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O tempo das coisas...


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Lembra da música do Gilberto Gil? "Refazendo tudo, refazenda, refazenda toda, guariroba" ? Então, minha vida no momento.
Quando descobri que ia realmente mudar de casa, sair da casa dos meus pais, primeiro, eu não acreditei muito. Parecia que, a qualquer momento, alguma coisa ia acontecer e mudar os meus planos. Ainda mais porque demorou (acabei ficando com o apartamento que era de uma das minhas irmãs, e ela estava esperando a reforma da casa nova dela acabar e a tal reforma não acabava nunca). Achei que algo que eu tinha esperado tanto, talvez nunca acontecesse. Por muitas e muitas vezes eu fui atrás deste sonhos, aliás, desde criança. Sempre senti que precisava de um lugar meu. Um lugar onde eu pudesse levar todas as minhas coisas e ficar um pouco menos sob a influência de outras pessoas. Ainda mais pai e mãe, que são pessoas que, querendo ou não, influenciam muito na nossa vida. Sempre tive uma boa vida em casa, sem problemas. Nunca ninguém me disse que eu tinha que sair assim, optei em estudar mais um pouco e mais um pouco, guardar o dinheiro pra meus pequenos luxos e ir adiando o sonho. Mas o dia chegou, não porque eu fiz tanto esforço pra isso, mas porque era o momento.

Como é difícil entendermos essa coisa do momento certo, né? Isso porque pensamos que o momento certo está fora de nós, lá com as pessoas ou com Deus ou com o Universo e, descobri, não é nada disso. Quando os sábios falam sobre o momento certo das coisas, estão falando do nosso momento certo interno para as coisas, e não em alguma conjunção astral maluca. Estão falando do seu preparo e do seu querer para as coisas.
Eu não saía de casa por motivos meramente financeiros. Será? Ou será que, lá no fundo, tinha um medo danado de ter que me "virar sozinha". Não que eu tenha medo disso, aliás, faço isso desde criança. Mas sempre soube que, se tivesse qualquer problemas, eles estariam lá pra mim. Talvez eu tenha alimentado por muito tempo o meu medo e precisei passar por um longo processo para me desfazer dele. Aí sim, chegou o tal momento certo.

Não adianta querer atropelar as coisas. Conheço um monte de gente que já fez isso e se deu muito mal. Precisamos ter a tal autoconsciência para saber o que devemos ou não fazer. O passo seguinte, o que precisamos esperar ou não. Não existe um tempo pré-determinado pelo Universo, mas existe um tempo interno. Algo que só a gente mesmo pode dizer se está certo ou errado. E quando todos os eventos ao seu redor corroboram para a resolução, não é que Deus está sendo bonzinho, mas quer dizer que, finalmente, a fruta amadureceu no pé. 

Eu sempre uso uma metáfora que aprendi um dia destes, na vida, nem me lembro quando. Não adianta você pegar uma maçã verde, colocá-la na sua frente e dizer "precisamos conversar". Aí você desfila um rosário de como seria ótimo se ela fosse uma maçã vermelha e madura. Que as pessoas gostariam muito mais dela, ela poderia ter fama e poder como a maçã mais vermellha do mundo, que seria perfeito e você, particularmente, ficaria muito feliz porque podería comê-la mais rápido. Sabe o que vai acontecer no final da conversa? Se tiver alguém ao seu redor, você será internada! Se não tiver ninguém você não acaba no hospital, mas acaba com uma bela e suculenta maçã verde!

As coisas e, principalmente, as pessoas tem o tempo delas. A sua verdade nunca é a absoluta. E quando temos a humildade de entender isso, sim, podemos mudar. Pode ser a própria maçã, no dia seguinte, fique vermellha, mas as suas palavras não ajudaram em nada. Só era chegado o tempo dela e só! Uma lagarta não corre pra virar uma borboleta. Se ela sair do casulo antes, será uma borborleta deficiente, sem as asas ou com incapacidade para voar. Uma comida precisa de um tempo de preparo que, se passar queima, se não chegar, ficará cru. É só olhar a natureza ao redor e se perceber como natureza. Não existe atraso, assim como não existe adiantamento. Existe o que existe. E é isso que está certo.
Ser você mesmo é certo. Não sofrer é certo. Não doer é certo! O resto é um monte de ilusões humanas alimentadas por séculos e séculos do controle de poucos sobre muitos. Que tal andar um pouco na contramão de todas as pessoas? Fazer o que ninguém admite que gostaria de verdade? Ser você mesmo?



Eu estou, tenho certeza, no meu tempo certo. Feliz da vida com todas, todas as minhas conquistas. Mas muito consciente de que sou só um espírito eterno, cheio de possibilidades e experiências ainda por serem vividas. Agora, mais do que nunca, na minha própria casa!

Texto revisado
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Conteúdo desenvolvido por: Andrea Pavlo   
Psicoterapeuta, taróloga e numeróloga, comecei minhas explorações sobre espiritualidade e autoconhecimento aos 11 anos. Estudei psicologia, publicidade, artes, coaching e várias outras áreas que passam pelo desenvolvimento humano, usando várias técnicas para ajudar as mulheres a se amarem e alcançarem uma vida de deusa.
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