Menu

A ressaca após a tomada de ação

Atualizado dia 7/9/2012 10:13:46 AM em Psicologia
por Paulo Salvio Antolini


Facebook   E-mail   Whatsapp

Da decisão à ação existe um caminho a percorrer, já falamos disso ("Decisão e Ação"). Hoje estamos falando das conseqüências de nossas ações em nosso mundo interior, ou seja, após agirmos, os sentimentos e emoções que se manifestam. Se a decisão tomada não foi a mais acertada, quando posta em prática é motivo de desconforto interior. As coisas não se encaixam, há uma sensação de falta e uma inquietude que alimenta um estado de ansiedade constante. Sempre que se lembra do feito, essa ansiedade "toma conta". Mas vamos refletir sobre as ações que foram necessárias de serem tomadas e que mesmo sendo adequadas, podem gerar mal-estar.

Há situações em que as pessoas já sabem o que fazer, têm certeza do que fazer e demoram muito para fazer. Quando fazem, sentem o alívio de missão cumprida. Sensação de vitória, pois foi superado um desafio.

Outras vezes, as pessoas agem após chegarem à conclusão de que é o único caminho viável, no sentido de adequação e acerto, pois as demais opções ferem inclusive a própria dignidade e aí pode surgir o que estamos chamando de "ressaca da ação tomada".

Quando uma ação tomada não é a que o meio envolvido deseja, desperta imediatamente uma reação de rejeição e até de repúdio, fazendo muitas vezes com que a pessoa que tomou a decisão seja vista como autoritária, insensível, cruel e outros adjetivos mais. "Ela não me ama, pois se me amasse não faria isso.", "Ele quer ver a empresa quebrar, onde está a nossa motivação para trabalhar desse jeito?".

Quando as pessoas estão interessadas apenas na suas formas de verem as coisas, acham que tudo podem e que aos demais resta acatar. Isso vai desde o filho que tenta manipular os pais para atingir seus intentos até o líder que, mesmo "bem intencionado", acha que só sua visão é correta e que, portanto, deve ser aceita incondicionalmente.

Filhos querem fazer coisas para as quais não estão preparados e quando se vêem barrados, rebelam-se contra o que está sendo colocado. A situação piora ainda mais quando não há a concordância dos pais, um acha que pode ou não liga, está pouco se importando com a situação e o outro vai fundo, analisando as conseqüências e tentando mostrar as possíveis consequências que a ação pode gerar. Aí usa de sua autoridade (ou mesmo poder) e determina o que será ou não feito. Todos, ou quase todos, se voltam contra ela que então, sente-se só. Criticada de todas as formas, desde olhares a palavras rudes, é isolada e ignorada. A censura está em "todas" as oportunidades.

Aqui se faz necessário que a pessoa tenha plena consciência de sua decisão. Sentir-se ignorada, recriminada e mesmo rejeitada são reações naturais de quem não queria o que se fez estabelecer. Não se deve esperar a compreensão imediata. Ao tomar a decisão, devemos ter claro que nas condições vistas, esta é a mais correta. A partir daí, não buscar a aceitação imediata dos envolvidos, pois eles levarão um tempo para perceberem o que é melhor, principalmente para eles próprios. É comum filhos agradecerem aos pais ou a um deles por algo que foram impedidos de fazer anos antes, pois hoje percebem o quanto teria sido danoso caso tivesse sido permitido.

Quando se estabelecem normas e regras, elas inevitavelmente desagradarão alguns. Não queiram agradar a todos. Saibam que algumas decisões concebidas hoje só serão reconhecidas bem mais adiante. Muitas vezes as pessoas voltam atrás pela dor causada pela incompreensão, deixando então de preservar o que era tão importante. Mas as conseqüências desse recuo são danosas: primeiro os envolvidos passam a considerar a pessoa uma fraca que não sabe o que quer e mais tarde, ainda cobrarão dela por não terem mantido sua posição: "Você que já tinha percebido isso deveria ter-nos mostrado".

Rever uma decisão e mudar, quando identificado seu erro, é sábio. Voltar atrás apenas porque está sendo chantageado e estão usando de manipulações é enfraquecer-se. Você só pode ser feliz se construir positivamente para isso. Não seja dono da verdade, mas distinga o que é importante, as pessoas lhe agradecerão depois por isso, mesmo que agora o condenem.

Texto revisado
Gostou?    Sim    Não   

starstarstarstarstar Avaliação: 5 | Votos: 3


estamos online   Facebook   E-mail   Whatsapp

foto-autor
Conteúdo desenvolvido por: Paulo Salvio Antolini   
Visite o Site do autor e leia mais artigos..   

Saiba mais sobre você!
Descubra sobre Psicologia clicando aqui.
Deixe seus comentários:



Veja também
© Copyright - Todos os direitos reservados. Proibida a reprodução dos textos aqui contidos sem a prévia autorização dos autores.


Siga-nos:
                 




publicidade










Receba o SomosTodosUM
em primeira mão!
 
 
Ao se cadastrar, você receberá sempre em primeira mão, o mais variado conteúdo de Autoconhecimento, Astrologia, Numerologia, Horóscopo, e muito mais...


 


Siga-nos:
                 


© Copyright 2000-2024 SomosTodosUM - O SEU SITE DE AUTOCONHECIMENTO. Todos os direitos reservados. Política de Privacidade - Site Parceiro do UOL Universa