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O peso da consciência!



 “Conheça-te a ti mesmo!”. Máxima que nos estimula desde tempos antigos, onde filósofos já a pregavam, inclusive afirmando como uma das coisas mais difíceis de atingir: o autoconhecimento.
Nos dias atuais, estamos vivendo o realce de uma grande lacuna onde de um lado há uma grande população preocupada apenas com as coisas externas, materiais, posses e poderes e, de outro, uma população dedicada aos valores internos ao ser humano. Mais atentas aos sentimentos e emoções que sentem e, também, aos sentimentos e emoções que despertam em seus semelhantes.

Desnecessário seria dizer que este segundo grupo tem uma visão de mundo muito mais ampla e profunda que o primeiro. A lacuna citada é o distanciamento no processo de comunicação entre um grupo e outro. Como se falassem idiomas completamente diferentes um do outro. Linguagens incompreensíveis, símbolos com significados desconhecidos de um para com o outro e, portanto, enorme desencontro e inclusive, desrespeito para com o outro lado.
Nesse intervalo encontram-se aqueles que ainda não se definiram: perambulam de um estado para outro. Formam a grande massa. Ora querem os benefícios materiais, ora se dizem espiritualizados correndo de um local de oração para outro, como se pela quantidade de suas andanças estariam garantindo o “reino dos céus”, desconhecendo que a quantidade de busca não significa a qualidade do encontrado.
Se o ego está de um lado, no outro se encontra a consciência. Pelo ego, busca-se a autoafirmação a todo custo: posses; poder; projeção; influência e tudo que contribua para a altura e fortalecimento da escalada ao topo, pagando o preço de todos os incômodos interiores, angústias, ansiedades, inquietudes, estados constantes de ameaças e tensões permanentes para o enfrentamento do que puder vir a atrapalhar. Tudo isso nunca assumido externamente, portanto, nunca demonstrado, passando aos “menos avisados” uma imagem de fortaleza.

Pela consciência, a vida flui  tal qual ela é, sem nenhuma necessidade de se fazer parecer, o que leva muitos a acharem fraqueza, só percebendo seus erros de avaliação quando se deparam com a “rocha” que estes revelam quando tentam de alguma forma aviltá-los.
Os que se encontram na busca interior da verdadeira paz e realização não se permitem expressar aquilo que pensam e sentem onde sabem que não haverá repercussão. Lembra o “não jogueis pérolas aos porcos”, da Bíblia.

Não é orgulho ou qualquer manifestação de superioridade frente aos demais, mas sim, representa não só o respeito e reconhecimento ao direito de cada um ser como escolhe ser, mas também o cuidado pessoal de não precisar se expor à execração por discordâncias de suas escolhas.

Muitas vezes calar na hora certa é mais corajoso do que bradar sem direções. O ser consciente quando encontra guarida, seu sussurro encontra também eco naqueles que estão a partilhar da busca dos verdadeiros significados e valores de vida.

O peso da consciência? O isolamento, o sentir-se só entre tantas pessoas!
Texto Revisado



Publicado dia 20/1/2018
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