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Pai também pode ser mãe


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Após o último dia dedicado às mães, fiquei pensando muito sobre o que é ser mãe, porém com uma percepção espiritual, essencial, fugindo do discurso comum de gestar, de dar a vida, que é importante, mas limitante. Entendo a energia materna como a condição de gerar, cuidar, nutrir, proteger, estimular, fortalecer... isso acontecendo de forma ampliada no âmbito material (individual e social) e emocional. Dessa maneira, não percebo uma vinculação intrínseca com a essência maternal com a condição biológica feminina.
Ser mãe também pode ser olhada como uma construção social. Conheço muitas mulheres, nascidas, criadas e que se entendem como tal, nas quais não existe de maneira vibrante, ostensiva, essa essência que impulsiona para a maternidade. E num contraponto, conheço alguns homens que vem se empenhando em cultivar e estimular o fortalecimento dessa vibração materna.
Não estou falando de pessoas que se encaixam no amplo espectro da diversidade de expressão sexual do grupo LGBT, mas sim de uma diversidade enorme de construção cultural daquilo que se convencionou como parte do universo masculino e do universo feminino.
Em geral, a linha que delimita esses espaços é muito tênue e vem sendo cada vez mais esmaecida principalmente com os movimentos de emancipação feminina, a inserção da mulher em um mercado de trabalho com ocupação de cargos e funções anteriormente destinadas ao sexo masculino. Inicialmente, apenas por uma questão de empoderamento, mas que foi absorvida como uma necessidade econômica.
Muitas mulheres trabalhando formal e informalmente fora de seus lares, passaram a dividir e muitas vezes assumir integralmente um papel que era destinado exclusivamente ao homem: o de mantenedor e provedor da família. Se a essência feminina incorporou atribuições masculinas, muito pouco ou quase nada observou-se do oposto. Os homens encontram muita dificuldade em incorporar as características e os valores da essência feminina. Em uma reunião de pais e professores nas escolas, em geral só encontramos mães.
Observamos, em alguns casos, ensaios bem básicos de homens que tentam executar tarefas ligadas ao protótipo estabelecido como feminino, com bastante dificuldade. Um exemplo disso são as tarefas domésticas, principalmente quando necessitam lidar com crianças muito pequenas. A argumentação em geral é a falta de treino e de jeito...
Quando voltamos o olhar para as mulheres que se dedicam às atividades profissionais e à administração das contas da família que eram atribuições estritamente masculinas, percebemos que em algum momento elas se apoderaram dessas atribuições e vem desempenhando de forma eficaz.
Entretanto, não observamos o cultivo da essência maternal permeando esse universo paterno. O que se observa é que essa dicotomia permanece, não de uma forma material na execução de tarefas, mas de uma maneira mais essencial, na sua forma mais ampla que é o amor. O que faz com que o homem/pai não se encante com as conquistas de uma criança na escola tanto quanto a mulher/mãe. Seria isso orgânico ou uma construção social.
Quantas vezes se faz referência da lacuna que ficou no lar, com a saída da mulher para o mercado de trabalho, muitas vezes delegando a terceiros uma função maternal que não lhes cabe.
Talvez, se o homem se tornasse mais mãe, se isso fosse construído desde os primeiros anos, se fosse permitido às crianças vivenciarem os dois lados do sentimento, os futuros filhos estivessem mais amparados. Teríamos em cada componente das famílias as duas essências. Homens e mulheres guardariam em si amor maternal e paternal para distribuir com seus filhos. Na ausência de um, o outro supriria com seu potencial. Utopia? Mas, não é a partir do sonho que construímos um novo mundo?
Pensemos nisso... As mulheres já vêm sendo bons pais há muito tempo. Será que não está na hora dos homens começarem a ser boas mães?

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