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Movimentos pela Paz


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As dificuldades econômicas pelas quais passamos vêm, inevitavelmente, agravando problemas sociais que não são de hoje, mas que se intensificam. Uma das questões que causa justas preocupações é a da segurança pública, trazendo pensamentos de incerteza e medo.
Diante disso, temos assistido valorosos movimentos pela paz, com as pessoas indo a manifestações, se reunindo em orações, realizando publicações nas redes sociais, reivindicando o fim da violência. Tudo isso me parece muito bom e necessário, contudo, mais uma vez me deparo com o egocentrismo da natureza humana, sempre muito voltada para suas demandas pessoais. A violência que assistimos não é de agora, nem se inicia com uma crise econômica.
A violência na nossa sociedade existe desde sempre, mascarada pela distância a que a miséria fica das classes mais favorecidas, e que não vemos, mas que gravita ao nosso redor. Existe violência nas crianças desamparadas, vítimas de famílias desajustadas, usurpadas no seu direito de se desenvolverem com amor e educação; existe violência nas pessoas moradores de rua, que não podem usufruir do direito à moradia e a um lar que as acolha; existe violência nos pais que veem seus filhos passarem fome, se privando do próprio alimento para sustentá-los; existe violência na velhice abandonada à própria sorte, sem condições financeiras para suprir as necessidades de seus corpos vencidos pelo tempo; existe muito mais violência do que podemos imaginar. E sabemos por que tão poucos movimentos se levantam a favor desses desfavorecidos: eles não têm voz e nós estamos blindados pelo egoísmo aos seus sussurros pedindo socorro, e por isso eles agora usam o estrondo da pólvora para chamar nossa atenção.
Então, não nos iludamos. A violência que assistimos é muito maior do que aquela que nos incomoda, e estamos observando apenas a ponta desse iceberg que emerge no oceano das lutas humanas. O criminoso que bate em nossa porta é sintoma e não causa. A injustiça social que permitimos permanecer em nosso país, mas que se apresenta pelo mundo também, não vai se calar, por mais que tenhamos força policial e leis severas, apesar delas serem necessárias. A fome e a dor extremas levam o ser humano a uma desvalorização da vida onde ele não mede mais as consequências de seus atos, e onde os instintos mais primitivos prevalecem. Faz-se urgente repensarmos nossa organização social com bases mais equânimes mas, acima de tudo, nossa visão egocêntrica e egoísta de viver.
Texto Revisado

 

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Conteúdo desenvolvido por: João Carvalho Neto   
Psicanalista, Psicopedagogo, Terapeuta Floral, Terapeuta Regressivo, Astrólogo, Mestre em Psicanálise, autor da tese “Fatores que influenciam a aprendizagem antes da concepção”, autor da tese “Estruturação palingenésica das neuroses”, do Modelo Teórico para Psicanálise Transpessoal, dos livros “Psicanálise da alma” e “Casos de um divã transpessoal"
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