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Aprender a conviver com o medo!



Há um grande consenso de que o medo enquanto emoção é prejudicial, paralisante e impede a evolução do ser humano. O medo enquanto sentimento, e que se opõe ao amor, é determinante nas reações de fuga que os seres viventes possuem. Se podem, atacam; se não podem, fogem.
O medo se apresenta de várias formas, muitas vezes dissimulado por emoções de raiva, ira, agressividade; outras vezes de formas mais transparentes, mostram-se temerosos, assustados, ficam trêmulos e alguns até ficam paralisados, perdem suas condições de reagir.
O medo em suas manifestações às ameaças que julga estar existindo, responde com forte estado de ansiedade.
Mas não é à toa que ele existe em nós, seres humanos e, portanto, racionais. É o fato de sermos seres racionais que nos difere das demais espécies animais. Somos classificados como animais racionais.
Porém, pouco nos ensinaram sobre o lado positivo que o medo possui: sua função protetora. O medo quando surge em nós e é bem compreendido, desperta o zelo, o cuidado, o respeito às situações vividas e que percebemos, mesmo inconscientemente, como de riscos.

É ele que impulsiona a cautela com que devemos nos colocar frente à vida. E vejam que interessante: zelo, cautela, cuidado e respeito são estados que fazem parte do amor.
É neste momento em que amor e medo se complementam. Os dois sentimentos existentes, os dois lados de uma mesma moeda. Um não existiria sem o outro. É a dualidade humana manifesta em nós. Assim como existe o claro e o escuro, o frio e o quente e sucessivamente.
Buscar a harmonização de nossos dois sentimentos e encontrar a paz interior necessária para nosso equilíbrio, nosso bem-estar. E para o sucesso desta busca se faz necessário não apenas o desejo, mas ações coerentes. Significa que é preciso a consciência de cada ato praticado e as implicações dos mesmos.

Exemplo comum nos dias de hoje: a pessoa quer algo, conta seu dinheiro do valor de parcela  da entrada, vai e compra. Pouco tempo depois, está inadimplente porque não pensou no que significava em seu orçamento o valor das parcelas mensais. Boa parte das vezes não só perde o bem adquirido, como ainda fica com uma dívida pendente.

Nos relacionamentos, afetivos e também profissionais, as pessoas ficam com “os pés em duas canoas”, a ideia é que se não der certo com “A”, existe o “B”.
Maria tem um relacionamento com Mario, mas flerta com Pedro, para garantir não ficar só, se não der certo com Mario. Normalmente, Mario acaba percebendo e afasta-se de Maria, que busca Pedro, que demonstra não querer nada sério com ela, pois se fez com um, fará com outro.
Funcionário da empresa “X” busca manter contato com a empresa concorrente para garantir uma vaga, caso seja dispensado da empresa atual. Acaba sendo descoberto, é dispensado e não encontra a facilidade que imaginou estar garantindo com sua conduta.

Lidar com a insegurança significa não agir precipitadamente, tentando fugir do tempo necessário para se obter respostas, condição que alimenta em muito a ansiedade. Falaremos mais sobre isso em outro momento.
Texto Revisado

Publicado dia 2/4/2018
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