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Profissão Terapeuta

por Maria Isabel de Oliveira

Publicado dia 11/7/2008 em Psicologia

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A terapia é uma viagem de autodescoberta. Não uma jornada curta e simples, nem tampouco livre das dores e tropeços. Há perigos, há riscos e nem a própria vida passa sem eles, já que em si constitui uma viagem para o desconhecido, que é o futuro. A terapia retoma o passado esquecido e esta não é uma época segura e tranqüila, pois se o fosse, não teríamos vindo dela marcados pelas cicatrizes das batalhas. Esta não é uma viagem que eu poderia recomendar a alguém fazer sozinho, apesar da certeza de que houve os corajosos que a empreenderam por si.

A palavra "terapeuta" (do grego, "therapeutés") significa "servidor, curador". Ao terapeuta cabe criar condições para a reconquista de fluidez, transparência, consciência e flexibilidade, tornando o indivíduo fértil e cultivável, senhor de sua consciência orgânica de cura. Suscetível de ser cultivado e trabalhado, ele é também aquele que cura a si mesmo, na medida em que opta pelo caminho da responsabilidade sobre si, compreendendo seus limites e possibilidades como ser humano.

O terapeuta funciona como guia ou navegador; seu treino levou-o a reconhecer perigos e a aprender como enfrentá-los; além disso, será o amigo que oferecerá a mão compreensiva e encorajadora quando vier o mau tempo. É necessário que o terapeuta tenha feito a sua viagem pessoal ou que esteja a meio caminho, e com um nível suficiente de experiências armazenadas, para poder já ter construído um senso sólido de si mesmo e estar suficientemente preso à realidade de sua própria pessoa, para que possa servir de perto ao cliente, nos momentos em que as águas tornarem-se essencialmente revoltas.

A viagem de autodescoberta não acaba nunca; não há a terra prometida onde, finalmente, podemos aportar e ficar. Nossa integralidade nos escapará continuamente, conquanto cheguemos perto dela a cada momento. Uma das razões para este paradoxo é vivermos numa sociedade altamente civilizada e técnica, que vai nos levando, a alta velocidade, para cada vez mais longe do ambiente do qual somos parte integrante. Mesmo quando a terapia é bem-sucedida, não ficamos livres de todas as tensões, dadas as condições que a vida atual nos impõe constantemente e que nos impelem para novas tensões. O poder que as terapias e alguns terapeutas se advogam, de eliminar por completo os efeitos de todos os traumas vividos durante o desenvolvimento e o crescimento, é algo a ser questionado, pois acredito ainda, que são as tensões, este acúmulo de energia, os propulsores de novas e constantes buscas do processo evolutivo.

É de se perguntar, então, o que é que se ganha fazendo terapia, já que não há uma liberação completa das tensões e nem um término para a viagem? Felizmente, a maior parte dos que buscam esse tratamento não está atrás de nirvanas nem de jardins de éden. As pessoas estão confusas, desesperadas às vezes e precisam de ajuda para continuarem a jornada da vida. Fazê-las remontarem a épocas anteriores pode provê-las dessa força, se houver uma melhoria em sua autoconsciência, se puderem expressar-se melhor e aperfeiçoar seu autodomínio. Estarão melhor equipadas para lutar se tiverem um senso mais forte de si mesmas. A terapia pode ajudá-las nesse sentido, pois as libera de suas restrições, aproximando-as de sua verdadeira e autêntica natureza, fonte de sua força e de sua fé.

Considerar a terapia como um processo interminável levanta uma questão de ordem prática? Quanto tempo vou ter que vir vê-la?, perguntam-me os pacientes. Como utilizo a Astrodiagnose, inclusive para ter uma premissa do tempo mínimo necessário para a terapia, além de responder objetivamente, complemento com uma resposta prática, mas subjetiva: “Você ficará em terapia tanto tempo quanto sentir que vale a pena em termos de tempo, de esforço e de dinheiro”. No entanto, posso interromper uma terapia se sentir que não está levando a nada, no sentido de impedir o paciente de usá-la como muleta existencial. Já o paciente terminará o vínculo terapêutico quando sentir-se capaz de assumir por si a responsabilidade pela continuidade de sua evolução, ou seja, quando achar que pode continuar a viagem sem outro guia. O verdadeiro critério da terapia bem-sucedida é fazer com que o cliente dê início e mantenha um processo de desenvolvimento que se perpetue, independente dos préstimos terapêuticos.

Aquário, signo regente desta Era, prenuncia que encontraremos o guru ou guia dentro de nós, pois ele sempre esteve lá. Aproxima-se o momento desse reencontro, dessa comunhão com a nossa divindade, onde deixaremos para trás todas as muletas, todos os “gurus” que nos acompanharam até aqui, mas enquanto isso, haja TERAPEUTAS!

Texto revisado por Cris

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Sobre o Autor: Maria Isabel de Oliveira   
Maria Isabel de Oliveira tem formação em Cosmobiologia e Naturopatia, especialização em Fitoenergética e pós-graduação em Análise Bioenergética.
E-mail: [email protected]
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