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Quem sou eu no pós pandemia?


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A pergunta parece estranha? Deixei de ser eu mesmo?
Estamos chegando a um momento que parece sinalizar a proximidade do fim da pandemia. Ao longo desses mais de 18 meses tivemos nosso convívio social restringido, permanecemos isolados de pessoas que constantemente influenciavam nossas vidas. Claro que as redes sociais ainda nos mantiveram conectados. Entretanto, podíamos selecionar com quem falar, quem ouvir, apenas com um toque na tecla. Bem confortável isso.

Tenho observado em muitos pacientes uma grande apreensão com este retorno a uma possível normalidade. Para alguns parece surgir uma certa fobia social, um medo de estar com o outro frente a frente, ou de enfrentar desafios quando perambular como antes pelas ruas das cidades. Pessoas perderam a prática de dirigir seus carros, de tomar decisões por si mesmas, de encarar situações inesperadas que surgem quando estamos fora da proteção do lar.

Mas gostaria de propor aqui uma outra perspectiva. Claro que para muitos talvez seja insegurança mesmo, contudo, não necessariamente para todos.

O que percebo é que a falta de exposição permitiu que nos tornássemos mais autênticos com nossos próprios desejos. Como não estávamos sujeitos às cobranças e expectativas dos outros passamos a fazer aquilo que mais nos agradava, mesmo que não fosse o “politicamente esperado” ou que transigisse os modismos do grupo social onde nos inserimos.

E, agora, após toda essa liberdade – que coisa paradoxal falar em liberdade na pandemia – estamos receosos de voltar aos moldes socialmente estabelecidos que nos aguardam lá fora. Isso por que, nossos corpos estavam presos, mas nossa expressão pessoal estava livre para se manifestar tal qual a desejamos.

Então, penso que é hora de parar e repensar a vida, de repensar a nós mesmos. Quem eu sou? Quem o mundo tinha me feito e quem desejo ser agora?

O ser humano precisa viver o seu real desejo para alcançar felicidade. Enquanto vivemos o desejo alienado pelo desejo do outro, a gratificação desse desejo não produz felicidade, porque não é real, é alienada.

Estamos em um momento que nos descobrimos à parte desses desejos alienados. E qual o meu desejo mais verdadeiro de ser?

Essa é a pergunta que eu, você e todos nós devemos responder agora. Aproveitar a oportunidade para retornar à relativa normalidade buscando fazer e ser aquilo que mais nos agrada, claro que dentro do que se apresente como possível.

Escuto muitos pacientes que gostaram de ficar mais em casa e se sentem cobrados agora a sair mais, a estar nos encontros porque é isso que esperam deles. Mas eles se perceberam gostando de estar mais em casa. Outros que aceitaram com alegria uma vida mais simples, menos trabalho e menos gastos, mais tempo para estar com as pessoas que ama. Entretanto, o sistema cobra gastar mais, trabalhar mais... e viver menos, ser menos feliz. Outros ainda mudaram para casas de praia ou no interior, adoraram estar lá onde antes passavam somente as férias, e não sentem vontade de voltar. Contudo, como dizer para os amigos que o shopping, os cinemas ou os shows não têm mais tanto sentido? Às vezes parece difícil.

Qual seu lugar no mundo pós pandemia? Não o lugar físico, ainda que também, mas o lugar de viver seu desejo mais autêntico e ser feliz?

Essa é a pergunta a ser respondida agora. Porque tornar o mundo melhor começa sempre por nos tornarmos melhores e mais felizes como indivíduos desse coletivo.

Boas reflexões a todos.

Texto Revisado

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Conteúdo desenvolvido por: João Carvalho Neto   
Psicanalista, Psicopedagogo, Terapeuta Floral, Terapeuta Regressivo, Astrólogo, Mestre em Psicanálise, autor da tese "Fatores que influenciam a aprendizagem antes da concepção", autor da tese "Estruturação palingenésica das neuroses", do Modelo Teórico para Psicanálise Transpessoal, dos livros "Psicanálise da alma" e "Casos de um divã transpessoal"
E-mail: joaoneto@joaocarvalho.com.br | Mais artigos.

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