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Eu já sei!


por Paulo Salvio Antolini

Eu já sei!

Como é irritante quando, durante uma conversa, o interlocutor nos interrompe dizendo: “Eu já sei”. Você sabe que ele não sabe, não sobre aquele aspecto a que você está se referindo. Ele apenas diz isso para não se sentir diminuído diante dos demais.

Esse “eu já sei” pode ter várias motivações: pode ser um “cale-se, pois não quero saber”; pode ser “não me interessa; estava falando apenas por falar”; ou pode ser “vamos mudar de assunto?”, e também um “tchau, estou cansado”, enfim, uma grande variedade de motivos que nada mais fazem do que expressar a intenção da pessoa em mudar o assunto.
Mas o curioso é que, na maioria das vezes, quem traz o assunto à tona é ele. E quantas vezes são assuntos banais, que podem nem chegar a um desfecho!

O marido fala sobre um colega de trabalho, que “quebrou a cara” em determinada situação. Se a esposa comenta que o marido está indo pelo mesmo caminho, se ela identifica uma situação semelhante e tenta alertá-lo, sua argumentação é prontamente interrompida com o “Eu já sei” e na sequência: “quebra a cara”. A esposa que acaba comprando um pouco além da conta naquele mês, por exemplo, quando o marido vai falar sobre o controle do orçamento, também vem o “eu já sei”. Mas no final do mês, pronto: “o banco está ligando, estourou o saldo!".
Filhos. Tentar mostrar a eles que estão “entrando em uma barca furada” é uma furada, com o perdão da redundância. Jovens, impetuosos e em fase de autoafirmação, tudo eles já sabem. Esse “eu já sei” tem sido o motivo de muitas conversas não realizadas entre pais e filhos. Quando os pais tentam mostrar o que seus filhos não estão percebendo e recebem esta resposta, em vez de dizerem “sente-se aí, vamos conversar melhor”, os pais dizem: “Ah, é? Então, tudo bem! Vamos ver!” A conversa se encerra ali, e o pai (ou mãe), ao invés de insistir na tentativa de persuadir o filho, fica aguardando que o problema ocorra para, então, “jogar na cara” dele o que eles já haviam previsto que aconteceria.

Nas organizações, esse fato é comuníssimo. Os “chefes” não podem reconhecer que outras pessoas tragam mais “luz” às situações em questão. Enormes prejuízos financeiros se devem ao “eu já sei” dos chefes. E quanto mais alto o cargo, maior o tamanho do prejuízo. Apoiados na escala hierárquica, diretores e alta gerência têm uma enorme resistência em aceitar que pessoas hierarquicamente inferiores a eles também pensam, também têm conhecimento e que possuem discernimento. Recusam-se a escutar e, quando o “desastre” ocorre, vão correndo para a “vendinha de desculpas viáveis” a fim de justificarem seus prejuízos. Lá há desculpas e explicações para todos os gostos, mas eles se esquecem que explicações não recuperam prejuízos.

Onde essa conduta do “eu já sei” se apoia? As pessoas não percebem, ou não querem aceitar, mas é no orgulho e na prepotência inerente a cada um de nós que ela está. No fato de se contar com uma potência que ainda não surgiu. De achar que se está preparado para tudo sem admitir que, normalmente, não é um fato isolado que determina algo, mas um conjunto de fatos que interagem entre si.

As pessoas afinadas ao “eu já sei” acreditam que possam perder seus “poderes”, suas influências, se aceitarem o parecer dos outros, se os escutarem. Na verdade, é o oposto, pois aqueles que se dispõem a escutar, entendem melhor e sobre outro ponto de vista situações análogas, vão se enriquecendo de informações e aproveitam da percepção dos demais para evitar tentativas que não levarão a pontos positivos.

“Dominam mais as situações aqueles que mais escutam do que aqueles que mais falam” é uma máxima cheia de razão. Em todas as situações de nossas vidas, sempre haverá algo que poderá ser acrescentado através da percepção do outro. Ricos aqueles que sabem receber!

Texto Revisado


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Autor: Paulo Salvio Antolini   
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Publicado em 20/05/2019

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