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Podemos chorar juntos?


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O número de pessoas que entendem não poderem demonstrar seus sofrimentos às pessoas que estão sofrendo, pensando que irão aumentar a dor é enorme. Em consultório, ouvimos os relatos mais dolorosos sobre o quanto marido, esposa, filhos, pais “são insensíveis” ao sofrimento que estão atravessando.
Muitos pais acham que reconhecer que a situação que os filhos estão enfrentando é realmente muito difícil é desencorajá-los de enfrentar, é fazê-los fracos.
Muitos maridos, mais racionais, acham que reconhecerem os sentimentos de suas esposas as farão ainda mais sensíveis e choronas. Assim como esposas reconhecerem a razão de uma colocação afastarão os maridos ainda mais dos sentimentos.
Chefias, nos mais variados níveis hierárquicos, entendendo que reconhecerem as razões apontadas por seus subordinados (sabedores que eles estão corretos) os deixarão à mercê de novas queixas e reclamações. Insatisfações, desmotivações, desencantos, barreiras que vão se interpondo entre pessoas e que geram a perda do brilho que as relações poderiam ter tido.
Todos conhecem histórias para contar, de pessoas que poderiam ter sido felizes, bem-sucedidas, enfim, todos viam que tinham tudo para ter dado certo, só não houve a abertura dos envolvidos, presos nas artimanhas de conceitos deturpados, ideias que não se baseiam em fatos, mas nos “acho que” da vida, normalmente transmitidas com ênfase por alguém, nunca vividas por quem as defendem hoje.
Reconhecer os momentos que o outro está passando é sensibilizar-se com sua dor e mostrar-se ao seu lado para auxiliar no que for possível, e muitas vezes o possível é apenas escutar. E também, na grande maioria das vezes, o que o outro realmente necessita é de alguém que possa escutá-lo. Não mais do que isso.
Quando se tenta disfarçar sentimentos, os comportamentos tornam-se tão estereotipados, soam tão falsos que ferem profundamente àqueles a quem se está tentando esconder o que se sente.

O pai está prestes a passar por uma grande bateria de exames, todos já sabem que os resultados apenas confirmarão uma doença que tem alto risco de vida, o pai está angustiado e muito aflito e só escuta de seus filhos: “Não é nada, pare com isso, desse jeito, sim, você ficará doente”, e todas as vezes que o pai quer falar sobre seus medos, suas angústias ele é cortado por comentários desse tipo, comentários que negam a seriedade da situação. Negar o problema que o outro está passando representa para este outro (o pai) a negação de si mesmo, não ser reconhecido pelos filhos. A tradução de um cliente que passou por isso com seus familiares foi dita por ele assim: “Eu entendi que eles estavam me dizendo que eu não tinha nada sério e que estava fazendo tempestade em copo d’água. Isso me doeu demais. Mais que minha própria doença, confirmada logo nos primeiros exames”.

Também ocorre da pessoa que está passando pelo problema querer se fazer de forte e aí, então, age como se nada estivesse acontecendo, impedindo o outro de se manifestar em seus temores, e piorando tudo por distorcer as situações e, sem perceber, cobrar do outro comportamentos impossíveis ou até mesmo “jogar culpas” no outro por sua situação não assumida.
Compartilhar é uma arte, não significa dar nada ou despejar tudo sobre o outro. Compartilhar significa repartir anseios, medos, temores, alegrias, entusiasmos, conquistas, cada um vivendo a sua parte, sem estar a invadir ou ser invadido pelo outro. Compartilhar significa tomar parte, o que representa o reconhecimento de existir dentro de uma vida.
Chorar junto quer dizer reconhecer o problema do outro e estar sensibilizado com e por isso. Chorar junto significa aqui o compartilhar e reconhecer as dores alheias, colocando-se lado a lado para o enfrentar junto.
Significa reconhecimento, acolhimento e identificação com o momento que se está vivendo.

Texto revisado
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Conteúdo desenvolvido por: Paulo Salvio Antolini   
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