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Perdão?

por Andrea Pavlo

Publicado dia 27/6/2020 em Psicologia

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Perdão, pode me passar o sal? Perdão, pisei no seu pé. Perdão aos pecadores. Perdão por existir.

Confesso que já li um monte de livros sobre perdão e, mesmo assim, nunca entendi o conceito direito. Acho que tem a ver com aquela coisa de ser um conceito vago, inexpressivo, mas que, sabemos, faz toda a diferença nas nossas vidas. Confudimos demais essa palavra e, eu, no meio de um processo em que perdoar algo será a diferença entre o passado e o futuro, me pego estudando isso.
Confundimos perdão com permissão. Na minha cabeça se eu perdoo alguém, realmente perdoo e não tem volta. A pessoa recebe o selo de aprovação e passamos para a próxima fase. Mas o problema é que, esse tipo de "perdão" deixa um problema muito grande pelo caminho. Ele acaba sendo um tipo de permissão que damos ao outro de fazer novamente. Perdoa-se uma vez. A pessoa volta a fazer. Mesmo que ela fale que não, que vai mudar, que tudo é diferente agora.

Às vezes, o outro não fala, mas até mesmo age diferente. Um dia, desprevenidos, nos pegamos chorando pelo mesmo motivo de novo e de novo e de novo. Peraí, isso aí não deve ser perdão.
Então, o que é? Jesus perdou Judas e ele fez uma sacanagem grande com ele. Mas, ao mesmo tempo, Jesus sabia que era necessário. No final, Judas não foi um cara não muito legal, mas aquele que fez o que era necessário. Se Deus tivesse batido na porta de todos os apostolos e dito "e aí, topa uma sacanagem com Jesus?", é óbvio que ninguém teria topado. Foi preciso se esgueirar numa insegurança de Judas, uma necessidade de dinheiro, para que a coisa toda acontecesse.

E se Judas não tivesse traido Jesus? Será que estariamos acordando cedo no domingo para ir à missa? Talvez não.

O que eu quero dizer é que tudo tem um porquê, uma razão. Por mais horrível que seja aquela coisa que o outro fez com você, aquilo tinha um motivo. Não entendemos na hora porque sofremos, porque grandes coisas geralmente têm uma grande dor envolvida. Então, o que não aceitamos: o que o outro nos fez ou o que a vida nos fez? No final, todas as pessoas são só peças de um grande quebra-cabeças, fazendo aquilo que suas almas pedem. Isso, muitas vezes, envolve outras pessoas. E e aí que a porca torce o rabo.

Se alguém não tivesse feito as coisas que fez comigo, eu seria a mesma pessoa? Com certeza, não. Eu estaria em uma situação melhor? Não sei. Será que estaria? Será que a versão que eu escolhi para o meu reencarne e para a experiência que vim buscar na Terra, não exigia justamente esse tipo de sofrimento? Será que a dor não é só um personal trainner que bate na porta da sua casa às seis da manhã toda segunda. quarta e sexta e quer, justamente, que você se levante para algo que é melhor para você.

O problema é não confiarmos nos processos e acabarmos matando o mensageiro. Os mensageiros. Colocarmos a culpa em coisas que precisávamos passar em pessoas especificas e aí, meu amor, é bem complicado perdoar. Perdoar um pisão no pé, tudo bem. E perdoar quem fez mal de verdade a você? Quem violou a sua vida, seu corpo, ou até mesmo fez isso com alguém que você ama muito, como um filho. Qual é o grau de evolução que precisamos ter para entender isso tudo e não ficarmos presos ao passado, à dor, ou a aquilo que nos fizeram?

Perdoar não é permitir fazer de novo. Você pode, e muitas vezes deve, perdoar a ir embora. Preservar a sua vida, respeitar a sua história e agradecer as lições aprendidas e os acordos que você mesma fez com o Universo. Isso vai tirar uns 5 quilos e culpa e desânimo. Isso vai te deixar leve o suficiente para, finalmente, voar.

Texto Revisado

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Sobre o Autor: Andrea Pavlo   
Psicoterapeuta, taróloga e numeróloga, comecei minhas explorações sobre espiritualidade e autoconhecimento aos 11 anos. Estudei psicologia, publicidade, artes, coaching e várias outras áreas que passam pelo desenvolvimento humano, usando várias técnicas para ajudar as mulheres a se amarem e alcançarem uma vida de deusa.
E-mail: [email protected]
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