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Ser vítima é uma delícia. SQN

Ser vítima é uma delícia. SQN

por Carolina Marrocos
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Querido leitor, provavelmente você não se identifique com o texto abaixo, mais tenho certeza, que você vai reconhecer alguém do seu trabalho ou da sua família, quem sabe até um amigo, que se comporta igualzinho! #SQN!

Funciona assim, trabalho em uma empresa e não tenho apoio do meu gestor em absolutamente nada. É verdade que tenho bons colaboradores e uma tecnologia incrível, mas meu gestor, vou te contar, então, não durou muito, fui desligado, depois claro, de quase ter pedido demissão.

Tudo bem, pois agora trabalho em outra empresa e meu gestor, é o cara, inteligente, democrático, maduro. O problema é que meu time é fraco, ganha pouco, produz pouco, dessa forma, sozinha não consigo entregar resultados.

Agora sim, tudo certo, a melhor empresa, o melhor chefe, o melhor time, as melhores políticas de bonificação. Acontece que aquele trauma da infância vem com tanta força nesse momento e não estou consequindo trabalhar....

O processo de vitimização pode acontecer em outras esferas, como: só serei feliz quando tiver minha própria casa, ou meu carro, ou terminar a faculdade ou casar, ou sair da casa dos meus pais etc.. E quando qualquer uma dessas conquistas acontecem, adivinha? Nada muda.

Ainda não acabou, situações como: meu filho faz isso que acaba comigo, meu marido se apega às coisas bobas, minha mãe ou irmão, ou tia ou vizinha são egoístas, motivos suficientes para a vitimização desfilar na passarela.

Não importa como, nem onde, ser vítima é uma “delícia”, faz com que não seja necessário nenhum tipo de ação, atitude ou mudança.
Tudo se concentra no outro, como um filme onde o roteiro é o mesmo e apenas os personagens e o cenário se revezam.

A vítima entende, de algo que costumo chamar de “outro conhecimento”, calma você não leu errado, não é autoconhecimento, vou explicar; outro conhecimento, é a capacidade de citar de maneira rápida, os 50 maiores defeitos de todos os seus familiares até o quarto grau, citar os piores erros dos demais setores da empresa, incluindo seus colegas e gestores, só não é capaz de fazer a mesma lista quando se trata da própria vítima.
Não se engane, a vítima nem sempre é boazinha, como um dia escutei de um colega de trabalho, o problema não é falar o que está errado, o problema é falar com maldade(detalhe; Essa frase, foi para mim naquele momento, hã?, na caaaraaa!)

A vítima com maldade terá atitudes mais ou menos assim, minha área que errou, porém o boicote foi da outra área que deveria ter avisado, ou ainda, reunir o próprio time para apontar os maiores problemas dos outros setores, ou ainda, espalhar aos quatro ventos que aquela minha prima. Afff, é uma cobra mesmo.
Até esse momento do texto, você identificou alguém conhecido?
Em resumo, a vítima vive em um contexto de paralização, de não atuação, afinal, tudo ou quase tudo, está centrado no outro, esse outro pode ser. Uma pessoa, um ambiente, um desejo, uma cidade, qualquer coisa, o que importa mesmo é que, como vítima, tenho que me movimentar muito pouco perante os desafios da vida.

Cuidado com a armadilha, o outro extremo vai paralisar também. Assumir que tudo é sua culpa não trará uma ação de mudança necessariamente.

Me lembrei de um episódio recente, onde um colaborador pediu para assumir algo que não foi de sua responsabilidade, apenas para as pessoas envolvidas voltarem a ter o foco na solução do problema e não na "caça às bruxas".

Semanas atrás, conheci uma consultora e tivemos um bate-papo sobre o tema Maturidade. Ela resumiu 2 horas de conversa em uma frase: “Carol, na verdade, tudo se refere ao tipo de atitude que nós temos perante a vida”.

Não sei o motivo, mas essa frase me impactou, e olha o quanto falamos de atitude no nosso dia a dia, e mesmo assim, uma frase tão simples; fiquei pensando naquelas palavras. Fui pesquisar sobre a origem da palavra atitude e me deparei com; origem latim: “attitudine; significado: "postura da pessoa".
Se tudo se resume em “postura da pessoa”, logo é o fator norteador das nossas dores e alegrias, pois a atitude, pode ser positiva ou negativa, pode construir ou destruir, pode separar a vítima do herói.
É verdade que todos os traumas que permeiam nossa história, são genuínos, porém, a vida continua, e será nossa postura, que vai determinar nossos próximos passos, nossa saúde mental ou nossa doença.

Podemos reunir nosso time para debater sobre possíveis impactos que a área vizinha gera em nossa rotina, mas lembre-se de fazer a segunda pergunta, o que nosso time pode melhorar para minimizar os erros? Onde podemos ajudar os setores vizinhos?

Não significa que seu gestor sendo um carrasco, você deve aceitar, mas faça algumas perguntas: tive uma conversa sincera com ele? Quero mesmo que essa relação seja honesta? Estou respeitando nossas diferenças? Lá no fundo da minha alma, eu quero ajudar essa pessoa a ser melhor?

Continue a se perguntar: se o egoísmo da minha mãe, irmão ou amiga, não tem nenhuma relação com as minhas próprias atitudes?

E a cobra da minha prima. Afff! Já parou para pensar que suas ações podem gerar esse tipo de reação?

Para encontrar essas respostas dou uma dica: abrir a sua mente não será o suficiente, terá que abrir o seu coração, o que eu enxergo no outro eu tenho dentro de mim.
Se o outro tem maldade, observe as suas, se o outro é raivoso, pode se descobrir como um leão com fome.
E sobre as cobras, podem ser apenas filhotes, quando comparadas a mim, que através do autoconhecimento, descobri que sou uma cobra daquele tipo Cascavel, bem madura, adulta mesmo, ou quem sabe, uma enorme Anaconda, ou sei lá, qualquer uma outra cobra que tenha muito mais veneno que minha "pobre" prima... foi o que ficou quando reconheci minhas próprias ações.

Desejo uma semana, ou melhor, uma vida de Atitudes transformadoras para todos nós!
Delícia mesmo é descobrir que não somos apenas principes ou sapos, somos um pouco de cada um deles!
Texto Revisado

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Atualizado em 21/05/2020

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