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SENDO FELIZ PARA SEMPRE... Detectando estratégias de autopunição

por Valdecy Carneiro
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Quem estuda ou pratica Programação Neurolingüística (PNL) e Hipnose, notadamente a Ericksoniana, começa a perceber padrões nas comunicações, além de observar e testar os filtros lingüísticos utilizados pelos comunicantes.

Lembrando dos filtros de Generalização, Omissão e Distorção, quero falar um pouquinho sobre o primeiro.

Utilizando a PNL em processos de Coaching e/ou terapia tenho notado como os filtros de Generalização - apesar de úteis nos processos de aprendizagem rápida ou natural - mostram-se como limitadores efetivos da visão de mundo dos indivíduos.

Os quantificadores universais - "nunca", "sempre", "tudo", "todos(as)", "nada", "ninguém" etc. - são eficazes para encobrir a estrutura complexa e profunda de algumas crenças, diga-se de passagem, em sua maioria limitantes. Aliás, as crenças, via de regra, são generalizações alçadas a categoria de verdade absoluta, por terem servido ao individuo em determinado contexto (momento, situação ou fase da vida).

Já ouvi muitas pessoas inteligentes que se martirizavam porque queriam ser felizes para sempre...

Não me critiquem ainda... Não há nada de errado em querer ser feliz... A questão  é que "para sempre" é muito tempo, ou seja, não dá para quantificar e, muitas vezes, nem para qualificar... o mais interessante é que as pessoas que vi adotando tal padrão deixavam escapar o presente momento sem serem felizes.

Por que estabelecemos padrões incomensuráveis para a nossa felicidade?

Via de regra, estabelecer metas ou objetivos supostamente inatingíveis ou de difícil mensuração trás camuflada uma estratégia de autopunição ou autoflagelo.

Vejamos: se eu estabeleço uma meta que sei que não posso atingir ou não posso mensurar o atingimento da mesma, fica mais fácil lamentar e provar para mim mesmo que não sou bom nisso ou para isso. Ser mártir trás o condão de atrair para si a admiração dos outros... a pena... a compaixão. Só que o mártir é um pseudo-herói, pois herói bom é herói vivo... o bom herói volta para seu lar e para os seus...

Notem que o herói vive pela sua causa, enquanto o mártir morre por ela...

Aqui aproveito o ensejo para lembrar que realizamos a reestruturação do autoconceito, da auto-imagem e da auto-estima com técnicas especificas, inclusive uma técnica metafórica para a matriz da identidade e através de uma outra técnica denominada "Jornada do Herói".

Autoconceito  gera >>>>>Auto-imagem>>>>>  que gera>>>>> AUTO-ESTIMA

Examinemos algumas possíveis causas (ou estruturas profundas) de tais crenças:

IDENTIFICAÇÃO MESTRE/DISCÍPULO

Geralmente, os discípulos procuram identificar-se com o que consideram de mais valoroso em seus mestres.

Por exemplo, os cristãos que crêem que a maior virtude ou valor de Jesus foi o sofrimento, inconscientemente manterão padrões de autopunição, pois não se permitem perder ou desfazer-se daquilo que os identifica e qualifica junto ao seu Mestre - assim o crêem.

Vejamos como a má interpretação de alguns trechos bíblicos podem servir como estruturadores de crenças ou decisões limitantes. Ei-los:

"Meu reino não é deste mundo"

"Vai, desfaça-te de todos os teus bens e segue-me..."

"As raposas têm suas tocas, os lobos têm seus covis, as aves do céu tem seus ninhos,  mas o Filho do Homem (Jesus) não tem onde reclinar a cabeça."

"É mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no reino dos céus..."

Podemos considerar como  Identificação Mestre/Discípulo os valores e crenças absorvidos de figuras de autoridade.

É óbvio que não estou aqui querendo falar mal da Bíblia e, muito menos, daqueles que a utilizam como parâmetros para suas vidas. Que fique aqui registrado o meu profundo respeito a todas as formas de crenças, das mais comuns às mais insólitas.

Quando titulo como Identificação Mestre/Discípulo é tão somente para fins didáticos, pois o que quero que fique evidenciado aqui é a preservação de alguns valores.  Só para lembrar, minha saudosa mãe - nascida no norte de Minas Gerais - com trinta anos de residência em São Paulo conservava o mesmo sotaque natal e costumava repetir: "eu é que não mudo meu jeito de falar só porque moro aqui em São Paulo". Suas histórias e seus "causos" traíam bem as saudades da terra-mãe e os valores adquiridos que não queria esquecer - eliminar o sotaque, fazendo uma equivalência complexa, seria o mesmo  que abrir mão de seus valores...

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Para ler o  artigo na íntegra, acesse o meu blog:

https://valdecycarneiro.wordpress.com/2009/09/09/sendo-feliz-para-sempre-detectando-estrategias-de-autopunicao/ 

Texto revisado

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Atualizado em 30/11/2009

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