auravide auravide

Falar ou calar? Eis a Questão!

por Gilberto Cabeggi

Publicado dia 25/11/2008 em Psicologia

Compartilhe

Facebook   E-mail   Whatsapp


Você já ouviu a expressão “Perdi uma boa chance de ficar com a minha boca fechada!”?

Pois é! Muitas vezes acabamos falando o que não devíamos e nos arrependemos depois. Se tivéssemos parado um pouco para pensar, antes de abrir a nossa boca, teríamos evitado muitos transtornos e situações no mínimo constrangedoras.

Isso se aplica principalmente quando temos aquela “coceirinha na garganta”, aquela vontade enorme de falar coisas não muito agradáveis sobre alguém – em especial sobre alguém que não esteja presente. Ou seja, sendo mais direto: “fazer fofoca”.

Para evitar esse deslize e cuidar melhor de seus relacionamentos, convém pensar bem sobre o que você vai dizer, antes de falar. Para isso, existe um método de que gosto muito e que me parece bastante eficaz. Atribui-se a Sócrates, o filósofo, a autoria dessas regras. Existe até uma pequena história, circulando pela Internet, que explica o método:
Diz-se que um discípulo procurou Sócrates, querendo contar-lhe algo sobre alguém. O sábio, calmamente, perguntou ao rapaz:
− O que você vai me contar já passou pelas três peneiras?
− Quais peneiras, Mestre?
− A primeira peneira é a da verdade. O que você quer me contar é um fato? Caso seja uma verdade, devemos passá-la pela segunda peneira: a da bondade. O que você vai contar-me é coisa boa? Ajuda a construir a reputação do próximo? Se o que você vai contar-me é verdade e é coisa boa, então deve procurar passá-la pela terceira peneira: a da necessidade. Convém contar? É necessário contar? Contar-me isso ajudará a melhorar alguma coisa? Ajudará à pessoa em questão de algum modo?

Se o que você tem para contar-me passar pelas três peneiras, então me conte e todos nos beneficiaremos. Caso contrário, esqueça e enterre tudo.

O que pouca gente já parou para pensar é que fazer fofoca prejudica mais a imagem de quem a faz do que de quem é seu alvo. Aquele que se dá ao desfrute de fofocar, de falar mal de alguém, acaba com sua imagem desgastada e prejudicada. Cai na desconfiança do povo. É claro: “Se ele hoje fala mal do outro para mim, quem é que garante que amanhã ele não estará falando mal de mim para o outro?”

Para cuidar de seus relacionamentos e cultivar laços fortes, saudáveis, baseados na confiança e na discrição, é preciso pôr um “freio na língua”, como dizia meu avô.

Cada vez que evitarmos abrir a boca de modo indecente, para falar dos outros, estaremos preservando a própria imagem. Além do que, será uma fofoca a menos para envenenar o ambiente e fomentar a discórdia.
 Gilberto Cabeggi é escritor, autor do livro
“Todo Dia É Dia de Ser Feliz”, pela Editora Gente.
  
Quer ganhar o livro "Todo dia é dia de ser feliz", de Gilberto Cabeggi, autografado pelo autor – e muitos outros excelentes livros? Clique aqui, cadastre-se gratuitamente no nosso site e concorra nos sorteios semanais. 
Clique aqui e leia outros artigos interessantes no BLOG SOMOS TODOS UM.  

Texto revisado por: Cris

Compartilhe

Facebook   E-mail   Whatsapp
  estamos online

Gostou deste Artigo?    Sim    Não   

starstarstarstarstar Avaliação: 5 | Votos: 23

foto-autor
Autor: Gilberto Cabeggi   
Visite o Site do autor e leia mais artigos..   


Veja também
artigo Treinando a não-mente
artigo Horário
artigo Ativação dos sentidos interiores
artigo Amigos extrafísicos

© Copyright - Todos os direitos reservados. Proibida a reprodução dos textos aqui contidos sem a prévia autorização dos autores.


auravide

 

Voltar ao Topo

Siga-nos


Somos Todos UM no Smartphone
Google Play


© Copyright 2000-2020 SomosTodosUM - O SEU SITE DE AUTOCONHECIMENTO. Todos os direitos reservados. Política de Privacidade - Site Parceiro do UOL Universa