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Semelhança não é igualdade!

por Paulo Salvio Antolini

Publicado dia 19/11/2012 em Psicologia

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Em artigos anteriores, mais especificamente em "Generalizações" e "Generalizações II", falamos sobre os prejuízos que ocorrem pela tendência das pessoas em generalizar.
Porém, se apenas pelo fato de debatermos sobre determinado tema, seu conteúdo se resolvesse por si só, hoje pouquíssimo ou nenhum problema existiria, pois já se escreveu de tudo, ou quase tudo. Muitos não têm o hábito de ler. Outros o fazem, mas sem a devida reflexão necessária. Outros ainda refletem, mas adquirem apenas a compreensão intelectual (são as enciclopédias intelectuais ambulantes), muito poucos, ao lerem e concordarem, determinam-se a uma mudança na sua forma de agir.
Comum encontrarmos pessoas explicando que "meditar é buscar ampliar o espaço de tempo existente entre um pensamento e outro, ficando assim livre para uma ligação de sua consciência com sua consciência maior, ligação com seu eu superior ou mesmo com a Energia Crística (ou Divina)".

Meditar leva as pessoas a desenvolverem muitas habilidades até então pouco usadas e tudo que se usa pouco, quando exigido, traz consigo dificuldades. Meditar exercita a capacidade de "centrar-se em si mesmo". Desenvolve a paciência e afasta a ansiedade. Seu exercício nos leva a "focar" adequadamente as situações.
"Essa estória eu já conheço", "Já vi esse filme", são comentários rotineiros que evidenciam nossa capacidade de, ao receber algo, imediatamente buscar em nossos registros experiências já vividas e, portanto, conhecidas e que nos fazem "entender" o que o outro ainda não concluiu.

No início da década de noventa, estando com meu voo atrasado, comprei um livro cujo nome não me recordo e logo no início ele afirmava que pessoas medíocres pensam apenas uma vez a cada três ou quatro meses. Pessoas normais pensam de duas a três vezes por mês, e os sábios, de uma a duas vezes por semana. Após sentir-me muito irritado, ter fechado o livro e chamado o autor de prepotente e outras coisas mais, já no vôo, tive a curiosidade de ver aonde ele queria chegar. Quebrei a cara! E meu comportamento anterior mostrou sua razão. Afirmava o autor que nós não nos permitimos ficar na indefinição do "o que será?" e tão logo começamos a receber informações, recorremos às nossas memórias para buscar semelhanças. Juntamos todas e montamos então a "compreensão" do que estão nos dizendo. Damos como verdade. Está montada o que o referido autor chamou de "colcha de retalhos" de pensamentos.
Conhecemos pessoas, experimentamos novas situações, mas antes mesmo de conhecermos todas as condições para avaliarmos, temos nosso veredicto sobre ela ou a situação.
Brigas, desentendimentos, ou aparentes harmonias, mas com resultados danosos mais para frente, ótimas idéias desprezadas, enfim, uma infinidade de situações onde se perde a oportunidade de levar à frente aquilo que a vida nos oferece, apenas porque transformamos uma semelhança em igualdade.
"Esta pessoa que você me apresentou é a cópia de meu ex-marido, desde a aparência física até seu perfil". Com esta afirmação ela fechou a possibilidade de se complementar com seu companheiro, coisa que só depois é que soube. "O primeiro camuflava com gentileza e cordialidade o que, na verdade, era sua maneira de levar vantagem". Tempos depois viu que o segundo não se mostrava, ele era gentil, cordial, amoroso, seu foco era o harmonizar-se com o outro e não o aproveitar-se da sua companhia.
Somos seres humanos, quase todos com dois olhos, duas orelhas, um nariz e uma boca. Semelhantes, não? Mas isso não nos faz iguais uns aos outros. Cada um vê de um jeito, escuta de uma forma diferente. Descrevem o mesmo cheiro também diferentemente e falam da mesma coisa de forma mais diferente ainda. O maior problema de fazer da semelhança a igualdade: JULGAMENTO!
Espere o artista terminar a pintura do quadro e ai sim, observe e manifeste-se sobre a obra.

Texto revisado

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