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O prazer das paixões

por Flávio Bastos
O prazer das paixões

Publicado dia 10/10/2009 em Psicologia

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A busca do afeto, carinho e da entrega no âmbito sexual, associada à necessidade do aprendizado no âmbito do amor, fazem das relações passionais a mais intensa experiência vivenciada pelo ser humano.

Buscamos na experiência da paixão a completude, a aproximação com o Divino, o êxtase, a noção de equilíbrio e a intensidade dos prazeres da vida, que é a energia que nos estimula para a criação e para a compreensão do amor no seu sentido mais amplo.

Historicamente, o dgmatismo religioso fundamentado na fé não raciocinada e em interesses maniqueístas, reduziu o sentimento passional afetivo que é inerente à natureza humana, à condição pecaminosa, impura e proibitiva aqueles - e àquelas - que pretendem acessar após a morte física, as benesses celestiais...

O resultado dessa "proibição" religiosa fez da relações amorosas um campo minado onde a culpa, o desejo reprimido e a traição, fazem do sentimento passional uma aventura no campo da "insanidade" e da clandestinidade nas relações entre seres que se encontram para o ato do amor.

Somos seres vocacionados para experenciar a intensidade da vida no campo da felicidade possível. E esse caminho passa, inevitavelmente, pela experiência no âmbito da paixão.

Sigmund Freud detectou a energia sexual que pulsa e que pede passagem para expressar-se em seus mais diversos níveis de intensidade da sexualidade humana. Reprimir essa energia é castrar o indivíduo naquilo que de mais expressivo ele possui: o potencial criativo...

O poder religioso separou através do simbolismo condenatório representado pela guilhotina e pela fogueira da idade média, o sofrimento da noção de felicidade, prazer ou gozo. O primeiro relacionado à experiência vital como única forma de atingirmos o paraiso celestial. Os outros três, relacionados à condição de gozarmos o paraíso "se" purificados pela abstinência de pecados...

Com o passar dos séculos no enquadramento moral-dogmático da Igreja, o homem perdeu muito de sua naturalidade associada ao fluir, à leveza e à intensidade da vida representada pelo sentimento passional. Nos tornamos seres reprimidos em nossa essência. Buscamos a nossa felicidade mas não sabemos exatamente o que significa essa sensação de bem estar, porque o prazer, o gozo nos foi reprimido como sendo algo imoral, feio, pecaminoso. Algo rejeitado pelo superego em suas sistemáticas cobranças em relação às manifestações do ID através da libido, energia que pulsa em busca de vazão...

Dessa forma, ao vislumbrarmos o paraíso como única opção de gozo futuro, nos tornamos seres limitados e condicionados à nossa experiência de sofrimento na Terra, onde as patologias decorrentes da repressão a sentimentos inerentes à condição humana, geram estados de espírito em que a insatisfação e a sensação de incompletude nos prendem à energia da tristeza e do desconforto consigo mesmo.

Contudo, no alvorecer do terceiro milênio, o planeta em transformação força-nos a rever ultrapassados conceitos de uma época em que as sombras do medo superavam a luz da verdade, e que o poder religioso manipulava consciências anestesiadas pela censura a ferro e fogo, imposta à livre expressão das potencialidades humanas.

Portanto, libertar-se do cativeiro do sofrimento e desafiar o novo ao experenciar o "prazer das paixões" no fantástico patamar da sexualidade humana, é o compromisso de quem deseja transcender o apenas existir conforme rígidos princípios religiosos baseados em valores influenciados pela mentalidade vigente na idade média, herança que trazemos internalizada no superego e no inconsciente coletivo.

Viver a vida com intensidade... sem medo do novo e receptivo às vibrações que emanam do universo, é a forma mais saudável e natural de buscarmos a felicidade possível através da liberação consciente da energia passional em nossas vidas.

Não evoluímos e não transcendemos sem a experiência da paixão. Ela é básica como forma de dilatar a visão e aguçar a percepção em relação às respostas de que necessitamos sobre o significado da vida.

Vida sem gozo, sem tesão ou intensidade, é experiência estéril, árida, onde a insatisfação é a estrada que nos leva a lugares sombrios e onde a alma torna-se inexpressiva e imanifesta. Vida com prazer é experiência fértil, que desafia o novo sem medo de ser feliz, onde a alma expressa-se com a naturalidade de quem encontra-se a caminho da plenitude a partir de sua experiência vital fundamentada no presente e na construção de sua própria felicidade. 
 

Psicoterapeuta Interdimensional.

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Sobre o Autor: Flávio Bastos   
Flavio Bastos é criador intuitivo da Psicoterapia Interdimensional (PI) e psicanalista clínico. Outros cursos: Terapia Regressiva Evolutiva, Psicoterapia Reencarnacionista, Terapia Floral, Psicoterapia Holística, Parapsicologia, Capacitação em Dependência Química, Hipnose e Auto-hipnose e Dimensão Espiritual na Psicologia e Psicoterapia.
E-mail: [email protected]
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