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Conversando com seu filho!

por Paulo Salvio Antolini

Publicado dia 19/6/2012 em Psicologia

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Cada dia mais manifestações de preocupações com o crescimento dos filhos no que diz respeito às amizades, ao "mundo perdido" das drogas, bebidas, etc. Mais do que justo e necessário. As orientações dos especialistas são de "aproxime-se de seu filho"; "converse muito com ele". Mas como fazer isso? Como chegar até ele sem perder a autoridade?

Já dissemos que ser firme não é ser agressivo. Muitas vezes os pais utilizam-se de expressões que, para os pais são de alerta, mas os filhos entendem como ameaça. "Se eu souber que..."; "Eu que te pegue com ...."; "Não me tire fora do sério, pois..." são colocações rotineiras e que os filho, principalmente na faixa dos dez a catorze, quinze anos, são recebidas como ameaças de extrema punição.

Presenciei uma conversa de um avô com seu neto que me comoveu e muito, pois sem existir nenhum autoritarismo, esse avô deixou claro os perigos a que seu neto estava exposto diariamente e como evitá-los.

Tudo começou quando o avô perguntou sobre um coleguinha que, em sua festa de aniversário havia insistido para tomar cerveja, bebida que só estava sendo servida para adultos. Ele tem treze anos. Afirmava para a mãe do aniversariante que seus pais deixavam que ele tomasse e é claro que era mentira, pois depois esse senhor me disse ter conversado com os pais desse garoto e eles terem dito o trabalho que o menino estava dando.

"Espero que você não entre na onda de colegas que, mesmo você gostando deles, proponha fazer coisas que seus pais já lhe ensinaram que não serve." O senhor falava, inclusive, do como ele seria desafiado, que o chamariam de "mariquinha", de "covarde", que "não é homem" e muitas outras formas de provocação. A frase "Se você não fizer não andará conosco", que leva a grande maioria a se afastar dos ensinamentos com medo de ficar "marginalizado" pelos coleguinhas. 

"Sempre que você viver qualquer situação dessas, principalmente se houver ameaças, converse com seus pais". "Mas e se meu pai ficar bravo comigo e me bater?" foi a pergunta do garoto. "Por mais que seu pai fique bravo, a bronca dele é muito melhor do que você se submeter à vontade desses garotos e fazer besteiras que lhe custará muito depois". Nesse momento chegou o pai do menino e ouvindo essa colocação de seu pai para seu filho, entrou na conversa.

O papo, então, desenrolou-se de tal forma que mais parecia uma reunião de constatação familiar, onde o pai explicou ao filho o quanto chegava em casa com preocupações de trabalho, por isso estava sempre com "cara fechada", o filho falou sobre muitas coisas que queria perguntar mas que logo que começava a falar, o pai o mandava ir fazer lição ou ir para o quarto, pois estava ocupado e assim por diante.

O avô apenas observava a conversa de pai e filho. Quando o garoto se retirou, seu pai estava visivelmente emocionado, pois havia percebido o quanto afastava seu filho, achando que estava sempre disponível para ele. O avô do menino então perguntou: "Lembra-se de minhas "visitas" ao seu quarto quando você tinha a idade dele, onde eu sentava na sua cama e ficava ali, conversando com você? Por que você não faz isso com o seu filho?"

É preciso fazer os filhos saberem de nosso amor por eles. Saberem que, por mais severos que sejamos, estaremos sempre ao lado deles e que estarão seguros conosco. Saberem que mesmo fazendo coisas que não concordemos, não serão "massacrados", mas orientados. Os castigos serão direcionadores e não meramente demonstração de forças que não levam a nada, pois após duas ou três vezes, cai no vazio.

Mesmo sendo ainda "crianças" aos nossos olhos, eles já iniciam um movimento para adquirirem o respeito dos demais. Ouví-los mesmo em suas "bobagens" de criança dá a eles esse reconhecimento e ai sim se pode mostrar o engano que estão cometendo.

Lembrem-se de que todos fomos crianças. Muitos aprenderam com "surras", mas essa não é a única forma. Se a criança se sente respeitada em suas idéias, ela, ainda que "para se mostrar adulta", respeita nossas colocações.

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