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O IDEAL, O IDEALIZADO E O POSSÍVEL.



... Fazer o Possível sem abrir mão do Ideal e sem desgaste energético. O desgaste energético é a não aceitação do possível, pois equivocadamente associamos o Ideal ao Idealizado.
O Idealizado mascara nossas fraquezas e não nos permite o aprendizado, pois nos confere uma força que sequer sabemos se a temos. A forma idealizada nos afasta de nós mesmos, já que atende a modelos anteriormente estabelecidos e, como vimos, não nos é dado antever nossa vida.
A idealização de uma jornada é a projeção de uma imagem egóica que não somos capazes de sustentar e assim não disponibilizamos nossos potenciais que nos levariam ao nosso ideal, este sim vinculado à nossa tarefa de vida, ao nosso Propósito Essencial.
O Possível atinge seu grau de excelência e nos mostra aquilo que somos completa e integramente. Somos íntegros quando atuamos no limite do nosso possível.
Infelizmente nos é dada a idéia de que o possível é pouco.
O Universo não nos pede que ultrapassemos nossos limites, mas que saibamos vivê-los até o seu completo reconhecimento.
Quando optamos por viver as experiências do terceiro nível (aqui na Terra) não nos obrigamos a sobrepujar o nosso Possível.

A Igualdade do Ser

Quando vivemos a plenitude de nossas possibilidades, sentimo-nos fantasticamente grandes, pois não há uma régua que nivela os seres, há sim uma natureza que os iguala. Acreditando na igualdade do Ser, falamos de sua divindade e não em enquadrá-lo em padrões pré-estabelecidos. A vivência concreta de nossas diferenças é o que nos iguala. A aceitação intrínseca de nossas diferenças é o que nos torna igualmente divinos.

A Projeção sobre os outros

Na busca de nosso Ideal, após tentativas fracassadas, lançamos mão de outro recurso que é o de transferir a responsabilidade sobre nossa vida ao outro, como se disséssemos: “Você é responsável pela beleza do meu Ser”, “Você tem a habilidade de mostrar a beleza de meus potenciais e quando eu lhe sigo, eu os alcanço”.
Esta é outra armadilha que criamos em nossa jornada, pois passaremos a viver dos limites identificados pelo outro. Corremos o risco de viver aquém de nossas possibilidades ou de ter uma vivência angustiada por não alcançarmos aquilo que esperam de nós.

O Caminho em direção ao Ser

Pode nos parecer contraditório, mas o primeiro passo do Caminho em direção a nós mesmos é dado fora de nós. É necessário questionar e avaliar os referenciais externos - onde nos encontramos - para então podermos reconhecer os nossos referenciais internos.
É um equívoco querer negar os referenciais externos e buscar os internos sem nunca tê-los conhecido. Partimos então dos referenciais externos questionando-os com amor, acolhimento, aceitação de quem depositou sua vida neste sustentáculo.
Só a partir desse questionamento amoroso começamos a perceber o que nos é solicitado e assim sentir verdadeiramente se isto está além de nosso alcance e não nos satisfaz enquanto seres, já que não nos realizamos através dessas demandas por mais que possamos até atendê-las.
Assim começamos os primeiros passos em direção às referências internas e ao mesmo tempo nos “desmisturamos” deste cenário que nos envolve, percebendo nossa identidade e da outro. Só assim podemos nos relacionar.
A relação saudável deve ser compreendida como uma partilha consciente, sustentada pelo Amor e não pela mais-valia (ganho). Não é aquela na qual nos estamos envolvidos ou mergulhados. É importante sair desse mergulho, o que não significa romper a relação e sim colocar a cabeça fora d’água para saber onde nos encontramos e partir daí decidir.
Se sairmos do mergulho e buscarmos nossos referenciais, perceberemos quem somos e o que buscamos.
O “des-envolvimento”, traz consigo a idéia de crescimento.

As Relações como Pontes

As relações duradouras, pautadas no crescimento individual, favorecem a criação de pontes para vivenciar partilhas. Essas relações também podem ser doentias quando não se encontram pontes verdadeiras e somente o envolvimento que leva às trevas, à ausência de Luz e nos faz crer na inexistência de uma saída.
Buscamos a consolidação de relações duradouras, pois elas nos dão a oportunidade da pavimentação por onde a partilha transita.
As pontes se constroem também por atração eletromagnética. É o que aproxima dois seres que vibram ou têm naturezas energéticas definidas. A atração se dá pela aproximação das vibrações eletromagnéticas, quando entram em ressonância e fortalecem a aproximação por existir uma sinergia entre elas.
Na medida em que a ressonância perdura, cria-se um fortalecimento das naturezas energéticas contribuintes e neste momento transitam as percepções, as sensações e os sentimentos (sejam quais forem). À medida que este trânsito sensorial, perceptivo e emocional se consolida, passa a haver uma harmonização da natureza energética que transita, sempre na direção da natureza amorosa.
Os sentimentos transformam-se todos em puro Amor, as sensações em Bem Estar e as percepções em Enriquecimento. Assim consolida-se uma Ponte.
Por nos sentirmos amados e acolhidos nos arriscamos a expor a nós mesmos e permitir a expressão de novas sensações, criando então a possibilidade de uma nova percepção que passará novamente pelo processo.
Quanto mais rica a relação, mais livres estamos para nos expormos, vibrarmos em ressonância pura. Mais livre nos sentimos para expormos nossos potenciais. Mais nos sentimos livres para incitar a nós mesmos e mais livres para nos conhecermos. Estaremos disponibilizando o melhor de nós e incitando no outro o melhor de si, livres de julgamentos e expectativas, sem idealizar a relação.
Isso é disponibilidade, troca e partilha. É o reconhecimento do potencial infinito de amor que possibilita a capacidade de criar novas relações.
Construímos uma relação verdadeira quando assumimos a responsabilidade de não nos encastelarmos em nossos referenciais e esperarmos que o outro vença as alturas dos muros para chegar até nós.

Texto revisado por: Cris
Publicado dia 7/3/2007

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