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Síndrome do Pânico

por Rebeca Naparstek

Publicado dia 1/8/2008 em Psicologia

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Um ataque de pânico é, no mínimo, uma experiência muito desagradável. É muito mais intenso do que sentir ansiedade ou sentir-se estressado, por exemplo. Se você nunca teve um ataque de pânico considere o que você sentiria se fosse repentinamente acometido por um terror intenso e irracional. Seu coração começaria a bater fortemente, você teria dificuldade de respirar e sua mente ficaria confusa com um senso de perda de controle. E para fazer as coisas ainda piores, você não entenderia porque cargas d’água você começou a se sentir assim, porque um ataque de pânico o "tira do ar” sem nenhuma causa imediatamente explicável.

O que é? É uma resposta intensa do organismo que atua nos mecanismos de “fuga ou luta” de uma pessoa e a faz sentir as mesmas sensações físicas e emocionais de como se sua vida estivesse em perigo, mesmo que não haja nada a temer no momento do ataque.

Sintomas: palpitações, taquicardia ou aceleração cardíaca acima da média, transpiração, tremores, dificuldade respiratória, sensação de respiração curta, dor no peito ou desconforto, terror paralisante, náusea ou distress abdominal, tonturas, desorientação, instabilidade, fraqueza e parestesias, sensações de adormecimento e latejamento, arrepios ou calores repentinos, sensação de irrealidade ou despersonalização, desligamento de si mesmo, medo de perder o controle ou de estar ficando louco, medo de morrer, forte sentimento de querer escapar.

Um ataque de pânico atinge o máximo de sua intensidade entre um a dois minutos e persiste durante a próxima meia hora ou mais. Outros ataques podem ocorrer várias vezes por mês e podem ser tão severos quanto o ataque inicial.

Causas

Muitos fatores podem contribuir para o advento de um ataque de pânico:
- hiperventilação(desequilíbrio entre a entrada do oxigênio e a saída do gás carbônico) por uma maneira de respirar errada;
- uma etapa de transição na vida da pessoa pode ser precedida por um ataque de pânico, principalmente o ataque inicial;
- histórico de um trauma emocional, mesmo se ele não está relacionado, pode estar por trás de alguns tipos de ataques;
- alguns tipos de doenças e ingestão de substâncias, como a cafeína e algumas drogas ingeridas sem controle médico podem provocar o pânico.

Ataques de Pânico não são comuns. Dez a 15% das pessoas experienciam um ataque pelo menos uma vez durante suas vidas. Os sintomas de um ataque de pânico podem ser confundidos com os de um ataque cardíaco: sofredores frequentemente chegam aos pronto-socorros no seu primeiro ataque temendo estar tendo um ataque do coração. Sentem-se envergonhados sobre suas condições que podem ser reforçadas por atitudes preconceituosas e mal informadas de cuidadores da saúde, amigos e familiares que avaliam o problema como sendo “tudo da sua cabeça” minimizando o problema. Por essa razão, muitos sofredores da síndrome evitam discutir o problema com profissionais da saúde diminuindo suas chances de serem encaminhados para um tratamento efetivo.

Quando o pânico se torna freqüente, pode destruir a vida cotidiana, o trabalho, as relações, a auto-estima de uma pessoa. A Síndrome do Pânico raramente é resolvida sem tratamento. A conseqüência maior de uma Desordem do Pânico sem tratamento é o aparecimento de uma fobia crônica que complica ainda mais a vida do sofredor. Ele passa a evitar o lugar de trabalho, lugares públicos e mesmo sair de casa (agorafobias) na esperança de evitar ter o ataque.

The American Psychological Association se reporta às pessoas que sofrem de Síndrome de Pânico como pessoas propensas ao alcoolismo, ao uso abusivo de drogas e a um grande risco de suicídio, a uma perda significativa da qualidade de vida, perdendo muito tempo em emergências de hospitais, diminuindo sua atividades físicas e esportivas, atividades que lhes dão prazer, tornando-se dependentes financeiramente de terceiros, sendo menos saudáveis física e emocionalmente que as pessoas que não sofrem de nenhum mal, perdendo sua autonomia e a capacidade de dirigir suas vidas.

A Boa Notícia

Uma nova abordagem para eliminar o pânico foi desenvolvida pelo Terapeuta Bioenergético Ron Robbins, PhD, chamado Integração Rítmica. Dr. Robbins esteve no Brasil em setembro de 2006, ministrando workshop sobre este tema.

O Projeto da Integração Rítmica apresenta um método rápido para reduzir os ataques de pânico, representando um avanço no tratamento dessa condição. A razão do seu sucesso, e o que faz dele algo diferente dos outros métodos, é que ele identifica a reação corporal que desencadeia o ataque, reduzindo drasticamente a freqüência dos ataques de pânico. Uma vez identificada a causa inicial que desencadeia o ataque, o pânico não pode continuar a se desenvolver. O terapeuta ajuda o paciente a se tornar consciente desses primeiros sinais e então ele é levado através do processo da Integração Rítmica a interromper o padrão do ataque de pânico e a se prevenir dos ataques se ocorrerem novamente.

Através desse método, uma vez identificada a causa, o próprio indivíduo passa a ter controle sobre suas crises, podendo reduzi-las à freqüência zero no prazo de um ano (segundo demonstram as pesquisas). O método não requer o uso de nenhum tipo de medicamento. A responsável pelo Projeto Pânico no Brasil é a Psicóloga Rebeca Naparstek, certificada pelo Bioenergetic Institute de Nova York, reconhecida pelas sociedades de Brasil e Israel e Supervisora Certificada pelo Instituto de Análise Bioenergética de São Paulo.

Dra. Rebeca Naparstek
Rua Senador Cesar lacerda Vergueiro, 471, apto 63 Sumarezinho Cep 05435-060 Tels: (011)82943043 e (011)36372702


[email protected] revisado por Cris

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Sobre o Autor: Rebeca Naparstek   
Rebeca Naparstek - Psicóloga, Terapeuta Corporal- com Formação em Psicanálise Bioenergética. Professora do Curso de Pós Graduação em Analise Bioenergética na Saúde, Educação e Recursos Humanos, na cadeira de Teoria Reichiana da Universidade Estadual de Minas Gerais, Palestrante do Sindicato dos Professores Sieesp, psicanalista em Clínica Particular
E-mail: [email protected]
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