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Em busca do prazer de viver


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A vida é um constante movimento de ir e vir, de contrair e expandir. Uma breve observação da natureza nos leva a perceber o quão dinâmico é o mundo em que os seres vivem. Notem uma semente, sua aparente fragilidade e ao mesmo tempo a dureza de sua casca. No solo, inicia um movimento que exige força, movimento e a dor da destruição de alguns de seus elementos. Os primeiros ramos crescem em direção à luz do sol e, ainda assim, enfrentam o calor, o vento e a chuva. Mais adiante no tempo, a pequena semente terá se moldado numa árvore, que poderá dar flores e frutos. E, ainda assim, passará por invernos e verões. Terá fortes raízes? Serão doces os seus frutos?

Essa pequena ilustração nos ajuda a compreender como a vida humana também se desenvolve. Na jornada sobre a Terra, o ser humano vive a constante busca de romper os limites, de superar os obstáculos, e vencer tudo aquilo que lhe obstrui o caminho para o prazer. No entanto, em muitas situações, as tempestades parecem maiores do que os dias de sol e o medo de ser levado por uma enxurrada é maior do que a coragem de construir um prédio sólido em que se abrigar.

E este prédio nada mais é do que a construção de uma ponte firme entre o Ego (eu) e o Self (si mesmo), entre as aparências da vida exterior e as verdades que falam dentro da alma e se refletem no próprio corpo. Mas para a elaboração desta realidade que se constitui num maior conhecimento de si mesmo e do mundo, o sujeito precisa estar preparado para enfrentar seus medos, suas fragilidades, e perceber que a dor também faz parte da vida, e que não a paralisa, mas a sustém. Segundo Alexander Lowen: “Se tivermos medo da dor, teremos medo do prazer. O que não significa que devemos procurar a dor para termos prazer. (...) Vale dizer que não devemos fugir da dor de nos encararmos honestamente se desejarmos ter alegria em nossas vidas” (1).

A construção de uma nova realidade é um exercício diário de reconhecimento de si mesmo, dos seus anseios, tensões e a realização fundamental do prazer de viver. É preciso, a cada dia, reencontrar a alegria de estar vivo, de sentir o sol na face, ou a chuva. O estado exterior é o reflexo de nosso estado interior, pois ambos formam uma unidade. Ainda segundo Lowen: “Não sentiremos prazer sem passarmos pelas dores do renascimento. Renascemos quando temos coragem para encarar os males de nossas vidas sem recorrermos à ilusão”(2).

Observarmos o movimento da natureza é um bom exercício para iniciarmos nossa jornada de observação de nós mesmos, adequando-nos aos estados reais de nossa consciência frente ao mundo.

NOTAS:
(1) Alexander Lowen. Prazer: uma abordagem criativa da vida. São Paulo, Summus Editorial, 1984, p. 70.
(2) id.ibdem, p. 69

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Conteúdo desenvolvido por: Camilo de Lelis Mendonça Mota   
Terapeuta Holístico, CRT 42617, Psicanalista, Mestre de Reiki, Karuna Reiki, Terapeuta Floral. Atendimento terapêutico em Araruama-RJ, São Pedro da Aldeia-RJ e Saquarema-RJ com hora marcada Tel. (22) 99770-7322. Visite também o site www.camilomota.com.br
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