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Comunicação assertiva: o que é isso?, por que é importante?


por Suéllen Santana de Oliveira

O comportamento assertivo pode ser definido como aquele que envolve a expressão direta, pela pessoa, das suas necessidades ou preferências, emoções e opiniões sem que, ao fazê-lo, ela experiencie ansiedade indevida ou excessiva, e sem ser hostil para o interlocutor. É, por outras palavras, aquele que permite defender os próprios direitos sem violar os direitos dos outros.
Exemplos Autoafirmação:
Comportamento Não Assertivo
Comportamento Passivo É aquele em que a pessoa falha na expressão das suas necessidades ou preferências, emoções e opiniões.
Na medida em que a pessoa que tem este comportamento é a primeira a violar os seus próprios direitos, acaba por dar ao outro a permissão para, também ele, o fazer.
Exemplos: -aceder a realizar atividades que não lhe interessam só porque isto lhe foi solicitado; não pedir um favor que é legítimo e do qual se necessita; não manifestar desacordo perante algo com que não se concorda;

Comportamento Agressivo
É aquele em que a pessoa expressa as suas necessidades ou preferências, emoções e opiniões, mas de uma forma que é hostil, exigente, ameaçadora ou punitiva para com o interlocutor. A pessoa que tem este comportamento defende os seus direitos, mas fá-lo-à custa da violação dos do outro. Exemplos: Direto; Indireto; Verbal; Comentários hostis e humilhantes, insultos, ameaças Sarcasmo, comentários maliciosos, «intriguinhas» Não verbal, Gestos hostis e ameaçadores, violência física. Gestos hostis e depreciativos quando a atenção do interlocutor está orientada para outro lado.
Comportamento Manipulativo É aquele em que a pessoa expressa as suas necessidades ou preferências, emoções e opiniões de uma forma implícita ou indireta, frequentemente com «mensagens mistas», em que há contradições no conteúdo ou entre o conteúdo e o comportamento não verbal. É o caso de mensagens cujo objetivo é levar o interlocutor a adivinhar o que quer dizer ou a sentir-se tão mal ou responsável pela pessoa que fará o que ela quer, ainda que contra a sua vontade. A pessoa que tem este comportamento procura a satisfação das suas necessidades violando os direitos dos outros, mas o faz de forma indireta.
A assertividade varia conforme as pessoas e as situações Um aspecto que é importante ter em conta é que NINGUÉM é 100% assertivo com todas as pessoas e em todas as situações.Para cada pessoa, a facilidade que tem em comportar-se de forma assertiva depende muito da pessoa a quem esse comportamento se dirige (pais, professores, amigos, namorado/a, crianças, etc) e da situação em que se encontra (auto-afirmação, expressão de sentimentos positivos, expressão de sentimentos negativos etc.). Quando muito, pode-se dizer que a pessoa assertiva é capaz de se comportar com assertividade com muitas pessoas e em muitas situações.
O que é que ganharia em me comportar de forma mais assertiva?
A assertividade é uma escolha. Da mesma forma que determinada pessoa aprendeu a comporta-se de forma não assertiva, pode aprender um conjunto de competências que lhe permitam comportar-se com maior assertividade. Que vantagens tem em fazê-lo? A resposta a esta questão pode ser dada, em primeiro lugar, pela análise das consequências de cada tipo de comportamento. É importante não esquecer que os comportamentos que temos não ocorrem num vácuo – eles repercutem sobre a pessoa que os tem e sobre aquele que os recebe, quer de forma imediata, quer a longo prazo. O que acontece é que, ainda que os comportamentos não assertivos tenham, a curto-prazo, algumas consequências positivas para o próprio (que é, aliás, o queexplica que se mantenham), as suas consequências são, num balanço global, negativas; os comportamentos assertivos são, por outro lado, quase universalmente vantajosos. Se ainda não estás convencido, tem em atenção o seguinte: a assertividade, depois de aprendida, poderá vir a ser mais uma ferramenta, de entre o conjunto de que já dispões. Nada te obriga a utilizá-la, mas caso ela se venha a revelar necessária, é bom saber que lá está.
Como posso fazê-lo?
Conhecimento dos próprios direitos. A primeira mudança é interna, e passa por adquirir conhecimento dos direitos que te assistem (e, igualmente, a cada uma das pessoas que te rodeiam). Uma amostra destes direitos poderá ser a seguinte:
- Eu tenho o direito de ser respeitado e tratado de igual para igual, qualquer que seja o papel que desempenho ou o meu estatuto social;
- Eu tenho o direito de manter os meus próprios valores, desde que eles respeitem os direitos dos outros;
- Eu tenho o direito de expressar os meus sentimentos e opiniões;
- Eu tenho o direito de expressar as minhas necessidades e de pedir o que quero;
- Eu tenho o direito de dizer não sem me sentir culpado por isso;
- Eu tenho o direito de pedir ajuda e de escolher se quero prestar ajuda a alguém;
- Eu tenho o direito de me sentir bem comigo próprio sem sentir necessidade de me justificar perante os outros;
- Eu tenho o direito de mudar de opinião;
- Eu tenho o direito de pensar antes de agir ou de tomar uma decisão;
- Eu tenho o direito de dizer «eu não estou a perceber» e pedir que me esclareçam ou ajudem;
- Eu tenho o direito de cometer erros sem me sentir culpado;
- Eu tenho o direito de fixar os meus próprios objetivos de vida e lutar para que as minhas expectativas sejam realizadas, desde que respeite os direitos dos outros.


Texto Revisado


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Autor: Suéllen Santana de Oliveira   
Sou psicóloga formada na UNISANTOS em 2008, trabalho com abordagem cognitiva comportamental. Contato (11) 98501-7028 (WhatsApp) ou (13) 99171-5529 susantana_oliveira@yahoo.com.br Atendimento Baixada Santista ou São Paulo (capital) 
E-mail: susantana_oliveira@yahoo.com.br
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Publicado em 05/08/2019

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