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O narcisismo bem resolvido


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"Meu senso crítico é bem apurado: não costumo falar além da conta e estou no direito de não saber tudo. Ora, também tenho minhas repressões. Sexo não era um assunto que eu conversava com meus pais, mas recebi deles amor suficiente para construir minha auto-estima". (Fernanda Lima)

O despertar do amor nas relações interpessoais e com o mundo à nossa volta, que envolve a natureza interdimensional do ser humano observado na sua integridade bio-psico-sócio-espiritual, requer, antes de mais nada, o gostar de si mesmo, ou seja, desenvolver o amor próprio no sentido de estruturar a auto-estima e sentir-se mais à vontade no seu âmbito de relacionamentos...

O amar-se em primeiro lugar, para depois estender esse sentimento ao outrem, é fundamental para que a experiência alicerçada na energia do amor propicie o crescimento gradual do indivíduo e do coletivo de pessoas com o qual ele se relaciona, como a família, amigos ou colegas de trabalho.

Difícilmente o indivíduo irá amar, se antes, não tiver desenvolvido a energia do auto-amor. É a partir dessa experiência íntima, que inicia-se nas relações estabelecidas na infância com a mãe, figura referencial para o bebê, que o ser desenvolve o amor-próprio de uma forma equilibrada ou desequilibrada. O saudável da questão, aponta na adolescência e na fase adulta o surgimento do narcisismo bom. O patológico da questão, sinaliza a personalidade narcisista, egocêntrica, com fixações na infância.

O narcisismo bom caracteriza-se pelo relacionamento saudável consigo mesmo e com o outrem. É aquele indivíduo que investe em si mesmo de uma forma natural e equilibrada. É vaidoso sem ser exagerado no espelho. Pratica esportes, cuida da estética, da saúde e da alimentação. Geralmente, não apresenta bloqueios em relação à sua sexualidade. No amor não tem medo de perseguir a felicidade possível e entrega-se com intensidade nas relações afetivas. Vive o presente, mas possui visão de futuro. Investe em sua imagem de uma forma que reflita a sua auto-imagem e a sua personalidade. Não se "acha", mas aparece ao natural...

O narcisismo bem resolvido é resultado de um ego bem estruturado em que o indivíduo experencia a sensação de estar de bem com a vida. Normalmente, ele (ou ela) investe no desenvolvimento de sua espiritualidade. Porém, sem dogmas ou fanatismo religioso. É por intermédio desse canal de ligação com a sua natureza transcendental que ele desenvolve o amor fraterno pelo simbólico gesto da mão estendida ao próximo, ou seja, pratica caridade como expressão de sua assumida espiritualidade...

Valores da falsa moral inseridos em culturas conservadoras que formam um modelo comportamental a ser seguido, ou seja, um ultrapassado paradigma sócio-educativo, são responsáveis pelo surgimento de inúmeros desequilíbrios psíquicos que refletem-se no comportamento humano em sociedade.

A rigidez na educação (não confundir rigidez com firmeza), é responsável pelo desencadeamento de diversas psicopatologias, desde as neuroses comuns até os transtornos de personalidade mais complicados de tratar pela psicoterapia. E o narcisismo não resolvido é um deles, porque o seu portador costuma competir conhecimento com o seu terapeuta, tornando, muitas vezes, o processo terapêutico inviável...

O narcisismo, quando bem resolvido, abre para o indivíduo um leque de possibilidades de crescimento em sua vida pessoal e profissional, enquanto o narcisismo não resolvido, por possuir um traço marcadamente egocêntrico, fecha ou restringe ao seu portador, a possibilidade de expandir-se nas áreas social e profissional.

Nascemos, crescemos e vivemos alimentados pelo equilíbrio do amor parental. Quando esse "alimento" falta nos primórdios da infância, instala-se no psiquismo do indivíduo, o déficit de amor, tornando a vida do adolescente/adulto um permanente desafio na busca de equilíbrio emocional.

A afetuosa relação da mãe - e do pai - com o bebê em seus primeiros meses de vida é de fundamental importância para que essa criança torne-se um adulto centrado e com uma consideravel bagagem de amor herdado de seus pais. Como o amor age e reage em cadeia, a tendência é esse adulto, quando for mãe ou pai, transmitir a mesma "herança" a seus filhos. E assim, sucessivamente, constrói-se o amor em cadeia, geração após geração...

Quando o amor parental é negligenciado ou exagerado na experiência infantil acontecem os desequilíbrios, e o narcisismo não resolvido é um exemplo de que o indivíduo, ao não satisfazer-se com o suprimento de amor parental, volta-se para o seu interior na ânsia de encontrar esse alimento em si mesmo.

A energia do amor tem a capacidade de fechar ou expandir consciências, e o narcisismo mal resolvido mostra-nos que a tarefa humana na educação das novas gerações encontra-se aquém da necessidade exigida pela entrada do terceiro milênio, que sinaliza a expansão da sensibilidade nas relações humanas como fator de evolução.

Psicoterapeuta Interdimensional

flaviobastos  

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Conteúdo desenvolvido por: Flávio Bastos   
Flavio Bastos é criador intuitivo da Psicoterapia Interdimensional (PI) e psicanalista clínico. Outros cursos: Terapia Regressiva Evolutiva (TRE), Psicoterapia Reencarnacionista e Terapia de Regressão, Capacitação em Dependência Química, Hipnose e Auto-hipnose, e Dimensão Espiritual na Psicologia e Psicoterapia.
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