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Crescimento, Justiça e Dignidade


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As inquietações econômicas que acontecem nos países europeus, seguindo-se à crise americana, não deveriam ser surpresa para aqueles que acompanham o cenário político internacional. Penso que a situação já vem sendo avisada há muito, e ainda não atingiu sua culminância, que poderá ser mais grave do que se suponha, visto que já se desdobra em graves conseqüências sociais.
Um sistema que privilegia o lucro em detrimento da dignidade da vida humana, controlado por mentes imaturas e egocêntricas que só pensam em suas vantagens pessoais, não teria como deixar de se manifestar na forma de uma profunda patologia psicossocial com sintomas sofridos para todos.
Essa patologia se estende à humanidade como uma ideologia de prazeres imediatistas, despreocupada com os desdobramentos a que ela conduz. Não são apenas os governantes que se corrompem, mas a própria população menos comprometida que, nas pequenas situações do dia a dia, faz concessões em nome de seus interesses.

Durante muito tempo, temos ouvido falar que a melhoria da qualidade de vida da população depende da manutenção do crescimento econômico, sem que – até por falta de informação – questionássemos este conceito como verdadeiro. Mas será que o crescimento econômico é realmente indispensável? Mesmo trazendo algumas vantagens, elas compensariam o custo decorrente, como o maior desgaste das riquezas naturais, com o aumento da demanda de energia, e o maior despejo de resíduos de produção no meio ambiente? Quanto esse crescimento não é conveniente àqueles que vampirizam as verbas públicas em obras superfaturadas?

Ao lado dessa ideologia de crescimento econômico para desenvolvimento social têm sido construídas outras propostas que passam desapercebidas, não por falta de interesses escusos.
Há estudiosos da área econômica que defendem ser possível investir na qualidade de vida com estabilidade econômica, sem crescimento, e alguns até teorizam ser viável incentivar o decrescimento da economia, sem prejuízos, ao contrário, com vantagens.
O problema parece não estar na falta de oportunidades para que as pessoas se tornem autossuficientes financeiramente, mas sim na concentração dos recursos financeiros em poucas e egoístas mãos, que não se curvam ante as necessidades de seus semelhantes, antes supervalorizam suas próprias. Comportamento típico de mentes infantis, que ainda não amadureceram para uma condição madura de pensamento, e que, como crianças, não querem dividir seus brinquedinhos luxuosos.

Toda essa atual política econômica mundial está gerando um lixo insuportável de ser digerido pelo planeta; está degradando nossas mais preciosas riquezas naturais, e, como conseqüência inevitável, degradando a qualidade de vida do ser humano que se deixa hipnotizar diante das telinhas de suas tvs de alta tecnologia. Sutil estratégia de dominação das massas que enfermizam e ainda se vêem comprometendo seus orçamentos para o enriquecimento da indústria farmacêutica, que se compraz com uma humanidade cada vez mais doente.

Tempos difíceis e assustadores são esses! Especificamente com relação ao nosso Brasil, como pensar em profecias maravilhosas de um país do futuro, quando a maioria que aporta ao exercício do poder, em qualquer instância em que ele se organiza, passa a permear os interesses públicos com mesquinhas vantagens pessoais?
Penso que a esperança vã em perspectivas de melhoras futuras precisa transitar para ações mais responsáveis de cada um de nós com os interesses comunitários. Criticar o que se desvia da justiça na macro estrutura quando se repete os mesmos erros na particularidade de nossas vidas é atirar pedras apoiado em telhados de vidro.
Se quisermos um mundo melhor para se viver, ou até talvez se quisermos que nosso mundo continue a existir para nele vivermos, é preciso agir com urgência no sentido de uma profunda transformação ideológica e vivencial, sem o que poderemos estar nos direcionando para a autodestruição.

João Carvalho Neto
Psicanalista, autor dos livros
“Psicanálise da alma” e “Casos de um divã transpessoal”.
www.joaocarvalho.com.br



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Conteúdo desenvolvido por: João Carvalho Neto   
Psicanalista, Psicopedagogo, Terapeuta Floral, Terapeuta Regressivo, Astrólogo, Mestre em Psicanálise, autor da tese “Fatores que influenciam a aprendizagem antes da concepção”, autor da tese “Estruturação palingenésica das neuroses”, do Modelo Teórico para Psicanálise Transpessoal, dos livros “Psicanálise da alma” e “Casos de um divã transpessoal"
E-mail: joaoneto@joaocarvalho.com.br | Mais artigos.

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