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Diferenças no Contexto Familiar


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Precisamos compreender que pessoas de uma mesma família não são iguais. Podem ter a mesma criação, os mesmos costumes, os mesmos hábitos, mas são diferentes umas das outras. E isso é causa de uma série de desentendimentos e conflitos. As pessoas querem porque querem que a família seja perfeita mediante um padrão imposto socialmente. A convivência familiar, justamente por ter pessoas diferentes entre si, envolve frustrações. Convivência familiar é diferente de propaganda de margarina, onde todo mundo é bonito, magro, rico, levanta feliz, de bom humor e consegue estar junto no mesmo horário para um lindo café da manhã.

Mas, nem todos têm uma mesa farta toda manhã, nem todos têm a "família perfeita" da propaganda. E, baseado nisso, há uma tendência em achar que a família não é feliz porque faltam alguns dos elementos determinados pela sociedade e pela mídia. Acontece uma idealização na família: os pais esperam filhos perfeitos e os filhos esperam pais perfeitos. Mas, não é uma questão de perfeição, mas de diferenças.

Quando acontece de um filho apresentar algum comportamento diferente do esperado, lá vem a pergunta dos pais: "Onde foi que eu errei?" Há uma busca de culpados e uma sensação de impotência. Isso está se tornando uma situação bastante comum nas famílias. Não existem famílias perfeitas. Existem famílias! Famílias formadas de diversas maneiras: com pai, mãe, filhos, avós, netos, com padrastos, madrastas e enteados. Não importa como a família é formada, mas, sim, como ela funciona afetivamente. Quanto maior a afetividade, menor a probabilidade de conflitos.

Portanto, é importante resgatar a afetividade. De que maneira?
  • Parando para ouvir o outro;
  • Respeitando e aceitando as diferenças do outro;
  • Conseguindo enxergar e valorizar as qualidades do outro;
  • Dando ênfase para as qualidades e não para os defeitos;
  • Tentando perceber o que está por trás do comportamento negativo;
  • Entendendo a importância do exemplo;
  • Demonstrando interesse pela vida do outro;
  • Privilegiando a convivência familiar;
  • Participando da vida escolar dos filhos;
  • Compartilhando, comentando filmes, livros, TV;
  • Investindo tempo com sua família, com seu filho, marido, mãe, etc.
O que pode parecer tempo perdido brincando, lendo com seu filho ou outro membro da família é, na verdade, tempo precioso na formação da criança e na construção e/ou resgate da afetividade familiar.

Sempre é tempo de reparar o que não está bem, sempre é tempo de se viver em família, pois é importante e fundamental que a família funcione transmitindo valores e princípios morais.

Precisamos transformar nossas famílias e nossos filhos de esponjas = que só absorve e acumula informações em filtros = que tem senso crítico suficiente para questionar, rejeitar ou debater informações.

Essa transformação só acontece com experiência e exercício diários. Pais e mães também são seres humanos, portanto, sujeitos a falhas e imperfeições. Não são infalíveis, são pessoas normais com defeitos e limitações, assim como qualquer outro elemento da família. Mas essas limitações e imperfeições não os tornam incapazes e nem diminuem suas capacidades de amar e de educar seus filhos.

A vontade de acertar -sempre- é um fardo carregado indevidamente, pois somos seres humanos e, muitas vezes, haverá situações em que erramos simplesmente por não saber, por estarmos esgotados fisicamente ou ainda, por falta de recursos materiais ou emocionais.

Em muitas famílias, os pais perdem a "função humana" aos olhos de seus filhos. Deixam de ser gente e passam a ser apenas provedores. Seus sentimentos, alegrias e tensões são ignoradas pelos filhos. E o mais interessante é que muitos pais aceitam essa condição. Pais e filhos têm direitos e deveres.

Assim como pais não recebem nenhuma orientação específica em como serem pais, filhos também não vêm com manual de instrução. Portanto, o processo do contexto familiar é um aprendizado constante, pois se tratam de seres humanos aprendendo a se relacionar, com todas as suas qualidades e limitações.

Quando começamos aprender a respeitar as diferenças de cada um, surge a incrível oportunidade com a possibilidade de mudanças no sistema familiar. E isso acontece com a reorganização da comunicação entre os membros da família. O amor não vem pronto, é preciso que ele seja construído, amadurecido. Então:

  • Esteja presente na vida de quem você ama!
  • Abrace quem você ama! Deixe que ele perceba o quanto é importante para você.
Talvez seja difícil no começo lidar com as dificuldades, com as diferenças. Mas, deixe o outro saber que existe alguém que acredita nele. Mesmo quando nem ele mesmo acredita mais. Se você acredita que não há mais tempo, não desista! Insista! Persista! 

"Me ame quando eu menos merecer. É quando eu mais preciso de amor". (autor desconhecido)

Um grande e carinhoso abraço, 
Sueli Massotti

Texto revisado

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