticulosamente programado em seus planos, é o senhor de suas ações onde praticamente inexistem sentimentos e emoções, e sim prazer.

No oposto da psicopatia, quando não filtradas pelo senso de equilíbrio da razão, as emoções levam a pessoa a desamonizar-se psico-espiritualmente. São as chamadas crises ou espisódios em que a depressão e a bipolaridade são exemplos de desequilíbrio emocional.

A fábula é um excelente recurso humano para entendermos alguns aspectos da nossa personalidade que não enxergamos, principalmente quando um dos polos, o racional ou o emocional, torna-se fator preponderante sobre o nosso comportamento diário. É a leitura que fazemos da fábula de Silvana Duboc que veremos a seguir.

"Ninguem jamais conseguiu explicar como foram criadas as almas gêmeas, mas eu me lembro bem dessa história. Estavam lá no céu todas as almas, umas eram somente RAZÂO, outras somente EMOÇÃO, duas filas distintas.

Finalmente chegou a minha vez de ser colocada em uma das filas. Olhei para ambas e me identifiquei com a RAZÃO. Acontece, porém, que quando avistei você na da EMOÇÃO, meus olhos brilharam, foi como se fosse um imã a me puxar. Aproximei-me do Criador e lhe disse: Eu gostaria de ficar na fila da EMOÇÃO, pode ser? ... é que existe uma doce alma lá que me encantou.

Está bem Ele me falou, você poderá até escolher o seu lugar, mas antes quero lhe explicar algo, depois então você fará a sua opção. Existem almas que são gêmeas, tudo nelas é igual, a única diferença que eu coloquei foi a RAZÃO e a EMOÇÃO, justamente para que elas possam se completar, é como se fosse um encaixe.

Possuo uma grande percepção para distinguir as almas gêmeas e, por isso, entendi que aquela que se encontra ali na fila da emoção é a sua, (falou apontando para você) daí querer te colocar na da RAZÃO. Caso vocês fiquem juntas o encanto das almas gêmeas se acabará, ao passo que se ficarem separadas, ele permanecerá.

No entanto, devo lhe contar algo, as almas gêmeas nem sempre se encontram, porém vivem sempre unidas pelo coração e por elas próprias. Por outro lado, quando se encontram, jamais se separam, nem mesmo Eu consigo executar esse afastamento.

Entendi naquele momento que a RAZÃO não sobrevive sem a EMOÇÃO, e a EMOÇÃO, por sua vez, precisa da RAZÃO para viver. Nesse instante fiz a minha escolha: prefiro a fila da RAZÃO! Encaminhei-me para o meu lugar, me posicionei e nesse mesmo instante você, que não tinha até então percebido a minha presença, olhou-me e sorriu! Hoje eu sou a RAZÃO, você a EMOÇÃO, eu lhe dou o chão e você me leva à lua.

Hoje eu entendo o que o Criador quis me dizer com: ... é como se fosse um encaixe. Hoje eu sou a RAZÃO correndo atrás da EMOÇÃO, e você a EMOÇÃO pedindo aos céus que eu possa pertencer à mesma fila que você. Mas o que você não sabe é que fui eu mesma quem escolheu o meu lugar, só para ser a sua alma gêmea... o que você não sabe é que mesmo antes de pertencer a qualquer uma das filas, eu já o amei.

Quando voltarmos para o lado de lá, você há de entender tudo isso, e se eu puder escolher uma das filas novamente, eu ainda vou querer ficar separada de você. A única diferença é que escolherei a fila da EMOÇÃO para sonhar como você sonhou, e que você fique na da RAZÃO para entender como eu sofri".

COMENTÁRIO

Podemos expressar as nossas emoções em uma tela, em uma partitura musical ou em um poema. No entanto, precisamos salvaguardar os nossos direitos, ou seja, registrar a autoria do que acabamos de criar através da livre manifestação de nossas emoções. É a emoção seguida da razão...

Podemos nos emocionar ao presenciar um acidente automobilístico, mas se não agirmos racionalmente nos sentido de prestarmos os primeiros socorros às vítimas ou contatarmos para que a assistência chegue o mais rápido possível, somente a emoção não o fará.

Se educarmos os nossos filhos, baseado no exagero da razão, provavelmente teremos adultos neuróticos com carências afetivas e com problemas de origem emocional.

O exercício equilibrado das experiências racionais e emocionais no convívio em família, transmitido pelos pais ou substitutos, é um dos segredos da saúde mental e do equilíbrio bio-psico-sócio-espiritual do futuro adulto. São forças antagônicas, mas como registra a fábula, se completam, e uma não existe sem a outra.

Psicanalista Clínico e Interdimensional.
flaviobastos


Texto revisado por: Cris

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Sobre o Autor: Flávio Bastos   
Flavio Bastos é criador intuitivo da Psicoterapia Interdimensional (PI) e psicanalista clínico. Outros cursos: Terapia Regressiva Evolutiva, Psicoterapia Reencarnacionista, Terapia Floral, Psicoterapia Holística, Parapsicologia, Capacitação em Dependência Química, Hipnose e Auto-hipnose e Dimensão Espiritual na Psicologia e Psicoterapia.
E-mail: [email protected]
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