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Pelo Amor de Deus


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Tive três filhos biológicos, em duas gestações. Amei muito estar grávida, conversava muito com meus filhos dentro da minha barriga, vivia um relacionamento feliz, desejava muito ser mãe.

Ainda assim, tive que lidar com o ganho de peso, o edema, a dificuldade para dormir, azia, refluxo. Tudo isso enquanto estava grávida.

No pós parto vieram as dores da cicatrização, as dificuldades para amamentar, as cólicas do bebê, e muitas filigranas que acontecem no dia a dia de quem é mãe.

Consegui passar por todas essas etapas com apoio da minha família, do meu companheiro, que era presente e participativo dentro da sua competência, e fazendo valer o meu equilíbrio e maturidade de mulher com mais de vinte e cinco anos de idade.

Ainda assim, aos trinta e dois anos de idade, depois de parido os gêmeos, tive uma pausa menstrual que me levou a suspeitar de uma nova gravidez. As crianças tinham aproximadamente oito meses. Eu entrei em pânico.

Já me imaginava gestante outra vez, com uma escadinha de filhos e, dessa vez, uma gravidez indesejada.

Nosso casamento ainda estava equilibrado, e a minha insegurança veio simplesmente da incapacidade de amar uma criança que, naquele momento, ia pesar muito na minha vida. Eu não me sentia capaz.

Foram noites atormentadas, sonhos, conflitos internos, muitas lágrimas em segredo contemplando o sono dos bebês e tentando decidir.

Não queria o bebê, mas, como pensar em abortar se a vida inteira aprendi que aborto é crime? Eu, que todas as vezes que fui solicitada a ajudar mulheres que pensavam em aborto, tentava demovê-las dessa ideia. Eu que sempre acreditei que vale qualquer sacrifício para se manter aquela vida...

Mas, nesse momento, eu não queria ter esse bebê. E, mergulhada em uma angústia, em um sofrimento muito grande, sentenciei ao marido:
- Se eu estiver grávida, vamos ter que lidar com o aborto e com a terapia. Decididamente, eu não quero esse bebê.

Na verdade, era apenas para mais uma vez eu me colocar no lugar de curador ferido. Não houve necessidade de aborto. Logo voltei a menstruar e tudo voltou ao normal. A exceção foi meu julgamento que se modificou. Ainda que por pouco tempo eu estive no lugar de tantas mulheres que por tantas razões decidiram não levar adiante uma gravidez. Senti suas angústias e seus conflitos. Passei a respeitá-las.

Eu tinha trinta e dois anos e pude decidir.

Continuo acreditando em reencarnação, em espiritualidade e em compromissos, e, não consigo ficar distante da criança violentada na sua inocência, que iria ser obrigada a gestar um filho.

Certamente, ela não conversava com o bebê dentro da sua barriga, ela não desejou esse bebê. Ela foi arrancada do seu mundo de criança desde os seis anos de idade. Ela merece ser criança, ela merece colo, ela merece uma família.

E ele, o tio, de mim ele não merece nada. Ele não merece nem estar aqui nesse mundinho de meu Deus. O mundo dele é outro que prefiro não dizer...

Texto Revisado

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Conteúdo desenvolvido por: KATIA LEONI DA COSTA NUNES   
Sou médica por graduação e Terapeuta por afinidade. Trabalho com Terapia Floral, Reiki e Tarot Cigano. Orientadora espiritual.
E-mail: [email protected] | Mais artigos.

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