O bom da lembrança é que novas podem ser criadas
Autor Raphael Mello
Assunto PsicologiaAtualizado em 7/14/2026 5:23:43 PM

A nossa cabeça tem uma mania engraçada de congelar o tempo.
Quando a gente passa por uma fase bonita, um amor daqueles avassaladores ou um período em que tudo parecia fazer sentido, a gente corre para tirar uma foto e emoldurar na parede da mente.
O problema é que a gente se apaixona tanto pelo quadro que passa a morar olhando para ele, esquecendo de viver o resto da casa.
Quando a gente passa por uma fase bonita, um amor daqueles avassaladores ou um período em que tudo parecia fazer sentido, a gente corre para tirar uma foto e emoldurar na parede da mente.
O problema é que a gente se apaixona tanto pelo quadro que passa a morar olhando para ele, esquecendo de viver o resto da casa.
Sentir saudade do que foi bom é uma delícia, mas o sofrimento começa quando a gente transforma a memória em um teto intransponível.
A gente fica se sussurrando que "aquele foi o auge" e que nada nunca mais vai chegar perto daquela sensação.
É uma tentativa melancólica de espremer o presente para que ele caiba no molde exato do passado, o que sempre gera frustração afinal, a vida não aceita reprise.
A gente fica se sussurrando que "aquele foi o auge" e que nada nunca mais vai chegar perto daquela sensação.
É uma tentativa melancólica de espremer o presente para que ele caiba no molde exato do passado, o que sempre gera frustração afinal, a vida não aceita reprise.
Só que a falta não é o fim do mundo, ela é só o espaço que o desejo precisa para se movimentar. O bom da lembrança é que novas podem ser criadas.
O fato de você ter vivido momentos bonitos lá atrás não significa que o seu estoque de felicidade acabou; significa apenas que você descobriu o sabor de estar viva.
Olhar para trás com carinho é lindo, desde que isso não te impeça de dar o próximo passo rumo ao desconhecido.
O passado serve para nos lembrar de que somos capazes de sentir, de vibrar e de amar.
Agora, cabe a você a coragem de desviar os olhos do álbum de fotografias, bancar o susto do imprevisível e permitir que o presente te surpreenda com memórias que você nem imagina que ainda vai inventar.
Raphael Mello | Psicólogo
CRP 06/122146
@psicologo.raphaelmello
Raphael Mello | Psicólogo
CRP 06/122146
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Autor Raphael Mello Olá, sou Raphael Mello, Sócio do Espaço Cântaros, Psicólogo & Psicanalista. Atuo em clínica desde 2015 e trabalho a partir do inconsciente e suas singularidades. E-mail: [email protected] | Mais artigos. Saiba mais sobre você! Descubra sobre Psicologia clicando aqui. |








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