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Máquina de culpas!

por Paulo Salvio Antolini

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Demorou um bom número de sessões para que a cliente percebesse que não tinha de fato a culpa que a perseguia há anos, atormentando-a e tirando sua alegria de viver!

Após descobrir que aquilo não dizia respeito a ela, sentiu-se aliviada e feliz novamente. Mas foi apenas por alguns dias, pois em seguida nova culpa apareceu, culpa essa que posteriormente veio a descobrir que também não procedia.

Pois bem! Acham que é algo que existe em uma ou outra pessoa? Grande engano. A maioria das pessoas traz dentro de si uma máquina construtora de culpas.

Exatamente. Há centenas de anos vivendo uma cultura educacional e religiosa onde a crítica, o pecado e repreensões foram as bases da formação do ser humano, hoje carrega-se essa máquina, que é alimentada por elementos externos que nos mantêm atrelados a ela, produzindo um estado de culpa em sequência de outro.

Exemplo? Basta receber um olhar que parece de reprovação para que a pessoa sinta-se tendo feito algo que a faz ser desmerecida pelo mundo. Há várias formas dessa culpa se manifestar. Desde o diminuir-se e ficar apagada até uma manifestação agressiva, hostil, para com aquele que aparentemente “olhou torto”. Do primeiro ao último, muitas variações: tristezas, mágoas, ressentimentos, amuamentos etc..

Vejam uma das definições de amuar: “Desgostar-se por pequena contrariedade ou ofensa e obstinar-se em não mais tomar parte na conversação, brinquedo, etc, em que estava entretido”.

Culpa existe quando há a consciência sobre o que vai se fazer e mesmo assim se faz! Quando o feito não é intencional, há sim a responsabilidade, que deve ser tratada como tal. Assumir as consequências, reconhecer o erro, corrigi-lo e seguir em frente.

A culpa gera necessidade de punição, o que, além de levar ao sofrimento, pior do que isso, tira a energia do assumir o próprio feito e responsabilizar-se por ele. A penalização já basta, na mente do “culpado”. “Você não vê o quanto estou sofrendo?”, já escutaram ou falaram isso? Percebem que é uma frase usada para expressar o “eu já estou pagando pelo que fiz”?

Pois é. Pagando errado. Pagando com uma moeda que não corrige, mesmo que faça sofrer. Sofrimento não é pagamento de nada. Sofrimento é carregar para todos os dias algo praticado ou recebido e que gerou naquele momento uma grande dor.

Lembrem-se: A dor é inevitável, o sofrimento é dispensável!

A saúde do ser humano está diretamente relacionada com a forma de ver e sentir nossas responsabilidades. Quando assumo e busco a correção, sigo em frente, mesmo que com muitas dificuldades. Quando me culpo, apenas adoeço, e então definho!

Pensem nisso e se observem.
Texto Revisado

 

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Autor: Paulo Salvio Antolini   
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Publicado dia 30/11/2020 em Psicologia

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