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O CONHECIMENTO DE SI MESMO DÁ SENTIDO A VIDA



A lembrança de nossa criança interior nos possibilita a experiência do valor oculto do mundo interior, mas para isso é essencial que o mundo interior se torne real para nós.

Muitas vezes relutamos em olhar para dentro ou para o passado com medo de reviver feridas emocionais, situações que não compreendemos e que não foram curadas, apenas “esquecidas”.

A privação infantil de amor e afeto não é passível de cura através de um relacionamento íntimo com um adulto – o que é comum quando inconscientemente queremos do companheiro o que não recebemos dos pais, nem reparada através do dinheiro ou do sucesso. Ela só pode ser curada através de uma mudança no relacionamento do indivíduo com sua própria criança interior ferida.
Como? Levando essas feridas à consciência.

Revivendo-as emocionalmente, livramo-nos da influência compulsiva do complexo, da carência, da repetição do erro que nos leva a uma nova ferida.
A consciência da criança interior ferida tem poder de cura!
Só a consciência pode romper o ciclo trágico da cadeia de sofrimento (cultural e familiar). O sofrimento aí então adquire um significado existencial, com sentido próprio para o indivíduo.
Se nos conscientizamos de nossas feridas, pouparemos nossos filhos, amigos e amantes, até certo ponto, da picada que nos feriu.

Conhecer o sentido de nossos sofrimentos pode nos dar coragem para suportá-los e ultrapassá-los. Enquanto uma atitude – qualquer que seja - permanece inconsciente, resiste a ser modificada pela razão. Reviver uma ferida infantil tem como objetivo a recuperação de nosso verdadeiro eu, pois o complexo infantil determina nossa visão do mundo. E precisamos esquecer a versão do mundo que aprendemos ou inventamos na infância para podermos desfazer nossas ilusões e verdadeiramente realizar nosso destino.
Isto deve ser feito com acompanhamento espiritual e psicológico profissional afim de que todo o cuidado e respeito pela dor sejam preservados.

O ato de testemunhar a outrem, e como isso é feito, tem o poder de transformar o que é testemunhado. Principalmente a dor, pois a dor sempre é algo pessoal e que separa as pessoas, e a partilha aproxima pela afinidade e confiança. O grupo ou “pessoa testemunha” é continente e solidário, pois é prenhe tanto da ferida quanto da cura, tanto da dor e da vergonha, quanto do alívio e da graça.
Portanto a primeira providencia em relação ao cuidado da criança ferida, será o de entrar em contato com ela e assumir o compromisso de cuidá-la, de ouvi-la, de acompanhá-la e principalmente de amá-la... Assumir um compromisso consigo mesmo requer um mínimo de ética e expectativa da própria alma, afim de não decepcionar a parte moral (a justiça, o dever) e a parte divina (a necessidade da alma) de nós mesmos, pois um compromisso deve ser honrado não importa o que acontecer.

O compromisso é um dos fundamentos mais importantes do caráter, e é a base de todos os relacionamentos, porque é dele que nasce a confiança. E a confiança, ou a falta dela, geralmente está envolvida nas primeiras feridas de todo ser humano, na geração da maior parte dos problemas de insegurança e baixa auto-estima.

Esse primeiro contato deverá ser buscado em lembranças, sentimentos, situações, que sugiram um não compromisso básico na infância daqueles que eram importantes para a sua criança. Situações, sentimentos, lembranças que você sente que possam ter deixado alguma marca na sua auto-estima, autoconfiança e mesmo confiança nos outros e no mundo. A maneira como tecemos esses pontos em nossas próprias experiências e decisões determinam o sentido e o sucesso da vida de cada um. Sucesso como movimento contínuo, perseverante e comprometido, para ir adiante em direção a uma meta. Sucesso como um processo, não um fim.

Os nossos valores são como pontos que foram sendo costurados para frente e para trás a fim de criarem uma peça inteira de tecido, toda uma vida. Quanto mais firmes os pontos, mais firme a trama. Quanto mais firme o caráter, maior o sucesso e maior a felicidade.
E quanto mais consciente for o ato de tecer a trama de nossa vida, mais próximos estaremos de uma plenitude não só desejada mas realmente vivida.

Rose Lane Romero da Rosa
Psicóloga – Analista Junguiana
draroseromero@terra.com.br
Publicado dia 16/5/2004
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Autor: Rose Romero   
Psicóloga Junguiana, Teóloga e Facilitadora das Oficinas ArteVida de Meditação do Projeto Labirinto
E-mail: draroseromero@gmail.com | Mais artigos.

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