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Diga não ao medo de dizer não!

por Andrea Pavlo
Diga não ao medo de dizer não!

Publicado dia 14/6/2009 em Psicologia

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Se tem uma coisa que a gente escuta demais quando criança é "não". Não pode nadar depois de comer. Não pode comer sobremesa antes do jantar. Não pode dormir na casa da amiguinha em dia de semana e nem bater nos amigos de escola, por mais irritantes que eles sejam.

É tanto "não" que perde a graça. Mas, por incrível que pareça, e talvez de tanto ouvir, esquecemos de falar. Ou pior, nem sabemos como fazer isso.

Nesta semana recebi e-mail de uma leitora que contava uma história dessas: a dificuldade de dizer não. Contou que quando mudou de cidade há alguns anos e com dificuldades financeiras trabalhou como doméstica na casa de uma pessoa que, até hoje, a quer muito bem. Só que agora ela já tem um bom emprego de secretária e sustenta bem a si e à filha. Mesmo assim, a ex-patroa continua a chamá-la para faxinas aos finais de semana, que ela aceita por não conseguir negar, mesmo se sentindo exausta no dia seguinte e nem precisando tanto assim do dinheiro (sim, porque dinheiro é sempre bem-vindo).

Já perdi a conta das vezes em que saí muito brava de uma situação em que não consegui dizer que não. Os motivos são muitos, mas um em principal: queremos agradar e ser a Dona Perfeição. A Dona Perfeição é aquela que mora em nós dizendo que precisamos ser boas, espirituais e ajudar as pessoas, mesmo que isso nos prejudique.

Coincidentemente atendi uma moça que tem o mesmo problema. O irmão, que tem casa própria e uma família bonita, vive pedindo ajuda financeira para ela, que paga aluguel e passa por problemas financeiros mais graves que o irmão. Mas, não consegue dizer não, sacrificando o último dinheiro que tem, muitas vezes para pagar suas próprias contas, para dar pra ele.

Poxa, será mesmo que precisamos disso? Que lado nosso é esse que insiste nessa Síndrome de Madre Tereza de Calcutá? Será que precisamos mesmo disso?

Eu digo que, algumas vezes até precisamos. Precisamos porque não sabemos do nosso valor; precisamos porque não conseguimos perceber que as pessoas terão a capacidade de nos amar mesmo que não sejamos suas escravas. Isso é complicado. Vivemos num mundo onde somos ensinados que ser humilde é bom. E ser humilde aqui não significa ser o que você é, mas ser o que os outros precisam que você seja.

E já percebeu a paga que recebemos? Frustração, raiva e mais nada. Sim, porque o outro não vai agradecer para você pelo resto dos seus dias, não. Aliás, ele vai usá-la novamente assim que puder porque ele sabe que você é do tipo que não diz não. Perceba aquela sua amiga ou colega que é considerada a ruim e que fala mesmo que não pode fazer alguma coisa, taxada muitas vezes como egoísta no trabalho, por exemplo. Até falam mal dela à toa, mas ela está bem, feliz. As coisas dela andam super bem, ela tem as unhas feitas porque se dá tempo e dinheiro pra isso. Ela compra coisas bonitas enquanto você gasta tudo o que tinha num presente pra uma sobrinha de uma irmã que você nem gosta muito, só com “medo do que vão falar”.

Pelo amor de Deus, né! Chega de pretensão! A pretensão de ser a linda, de ser a correta, a certinha, a lindinha! Chega dessa hipocrisia. Comece a fazer o que você realmente quer agora!

Sim, pode até ser que a chamem disso ou daquilo, mas é daí? São eles que pagam as suas contas? São eles que dormem dentro de você quando coloca a cabeça no travesseiro? É o corpo deles que dói depois de uma faxina ou a consciência deles que dói quando não dão seu rico dinheirinho para ajudar você?

Gente, está na hora de cada um se responsabilizar por si. E para ser uma pessoa boa, de verdade, é preciso impor os nossos limites. Ser boa, antes de tudo, para a gente mesmo. Não que você nunca mais vá ajudar ninguém ou comprar um presente despretensioso, mas sim, sem pretensão. Sem ser porque tem medo do que os outros vão falar ou fazer. Medo de que os outros “não gostem mais de você”. Só você pode gostar de verdade de você e só você sabe de absolutamente todas as suas necessidades, por mais que os outros até achem frescura. Se bancar é estar com você 100% do tempo, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza e nem a morte separa isso! Viver com você já é maravilhoso, não precisa de mais ninguém que lhe diga o que fazer.

Então, o exercício da semana é: dizer não. Dizer não e esperar a reação. Dizer não com coragem, com convicção e sabendo que você está só colocando os seus limites, e nada mais. Essa história de “não sei dizer não” acaba aqui. Hoje. Agora. Diga um “não” acústico e sonoro ao seu medo de dizer não.

Texto revisado por Cris

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Sobre o Autor: Andrea Pavlo   
Psicoterapeuta, taróloga e numeróloga, comecei minhas explorações sobre espiritualidade e autoconhecimento aos 11 anos. Estudei psicologia, publicidade, artes, coaching e várias outras áreas que passam pelo desenvolvimento humano, usando várias técnicas para ajudar as mulheres a se amarem e alcançarem uma vida de deusa.
E-mail: [email protected]
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