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Animalização!



Animalização: “rebaixar-se ao estado animal”. Eis a definição do Michaelis.

Em épocas que se tem reivindicado intensamente a liberdade total do Ser Humano, para uma parcela da população, isso tem se traduzido ao distanciamento total também da consciência, onde o indivíduo mantém parâmetros de valores e conduta social.

  Ideias divergentes são suficientes para caracterizar o pensador como inimigo e, portanto, alguém a ser destruído. Infelizmente, para muitos desse time, literalmente.

  Em tempos de política, como o que estamos vivendo, este fato fica mais que ressaltado, no radicalismo e ataques mútuos entre os dois lados que disputam o direito de se fazerem eleitos. Mais do que falar dos personagens que estão em pauta, falo de nós, povo, que disparamos a torto e direito, agressões, ofensas, mentiras e o pior: a negação de fatos. Fatos que estão ai e que para que cada um mantenha seu comportamento disparatado, precisam ser negados e ignorados.

  A expressão “contra fatos não há argumentos” para essa parcela não faz o mínimo sentido. A brutalidade e mesmo crueldade com que se manifestam revela a eliminação plena do estado “racional”, estado esse que diferencia as demais espécies animais da espécie humana. O homem, animal racional, nesses casos passaram a ser apenas animais. Não há reflexão, não há diálogo, respeito então, nem pensar.

  A truculência das manifestações ferem e muito, a qualidade de vida de nós, seres humanos. A radicalização cega, estúpida, desses comportamentos, divide as pessoas em apenas dois tipos: nós, amigos; eles, inimigos. Usar o termo amigo é até uma heresia, pois serão assim chamados até o momento que um discordar do outro, e então esse já terá passado para o “time” oposto.

  Observem que esse processo (de animalização) não escolhe classe, nível sociocultural, financeiro, intelectual. Atinge a todos aqueles que se descuidaram de suas responsabilidades do pensar, do refletir.

  Animalizar-se é a involução da espécie, é o rebaixar-se da condição sublime do Ser Humano: a consciência plena de ser responsável pela liberdade que a capacidade de escolhas e responsabilização por elas nos dá.

  Na condição da animalização, não há responsabilidades nos próprios atos, não há, portanto, deveres a serem contemplados. Há apenas o que chamam de direitos.

  Porém, não conseguem enxergar que estão sendo como uma turba movida e direcionada aos interesses de minorias manipuladoras, únicas beneficiadas com essa postura cega e irracional. Ou seja, não há direito algum, a não ser para a minoria manipuladora, aquela que eleita, transformará a todos e meros subjugados, sem exceção.

  Nessas condições, abrem mão da algumas dádivas humanas: a capacidade de escutar, de refletir, de tirar conclusões próprias e, principalmente, decidir livre e responsavelmente por suas decisões.

  Nessa condição animalizada, eis exércitos descartáveis para defesa e manutenção de interesses individuais.

  Atenção, isso não está ocorrendo apenas no contexto político, mas em todas as áreas de nossas vidas.

  E não considerem esse texto como um apocalipse, pois não é o final dos tempos e sabem por quê? Porque existe uma grande e silenciosa maioria que não se enquadra nessa condição. Maioria essa que ainda não se manifestou com toda sua magnitude e poder que, muitos ainda desconhecem ter.

  O mundo não está perdido! Está apenas em movimentação purificadora de nossa própria espécie. Quem viver verá!

Texto Revisado

Publicado dia 19/10/2018
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