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ADOLESCÊNCIA : A idade do casulo!

por Cássia Marina Moreira
ADOLESCÊNCIA : A idade do casulo!

Publicado dia 11/7/2009 em Psicologia

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A fase de mutação da infância para a vida adulta é muitas vezes lembrada com a sensação de que esta parte da vida foi, no mínimo, confusa e difícil.
Os conflitos que aparecem na adolescência tanto vêm do mundo externo quanto do interior do jovem e apresentam-se de muitas formas.
Na visão do jovem, o homem em suas etapas bio-psico-social depara-se com um verdadeiro campo de batalha. Parece que essas três etapas resolveram juntas, declarar guerra!

As modificações do corpo
O corpo que começou a se desenvolver rápida e desordenadamente é a primeira delas. (Bio).
Para os meninos a transformação ocorre no crescimento dos braços e pernas. A voz começa a engrossar com as ‘gaiteadas’ ou desafinações causam vergonha e raiva. Algumas vezes a quietude surge como defesa às gozações.
Outra modificação é o surgimento dos pelos pubianos, axilares, corporais e, por fim, a barba. O aumento do pênis e dos testículos se torna o marco mais importante, sendo um documento comprobatório de sua potência e masculinidade, certamente, para a sociedade dos adultos.
Nas meninas, a mais evidente transformação é o crescimento dos seios e o alargamento dos quadris: a preparação corporal para o ato da maternidade. Juntamente com isso ocorre a ‘menarca’ (1ª menstruação), geralmente acompanhada de sensações por vezes desagradáveis como cólicas, irritabilidade, dores de cabeça ou um nervosismo associado à melancolia e depressão, que podem ter duração variável.
Também nas meninas surgem as defesas a essas mudanças físicas. Esconder-se com o uso excessivo de roupas ou retirar-se do convívio social sempre que este ponha em xeque suas transformações, não só as corporais, mas as psíquicas. A garotinha de ontem é a moça de hoje com novas sensações e emoções a serem vividas e partilhadas, não mais pelos ‘amigos-imaginários’, mas pelos rapazes que, também como ela, começaram a surgir desse casulo-corporal.

A etapa psicológica
A etapa psicológica refere-se o acúmulo de perguntas e dúvidas que foram ficando dentro da criança. Como não se pode ficar mais sem respostas e como não se sabe a quem recorrer, cala-se.
O calar-se do adolescente tem uma razão: é a elaboração de suas perdas infantis, um luto por seu corpo de criança, por exemplo, ou a morte de seu mundo infantil e descomprometidamente eficiente.
O jovem parece retirar-se do mundo de criança feliz para um outro mais sombrio. É a hora de formar a própria cabeça, a própria identidade, passando, daí, a verificar as verdades dos adultos, sua autoridade. Eficácia, etc... Assim como eles estão mudando, tudo o mais deve ser mudado também.

O mundo social
O lado social onde ocorre toda a ‘guerra’ do tornar-se adulto, constitui a terceira etapa. O social-pessoal tem, na adolescência, seu momento de busca de espaço, posicionamento e definição. Aquele mundo da criança – família, escola e vizinhança - torna-se aos olhos do novo adulto restrito demais. Já não o satisfaz. É premente buscar novas fontes de contatos sociais que ampliem seus horizontes, viver novas experiências para se tornar adulto, num mundo de adultos.
Mas, como isso acontece? Como se vai de casa para o mundo? Dos jovens que até ontem pediam colo e recebiam tudo pronto, hoje, no mundo adulto, é exigido trabalho, definição e competência para viver sua vida, fazendo-se aceitar pela sociedade para não correr o risco da marginalidade, seja moral ou social.
É justamente nesse ponto que a adolescência se torna um ‘casulo. Afinal, como pode o adolescente ser tudo o que a sociedade lhe pede, se não tem para si mesmo a resposta à pergunta "Quem sou eu?".
No ‘casulo’ o jovem tenta descobrir como viver neste mundo que se descortina. Mas, por onde começar a resolver os problemas? Como compreender o que se passa e poder sair dessa fase, para uma nova e intensa vida?
Sabemos que ele está despreparado e que a família, a escola e a sociedade deixaram lacunas em sua formação. Entretanto, é preciso que proporcionemos condições para que esse jovem possa elaborar-se e construir-se.
É através do mundo social que realizamos nossos sonhos e com nosso potencial que os executamos. É preciso levantar prioridades, faze-los entender essa necessidade, para que não sofram tão fortemente a decepção de não “poder ter tudo de uma só vez”, correndo o risco de acabarem recolhendo-se ao ‘casulo’ para não tentarem mais.
Ao descobrir-se útil para a sociedade e para o mundo poderá, de forma definitiva, estimar novas metas, sendo participante e criativo, não só para desvencilhar-se do ‘casulo’,  mas também para ser um ser adulto mais completo e mais consciente de si mesmo, a fim de viver seu futuro de uma maneira melhor e mais feliz.

Considerações finais
Não podemos esquecer que não temos uma regra fixa para a adolescência e que hoje essa fase, como tudo, chega numa velocidade estonteante que assusta não só os pais, profissionais da aérea de orientação e tratamento psicológico, como também os próprios jovens.
Essa fase de ‘casulo’ não necessariamente se restringe a um período certo; depende da personalidade de cada jovem o ‘sofrimento e a extensão’ dela, o que a torna bastante flexível. Assim como o estilo de cada ‘casulo’, uns um pouco mais calados, outros muito calados, também encontrarmos os expansivos, os que se tornam ‘mandões’, ‘briguentos’, ‘autoritários’ e aqueles que passam em brancas nuvens pela fase. Ainda bem que nada é exatamente igual para todos!

O lado bom do ‘casulo’
Nele podemos crescer, nos fortalecer, aprender a pensar, sobre as coisas da vida e, claro, sobre nós. Na verdade todos deveríamos ter como regra entrar em um casulo vez por outra para, na quietude de nós mesmos, podermos reciclar emoções, sentimentos, refazendo o contato íntimo que na correria do dia-a-dia nos escapa.
Para nós adultos entrar no ‘casulo’ será saudável; nele reorganizaremos os pensamentos, sentimentos e encontraremos a indicação necessária para a ação seguinte. Façamos como as borboletas que confiam e renascem do casulo, revigoradas, fortalecidas, prontas para outros vôos, novas aventuras. Como os jovens que depois do ‘casulo’ podem deixar a criança em casa e partir para a próxima etapa, o futuro imediato.
Existem algumas essências vibracionais dágua que ajudam a entrar e a sair de casulos. Tantos os espontâneos e naturais como o da adolescência; como os ‘provocados’ para poder pensar melhor, descobrir uma saída ou soluções de perguntas que nos inquietam..

Poço Azul – auxilia a aprofundar e a clarear os pensamentos sobre as tais perguntas ou desassossegos da alma. Traz luz para que possamos ver o que há no fundo dessas questões, então, insights e sonhos acontecem para ajudar.
Finisterra – uma essência para ser usada no término dos ciclos de vida, mudanças naturais que ocorrem ou que acontecem no próprio movimento que é viver.

A proposta é não apresentar uma fórmula ‘completinha’ para que cada um inicie o processo de ‘casulo’, refletindo sobre as inquietações do momento e descobra quais essências d´água irão ajudar. OK ?

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Sobre o Autor: Cássia Marina Moreira   
Cássia Marina Moreira Psicóloga / Terapeuta Floral - Vibracional Pesquisadora do Sistema das Essências Vibracionais D´Água
E-mail: [email protected]
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