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Ladrão de oxigênio!


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Nunca havia escutado essa expressão até há alguns meses, quando uma pessoa me relatava um romance tido e seu insucesso, pois na relação, a outra parte era apenas um “ladrão de oxigênio”. A definição que ela deu: “A pessoa que ao estar ao seu lado só lhe sufoca, oprime, age de tal forma que exaure suas forças”.

Quantas pessoas com quem convivemos possuem esse comportamento? Em todos os tipos de relações isso pode ocorrer, desde um relacionamento social, profissional e afetivo. Quando ela utilizou essa expressão, dizendo-a inclusive para quem a sufocava, foi seu grito de libertação, pois conseguiu, mesmo que a duras penas, expressar o quanto estava sendo sufocada e o quanto era impossível sobreviver dentro daquela relação. Ela me disse: “Ao fazer isso, eu estava abrindo mão de minha felicidade para poder sobreviver”. A pergunta foi: “Que felicidade?”.

Todos temos sonhos, expectativas e devemos buscar a realização deles para nos completarmos. Quando se está consciente em suas ações, as pessoas identificam se será possível realmente concretizar esses sonhos. Mas o desejo incontrolável faz com que se despreze os sinais, aliás mais que isso, os comportamentos expressos onde fica claro que as situações estão diferentes do que era esperado, do que deveria ser, e então, começa a “faltar ar”.
Quando se convive com alguém, em qualquer tipo de relação, e não há bem-estar, não há acréscimo, crescimento, prazer e, de repente, começa-se a sentir uma pressão no peito, um aperto que torna a respiração difícil, despertam sensações desagradáveis, quando não deveria ser assim, então, estão “roubando nosso oxigênio”.

É uma dificuldade enorme as pessoas entenderem e aceitarem que para uma relação dar certo, é preciso a real vontade das duas partes envolvidas. Não basta apenas uma querer. É preciso que a outra também queira e que haja a colaboração mútua.
Quando se percebe que a outra parte não tem a mesma disponibilidade ou querer, é preciso entender que esse fato não tem nada a ver com seu valor pessoal. Apenas não ocorreu o verdadeiro encontro.
É certo que todos conhecemos pessoas (se não for nosso próprio caso) que vivem essas situações, pois são muito comuns. A insistência na relação, sem que haja a disposição da outra parte em buscar novas formas de se colocar, deixando então de oprimir, levará sempre à infelicidade, ao adoecer, ao perder a energia de viver.

“Que felicidade?” Ao fazer-lhe essa pergunta, ela percebeu que durante todo tempo de convivência, ela só teve esperanças, mas nunca concretizações dessas esperanças. Percebeu que insistiu além do que deveria e, então, reformulou sua frase: “Eu estou abrindo mão desse relacionamento para poder ser feliz!”
Há pessoas que possuem boa vontade, mas não abrem mão de determinados comportamentos que as transformam em “usurpadoras” de oxigênio. Não percebem que para viverem estão diminuindo o espaço das pessoas com quem convive, dificultando-lhes as vidas. “Boa vontade só não basta”. Há um artigo meu com esse título. É preciso mais do que “achar” que quer. É preciso realmente querer e buscar se colocar no lugar das pessoas que estão ao nosso redor.
E aqueles que estão sendo oprimidos precisam, repito, entender que seus valores pessoais não estão no reconhecimento e na aceitação do outro ou não, mas sim, em seus próprios reconhecimentos e aceitações. Um relacionamento que não deu certo não representa que as partes não possuem valores, mas apenas que suas buscas pessoais não se complementam. Para tal é preciso os dois quererem. Se não é possível, que pena. Respirar fundo, conviver com a tristeza do não ter dado certo com alguém que se quer muito e levantar a cabeça. Haverá alguém com quem, juntos, os dois respirarão.

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Conteúdo desenvolvido por: Paulo Salvio Antolini   
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