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PAUSAS

por Elena Mara de Oliveira Ramos

Publicado dia 14/8/2008 em Psicologia

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Esperar é enfadonho. Você fica parado muitas vezes e, na maioria delas, amargando em pé numa fila do caixa: do supermercado, do banco, do cinema, do ingresso para o jogo no Maracanã (nesse caso, além de estar em pé também pode estar espremido pela multidão). Pode ser que você esteja esperando no trânsito, no sufoco do calor e do barulho. Também pode estar sentado confortavelmente em casa com um telefone engatado no ouvido, aguardando intermináveis minutos, a simpática atendente de algum lugar distante voltar.

Sem falar da fila nos hospitais públicos esperando com dor, machucado e doente, para ser atendido pelos médicos-heróis que trabalham costumeiramente sem subsídios, nenhum alento e dobrando plantões em busca da sobrevivência. Existem esperas para se ter acesso a algum tipo de educação, aquela que chamamos de fundamental, com filas que se desdobram em esquinas, noites e dias por uma vaga. Existem esperas existenciais? O telefonema que não vem, o trabalho que não chega, a "sorte" que não muda...

Esperar se aplica ao mundo da "suspensão". Você está suspenso, sem ter o que fazer, a não ser esperar. Sua vida entra em estado de limbo. Resta a você esperar. Toda essa espera implica em ter trabalhos, atividades, compromissos, lazer e mais uma gama de ações em compasso de espera também. Esperam por você para dar continuidade à vida. Afinal, é você quem VIVE.

Esperar pode ser desagradável, mas não quando se torna um trampolim para a PAUSA. Esperar é o mesmo que Pausa? Não, para mim. Nem sempre que esperamos estamos em pausa, mas sempre que há pausas, há um modo de espera. A Pausa necessita de uma escolha, a Espera independe de você. Na Pausa você provoca, reconhece sua participação no momento; na Espera você é posto à prova.

Esperar pode se transformar em pausa, mas pausas não são esperar. Esperar pode ser oportunidade se a escolha provocar uma pausa. A pausa é necessária para a saúde; esperar nem sempre. Não adianta, convença-se: da próxima vez que tiver que esperar, transforme e aproveite. Faça a escolha pela Pausa.

Não adianta preocupar-se com o que não consegue mudar ou corrigir; a sua preocupação não mudará a situação. E o que já está resolvido ou possui o seu controle não precisa da sua preocupação. Então, para que preocupar-se? Assim dizia Marcus Tullius Cícero, orador e filósofo notável de Roma, 106 a.C.- 43 a.C.

Faça Pausas na sua vida, mesmo que a Espera seja doída. Presenteie-se. Pausas são saudáveis para o cérebro, nossas células cerebrais equilibram-se e dobram sua força energética; significa, entre tantos benefícios, pensar com mais clareza e objetividade, maior capacidade de dedução e raciocínio lógico. Pausas beneficiam o físico, descansam os esquemas corporais de força, melhorando suas ações e a disposição. Pausas confortam as emoções, acalmam, aquietam e sensibilizam o coração. Pausas são ótimas para o espírito, aguçam a intuição, resgatam missões, religam-nos à Grande Fonte, facilitam o nascimento de vínculos e despertam a alma.

Então, da próxima vez, no seu próximo momento, em qualquer lugar, esteja presente com você mesmo, aproveite a onda da vida e "surfe" na Pausa. Mente dinâmica e em paz.

Comece prestando atenção à sua respiração, não tente modificá-la. Cada um de nós tem um ritmo próprio de respirar. Descubra o seu. Observe-se, respeite seu modo de ser. Como você está naquele momento? O que sente? Aceite o que estiver sentindo. Como você respira? Lento, devagar, rápido, ofegante? Sua inspiração e expiração são contínuas? Entrecortadas? Procure conhecer qual o alcance da sua inspiração. Vai até o peito ou estende-se ao diafragma? Conhecer é observar sem impor, não pense em como deveria ser o certo e sim em como realmente é. Não se julgue, apenas observe, acolha e respeite o seu modo de ESTAR.

Você está surfando na onda da Vida! Lembra? Faça como o surfista que observa sem julgar, abraça, acolhe e respeita o mar.

Conforme for observando sua respiração vai perceber que ela vai adquirindo naturalmente um jeito próprio e peculiar de se equilibrar. É o seu jeito. Observe suas mudanças.

Se você continua em modo de espera pode levar sua atenção para seu corpo. Lembre-se! Observando sem tentar mudar, sem comandos para relaxar, apenas fazendo contato com essa pessoa que é você. Fique atento ao seu rosto, perceba a expressão, a posição de outras partes do seu corpo. Procure apenas sentir cada parte, da cabeça aos pés. Existe algum desconforto? Se existe, onde e qual? Apenas registre o que acontece. O que você sente? Vá ao seu coração e acenda uma luz imaginária branca e brilhante nesse espaço do peito. Apenas imagine, não se preocupe em ver.

Faça pausas em sua vida, parado, andando, sentado, em pé, no ônibus, no banho, em qualquer lugar. Invente, crie espaços de Pausa. Inclua a meditação na sua vida e no seu viver.

Você pode ampliar seu estado de observação para o ambiente externo, o lugar ao redor, as pessoas. Lembre-se, sem julgamentos de que se deve observar isso ou aquilo. Apenas se deixe levar pelo olhar e observe cores, nuances, objetos...

Não espere pelos milagres. Você já é um! Você já vive um! Faça outros acontecerem. Escute seu coração, a sabedoria do seu organismo e os Mestres que falam por ali.

Como diz a velha canção: "Quem sabe faz a hora não ESPERA acontecer". Faça acontecer PAUSAS no seu próximo momento de espera. Confie em "surfar" nas ondas da vida seguindo a maré do seu coração.

Texto revisado por Cris

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Sobre o Autor: Elena Mara de Oliveira Ramos   
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