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Conversa Terapêutica=Falando dos mantras e suas formas padrão (palavras, diálogos, expressões

Conversa Terapêutica=Falando dos mantras e suas formas padrão (palavras, diálogos, expressões

por Maria Antonia Santos
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Procuro fazer conexões entre os meus artigos terapêuticos, e este vem consolidar o "Forma Padrão-Pensamento, Mantrar".

Todos nós temos um mantra Inicial/Âncora/Pedra Filosofal, denomino assim porque é ele quem direciona nossa vida desde o instante zero até o instante final. Ele abre nosso campo de existência, nos direciona, nos fortalece físico, orgânico, funcional, emocional e espiritualmente; é o nosso Elo de ligação com a VIDA e tudo à nossa volta.

Esse mantra Inicial se comunica com todos os mantras existente em nosso dicionário interno e com todas as nossas mais diversas "Forças" (são figuras de energias), porque elas produzem uma freqüência e vibração em nós quando demandamos sua ação, por exemplo: forças do desejo e todas as suas variações, de ser feliz, viver, amar e ser amada etc. que trabalham o tempo todo sob nosso comando (consciente ou inconsciente), para atender nossas ordens. Quando estamos confusos, resistentes, inflexíveis etc., a Força em ação estará em contrapartida atuando contra sua Força Oponente, aproveitando o exemplo da força do desejo de viver estará se contrapondo à Força do desejo de desistir da vida. Podemos entender isso quando estamos em conflito de vencer uma doença ameaçadora, vivemos um inferno de padrões forma-pensamento.

O mantra Inicial, por ser tudo isso, é bom saber que age em nós internamente e também em outros espaços internos (áreas específicas), porque existe uma ligação entre eles, sempre com a ação de nossas "Forças". Sempre haverá uma área em especial, onde o Mantra Inicial age com um "rigor implacável", falo assim porque todos nós temos uma área, que não decola, é nossa lição inacabada, de tempos em tempos voltamos com o mesmo aprendizado (financeiro, relacionamento amoroso, profissional, social, espiritual etc).

Nosso dicionário interno começa a ser ativado, ainda na barriga de nossa mãe; ao sair desse lugar seguro, começamos a receber novos mantras de acordo com o lar que nos recebeu. Quando chega a idade escolar, somos acolhidos no lar da educação cultural, ampliamos e expandimos ainda mais nosso dicionário interno com gírias, trejeitos lingüísticos de nosso País e de outros, mas o nosso mantra Inicial continua lá em nosso espaço sagrado de VIDA, como um sinal luminoso em sua freqüência e vibração constante e invariável, à espera de nossa conscientização de sua existência. Você pode estar a essa altura pensando que se trata de uma viagem e é mesmo, se contatarmos conscientemente nosso mantra Inicial chegaremos à nossa Matrix ou Alma e ela é a expressão verdadeira de quem somos e do que queremos manifestar no físico, mental, funcional, orgânico, emocional, espiritual e financeiramente.

Hoje é quase impossível conviver sem a presença da poderosa da mídia que nos informa em tempo real sobre tudo em contrapartida, nos vende inúmeros modelos de formatos humanos, com a finalidade de nos qualificar em categorias, tribos etc. e você vai se identificando, caso não o faça estará fora (out) e, se isso acontecer, irá experimentar a vivência de um dos mantras: abandono, peixe fora dágua, exclusão, preconceito etc. mas quando você conhece o seu mantra Inicial e sabe que é dele que sua alma se nutre, nenhuma mídia perversa o atingirá com seus mantras, porque você possui o controle do seu Norte, do seu poder de escolha (livre-arbítrio). É lógico que como humanos, não somos sinônimos de perfeição, poderemos até sair do norte, do prumo, do rumo, mas o retorno poderá acontecer sempre que quisermos, conforme nosso propósito de vida.

Como exemplo, cito o Filme "comer, rezar e amar". Não se trata de um best seller, mas merece nossa atenção. Quero deixar claro quer não li o livro, logo o meu olhar não percebeu os recortes realizados. Quando se trata de transformar um livro em filme e preservar seus aspctos de fidedignidade é quase impossível, por que envolve uma série de variáveis.

Bem, sendo assim, o que percebi foi um recorte do meu trabalho terapêutico no filme onde Elizabeth (Julia Roberts) descobre que sempre teve problemas nos seus relacionamentos amorosos (área de relacionamento afetivo). Um dia, ela larga tudo, marido, trabalho, amigos, decidida a viver novas experiências em lugares diferentes por um ano inteiro. E parte para a Índia, Itália e Bali, para se reencontrar numa grande viagem de autoconhecimento, descobre o "seu mantra pessoal" que lhe confere uma espécie de libertação e conexão com sua alma; gente, é claro que cineasta e o escritor têm olhares distintos, mas inconscientemente o cineasta reproduziu o que realmente acontece conosco, é lógico que nem todos podem se ausentar durante um ano para ir em busca do seu mantra pessoal, mas existem outras formas de busca não é mesmo, que estão presentes no filme. Quem não assistiu e não leu o livro, assista, e quem leu o livro e assistiu o filme e não gostou reveja com olhar do terapeuta que existe em você tenho certeza que se surpeenderá.

Texto revisado


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Atualizado em 30/01/2011

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