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Quando se fala demais!

por Paulo Salvio Antolini
Quando se fala demais!

Publicado dia 30/10/2012 em Psicologia

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O marido volta para casa após um dia de trabalho e, irritado, "despeja" toda a revolta que sentiu com seu colega, que o deixou numa situação delicada. A esposa, é claro, quer mais detalhes, além de participar nos comentários críticos a respeito do outro. E como normalmente acontece, o assunto durante o jantar e mesmo em frente à TV passa a ser o desentendimento ocorrido no trabalho, naquele dia.
A garota chega em casa e lança-se na cama aos prantos e quando sua mãe lhe pergunta o que houve, conta toda sua briga com o noivo, sem esquecer nenhum detalhe e dando ênfase nos pontos que, a seu ver, valorizar ainda mais a causa do seu sofrimento. A cena se repete quando o pai chega e a mãe, cuidadosa com sua filha, imediatamente o coloca a par da conduta do futuro genro, fazendo a filha repetir tudo o que lhe contara, sem deixá-la esquecer nenhum "detalhe".
Muitos outros exemplos poderiam ser aqui descritos, vocês devem estar se lembrando de "n" situações semelhantes. Mas o que não é levado em consideração é a existência do dia seguinte. O colega que se indispôs com o companheiro de trabalho se explica, mostrando que houve um pequeno mal entendido, ou mesmo se desculpa dizendo que já falou com seu superior hierárquico, eliminando a indisposição. Os dois se entendem e a relação se normaliza.
Após uma noite mal dormida, os noivos se encontram e fazem as pazes, com muitos pedidos de desculpas, ambos assumindo seus erros, reforçando a reconciliação com carinhos, que os deixam ainda mais próximos. Pequenas coisinhas foram esclarecidas, arestas foram aparadas e ampliou-se o campo de entendimento entre o casal.
Para o marido, para a garota, tudo está esclarecido e, melhor: SUPERADO. Só que agora eles se vêem diante de problemas um pouco maiores: suas famílias que, afinal, foram intensamente envolvidas com os acontecimentos. Estes não "resolveram" as suas diferenças. A mágoa entre os familiares se mantém e, lembrem-se, eles "compraram" essa briga. Daí a expressão "tomar as dores".

A esposa por vários dias pergunta sobre o companheiro de trabalho e o marido diz que já está tudo bem, tornando-se evasivo e "escorregadio". "Deixe isso para lá, já está tudo resolvido e você fica remoendo este assunto!". Algumas vezes acabam por se desentenderem por essa causa. Ela sente-se injustiçada, pois estava apenas interessada no bem-estar do marido e ainda é tratada de forma rude. O que era um incidente no ambiente de trabalho agora é um "pano de fundo" no contexto da relação familiar. Sim, porque por um bom tempo ela terá em mente o tratamento recebido por seu marido "apenas" porque quis defendê-lo. Magoas e ressentimentos se instalaram entre o casal, mas no trabalho, tudo está resolvido.
A garota agora não suporta mais a pressão dos pais, pois eles não aceitam de maneira alguma que ela possa estar tão bem com o noivo após todo o relato negativo que ela mesma fez sobre ele. Argumentam a todo momento. A frase "você mesma nos disse, vai querer negar agora?" é dita constantemente. A relação com o noivo está bem, mas começa agora uma nova situação: conciliar a convivência dele com seus pais. Como fazer tudo voltar ao normal? Antes ele era bem recebido, convidado a ficar para jantar, agora mal dizem boa noite. Ele está incomodado e isso começa a interferir no relacionamento do jovem casal.
É preciso lembrar que o que nos incomoda hoje será resolvido amanhã e até superado. O incômodo acabará por perder sua importância, dando lugar a novos estados e emoções. Mas os que estão ao redor acabam por manter acesa dentro de si toda a magoa que sentiram por ver um ente querido sofrer.
É muito importante que saibamos contornar os acontecimentos desagradáveis, evitando expô-los, principalmente aqueles que nos ferem, até que passe o momento agudo da dor, para depois então falar sobre ele, caso seja necessário. Não se deve confundir "ter alguém para desabafar" com "descarregar toda a sua raiva e revolta, despertadas momentaneamente". Lembre-se: daqui a pouco elas irão embora. O problema que você criou, não.

Texto revisado

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