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Saúde


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O conceito de saúde vem se ampliando e hoje é muito maior do que “ausência” de doença.
Atualmente saúde pode ser entendida como o equilíbrio do organismo com um todo: físico, emocional-mental e social.
Claro que podemos argumentar que nesta definição poucas pessoas seriam consideradas saudáveis, pois com tantas “agressões” que incidem sobre os indivíduos como conseguir o equilíbrio? Exemplos de agressões: poluição, alimentação desbalanceada, stress, falta de condições econômicas, pressões no trabalho, condução deficitária, trânsito, falta de segurança nas ruas, etc.
O que quero abordar neste artigo é a ideia de como lidar com o que está externo e aparentemente sem controle e mesmo o interno que também parece fora de controle: as emoções pensamentos e também doenças que surgem.
Cada pessoa a partir de sua personalidade básica e as vivências que vai desenvolvendo, vai construindo um referencial de conceitos, um arsenal de emoções para lidar com situações. Desta forma encontramos duas pessoas com características semelhantes, mas que reagem e agem de forma diferente.

O que isto nos mostra? Mostra que a capacidade de reagir, construir, reconstruir depende de cada pessoa.
Não nascemos “pessimistas” totalmente ou “vítimas” totalmente ou qualquer coisa do tipo. Podemos sim ter predominância de tais características e as vivências reforçarem essas mesmas características, mas não existe fatalismo! Você, cada pessoa pode transformar, mudar o que talvez por muito tempo fosse assim, mas não precisa continuar assim “para sempre”.

A primeira questão é a vontade sincera de mudar, mas nem todos tem essa vontade e sabe por quê? Porque as pessoas nessas condições ainda encontram ganhos psicológicos com tais comportamentos. Como assim? Inconscientemente a pessoa que, por exemplo, se sente e vive como vítima ainda encontra apaziguamento em “achar” que os outros lhe darão atenção, afeto, etc. Mas essas pessoas ainda não perceberam (conscientizaram-se) que o “ganho” é mínimo, quase nada se refletissem que tem direito e podem ter muito mais afetivamente.
Quando a autoimagem, autoestima determina o quão pode ser feliz, estamos determinando se recebemos uma “fatia” maior ou menor da vida.
Aquele que acredita de coração que tem direito a ser feliz, que merece ter condições melhores em tudo, busca condições na vida e em si para conquistar esse ideal.
Procuremos “olhar” mais para nosso íntimo. Busquemos nos conhecer verdadeiramente: nossos talentos, nossas dificuldades. Só a partir da conscientização exata de quem somos, poderemos agir conscientemente sobre as possibilidades de cura, de paz e felicidade que cada pessoa merece e tem por natural direito.

Texto revisado
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Conteúdo desenvolvido por: Ana Cristina Monteiro Fernandes   
Psicóloga formada pela Universidade São Marcos -1985. Especialização em Psicodrama pela Sociedade de Psicodrama de São Paulo (SOPSP). Psicóloga colaboradora do Grupo de Estudos de Doenças Afetivas (GRUDA) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (1987-1988). Psicoterapeuta clínica.
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