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Aproveite as mãos

por Paulo Salvio Antolini
Aproveite as mãos

Publicado dia 10/12/2012 em Psicologia

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Todos temos lembranças inesquecíveis da nossa infância. Elas estão tão vivas que é como se tivessem acabado de acontecer.
Lembro-me que, quando criança, ao sair de um determinado cômodo, seja quarto ou sala da casa em direção à cozinha, minha mãe dizia: "Filho, você está indo para a cozinha?" e eu respondia que sim, ao que ela acrescentava: "Então, aproveite as mãos e leve esse copo que você deixou aí".
O Termo: "Aproveite as mãos!" marcou-me de tal forma, que hoje não consigo sair de um lugar para outro sem deixar de olhar se tem algo que possa ser levado. Como conseqüência, consigo manter meus recintos em ordem, com as coisas em seus devidos lugares. Não é neurotizante, apenas aproveito cada deslocamento que faço. Mas não é só isso. Faz-me também refletir sobre o direcionamento que dou ao que quero, ao uso do tempo e isso é tão intenso em mim, que não consigo me justificar nas perdas de tempo que me permito. Apenas digo "Sei que estou desperdiçando tempo".

Em treinamento sobre qualidade há algumas afirmações que são incontestáveis: "Faça certo da primeira vez"; "Qualidade é responsabilidade de quem faz.", e apesar delas serem óbvias, nós as deixamos "passar batido". Sabe-se que o mal feito terá que ser refeito. A pessoa reclama e faz mal feito, tem que refazer e mesmo assim reincide no erro e não se corrige. O que a leva a agir assim? Uma rebeldia interior de quem não aceita que tenha que fazer/executar/passar por isso. Faz mal feito e tenta eximir-se da responsabilidade.

O mais interessante é que, quando as pessoas param para analisar esses fatos, percebem que o tempo de execução é praticamente o mesmo, fazendo bem ou mal feito. Quase não há diferença, a não ser pelo fato de ter que refazer, o que demanda um novo tempo.
Observa-se uma sensível melhora nas notas dos estudantes que passam a prestar mais atenção nas aulas. Estes chegam a reclamar do fato de terem que estudar em casa, mas se esquecem que já viveram a experiência de tirar melhor proveito dentro das salas, sendo participativos e atenciosos às explicações, o que lhes permite um bom aproveitamento nas avaliações. O que, então, os impede de prestar atenção? O fato de não identificarem que tudo tem o seu momento, ao mesmo tempo que se entregam aos devaneios de suas expectativas. Nem uma coisa nem outra. É como ir para a cozinha de mãos vazias e deixando para trás vários copos espalhados pela sala.
Esse fato não é uma característica dos jovens apenas, mas do ser humano, que mesmo na idade adulta mantém vivos em si comportamentos tidos como infantis e irresponsáveis (e são). Em todas as situações de nossas vidas isso ocorre.
Há um termo que expressa bem o jogo que se faz: Procrastinar, que quer dizer deixar para amanhã, deixar para depois. Esse tema merece um artigo específico. É o "não aproveitar as mãos".

Você já saiu de casa para ir visitar alguém e, ainda no portão, lembra-se de que tem um objeto para entregar para a pessoa e em vez de voltar e apanhá-lo, diz: "Ah! Depois eu levo". E continuou protelando esta obrigação nos dias que se seguiram?
Há casos tão sérios que as pessoas entram em uma inércia assustadora. Nada é para agora, nada tem que ser feito, nada é importante, etc.. Ao mesmo tempo em que isso ocorre, a insatisfação e a frustração tornam-se muito intensas, pois o dia passou, as semanas passaram, longo tempo se foi e nada se fez, nada foi concluído. Mas quem fez, quem executou sem preguiça, já está lá adiante, já não dá para alcançá-los.
"Aproveite as mãos!". Talvez nem minha mãe soubesse, conceitualmente, a profundidade do que dizia. O quanto isso impulsiona o poder de realização de uma pessoa. Mas de uma coisa eu sei: Ela aproveitou as mãos em todos os momentos que pôde.

Texto revisado

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